Austrália bota quente e vai cortar benefícios de pais que não vacinam os filhos

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O ódio pela Ciência não é uma coisa apenas do brasileiro. Isso se dá por termos gente imbecil em todas as partes do mundo. Gente que duvida que o Homem foi à Lua, mas acredita na benzedeira. Gente que acha que pesquisa aeroespacial é besteira, mas não vive sem seu GPS. Gente que faz campanha contra medicamentos, mas não acha nada demais tratar com Homeopatia. Agora, está crescendo os movimentos anti-vacina. Cismaram que vacinas causam problemas, quando o máximo que podem fazer é não lhe imunizar contra gente estúpida.

Agora, a Austrália resolveu bater de frente e planeja instituir severos cortes de benefícios aos pais idiotas que simplesmente não vacinarem seus filhos. Claro, tem gente chilicando.

O Primeiro-ministro australiano Tony Abbott calçou chuteiras de metal e partiu pra dividida quando decidiu negar os benefícios do governo para pais (imbecis) que se recusarem a vacinar seus filhos. No passado, as famílias que não imunizavam seus filhos com base em objeção filosófica ou religiosa para vacinação têm sido capazes de receber dinheirinho extra para cuidar da criança, numa espécie de bolsa-família Dundee. Agora, Abbott (o primeiro ministro não o que fazia parceria com o Costello, e se você sabe quem é, é velho) vai apertar as regras que terão início em 1 de janeiro de 2016.

De acordo com a declaração de Abbott (fonte oficial),

A "objeção de consciência" será removida como uma categoria de isenção para pagamentos de assistência infantil (Child Care Benefit e Child Care Rebate) e o Imposto de Benefício Familiar Parte A (FTB, no original) no fim do ano.

Requisitos de imunização para o pagamento de FTB Parte A também será estendido para incluir as crianças de todas as idades. Atualmente, o estado de vacinação só é verificada nas idades de 1, 2 e 5 anos.

Isenções existentes por motivos médicos ou religiosos continuarão, no entanto, uma objeção religiosa estará disponível apenas quando a pessoa é afiliada com grupos religiosos onde a entidade responsável tem uma objeção formalmente registrada aprovado pelo Governo.

Péra, como? Vou explicar. O governo está pouco se lixando se você reza pra um cara pregado num pau-de-arara ou pra um bode preto. Você pode ter objeção ao que quer que seja, é um direito seu. Mas o Governo entende que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado (no Brasil também, mas sabem como é…). Assim, você pode se opor a qualquer coisa, exceto quando você fala besteira e coloca a vida dos outros (seus filhos, por exemplo) em perigo. Dessa forma, quando eles veem essa baboseira de anti-vaxxers, eles acham que isso é tão direito a objeção de consciência quanto jogar bebês recém-nascidos numa fogueira a fim de garantir uma boa colheita.

Aí, o que acontece? Darwin faz das suas, como a dona que resolveu que vacina é coisa do demonho, não vacinou suas crianças e a criançada contraiu coqueluche. Se a Seleção Natural fosse justa, ELA ganharia uma doença dessas pela cara e o mundo ficaria melhor. Por sorte, ela mudou rapidinho o pensamento.

No Brasil, pais que não imunizarem seus filhos poderão responder judicialmente por negligência. Pena que nem sempre se consegue achar os vagabundos que fazem isso, pelo menos, até encontrarmos crianças doentes e, pior de tudo, transmitindo doenças para os filhos dos outros.

Claro, uma medida como essa do Primeiro-ministro jamais seria aceita aqui. Lá, os políticos estão brigando, já que anti-vaxxer também vota. Aqui, daria a Revolta da Vacina 2ª edição. Mexer com Bolsa-Família é crime de lesa-vagabundagem, e não pode sequer em pensar nisso. Pagar fiança de político corrupto e fazer moção em favor de traficante internacional de drogas, tudo bem.

Ainda bem que a Austrália não é o Brasil.

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Sobre André Carvalho

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