Antidepressivos não são tão eficazes quanto se pensava

De acordo com a OMS, há cerca de 300 milhões de pessoas afetadas pela depressão. Entre os muitos problemas que podem levar, estima-se que a depressão é responsável por cerca de 800 mil suicídios todos os anos, sendo a segunda principal causa de morte em jovens de 15 a 29 anos. Um dos principais antidepressivos receitados é o cloridrato de sertralina (também conhecido como “sertralina”).

Agora em a bomba: uma intensa investigação reportou que o antidepressivo mais comumente prescrito mal alivia os sintomas da depressão moderna, em que os pacientes que tomaram a sertralina não passaram de melhorias insignificantes no humor. Alguma coisa errada não está certa!

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Antibiótico demais faz mal. De menos faz mal. Quando tá bom?

Infecções não são brincadeira, mas do jeito que andam as coisas, é pior ainda quando pessoal usa antibiótico como, bem, como brincadeira. Já falamos várias vezes como o uso indiscriminado de antibióticos acarreta em superbactérias, aquelas bactérias hiper-resistentes do mal que não são mortas facilmente com algo mais fraco que uma GAU-8 Avenger. O problema então é saber: QUANTO dar de antibiótico e QUANDO é hora de parar?

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Combinação de remédios ajuda a controlar convulsões graves em crianças

Se eu perguntar para vocês quais as principais ocorrências em crianças que requerem carregar para o hospital, vocês citarão acidentes de vários tipos de natureza. Já em termos de emergência neurológica, possivelmente vocês não saberão, mas efetivamente são as crises epiléticas. As crises epilépticas podem se apresentar ou sob a forma de crise convulsiva (o que chamamos de “ataque epiléptico”) e a crise do tipo “ausência”, que é como se puxassem a tomada da criança e ela desligasse, ficando com o olhar fixo, nem sempre facilmente percebível.

No caso das convulsões, temos um problema seríssimo, pois cerca de 5% das crianças afetadas morrem ou podem escapar com vida, mas com complicações a longo prazo causadas por danos cerebrais. Não, convulsões não são brincadeira.

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Por causa de indústrias malvadas, casos de lepra caem mais de 16% no Marrocos

Eu sou feliz num mundo melhor. Todos os dias, centenas, milhares, milhões de sociólogos, filósofos e especialistas em estudos de gênero têm ajudado a curar doenças e erradicar problemas que a insaciável por lucros Big Pharma promove, pouco se importando com a saúde das pessoas. Vejam o caso do Marrocos: desde 2012, o Marrocos apresentou uma redução de 16% dos casos de hanseníase (lepra para os íntimos). Ficou demonstrado que as dezenas e centenas de jirombas com as quais o Tedson se banqueteou teve um excelente propósito. Todas aquelas orgias gays que o Victor foi deram resultado. Muito obrigado, pessoal! Vocês realmente ajudaram muito!

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Itajaí cria programa para tratar viciado com placeb… Homeopatia

A Prefeitura de Itajaí segue a linha do Leão do Proerd do Mal. Muito provavelmente, algum sacripanta lá achou que maconheiro não é gente, e sim um bando de nóia. Como dar cabo de maconheiros, mas sendo ético e responsável? O Governo Prefeitural, dessa forma, se aliou a outros psicopatas da Univali e mandaram pra frente um projeto estabelecendo um cronograma de trabalho para a preparação dos profissionais que participarão do CocaCrack 3 (isso parece nome de filme da Asylum. Quero muito ver esse cracudo com poderes). Este projeto visa, aos olhos da imprensa e sociedade, oferecer tratamento a viciados em drogas por meio da Homeopatia. A verdade é que querem é ver os caras se ferrarem, sem tomar nada que preste.

Indo assaltar a geladeira por causa da larica, usando óculos escuros por não ter colírio, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Medinho de agulhas? Toma várias, então (microscópicas, claro!)

Eu detesto agulhas, que nem essa aqui do lado. Todo mundo detesta. Agulhas são algo que eu tenho que lidar e prefiro receber injeção (como numa vacina) do que uma doença infecto-contagiosa. Ainda assim, não gosto de agulhas. Seria legal que houvesse um sistema para entregar remédios e vacinas sem usar agulhas. As pistolas até são eficazes ou aqueles dispositivos de aplicar insulina, mas poderíamos ter algo melhor, certo? Algo como aplicar por meio de um tecido composto por nanoagulhas, capazes de entregar o precioso medicamente sem machucar as nossas queridas células.

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Pacientes de câncer que usam terapias alternativas têm o dobro de chances de morrer

Eu costumo dizer que brasileiro odeia Ciência, mas é uma forma simplista. De uma maneira geral, as pessoas odeiam algo que lhes tire do conforto, de suas crenças, da vontade que tudo aconteça por mágica. É puro comodismo. Isso explica a quantidade enorme de pessoas que acreditam em médiuns, videntes, líderes religiosos e políticos (têm diferença?), veganismo e terapias alternativas. As pessoas preferem a crença ao saber. Preferem as religiões, de alguma forma. Elas querem que seus mundinhos mágicos fiquem estáveis e tudo se resolva por si só.

A Ciência incomoda, a Ciência faz-nos ver que estamos em eterno risco, mas que a própria Ciência pode impedir. O câncer, ainda tido como exemplo de doença fatal é curável em 80% dos casos. Se as pessoas não procuram um médico em tempo hábil, aí até corte no dedo pode ser mortal. Parte dessas pessoas acreditam que tratamentos como homeopatia podem resolver isso, mas não podem, e isso fica evidenciado quando vemos dados mostrando que pessoas que apelam para terapias alternativas como tratamento contra o câncer têm, em média, duas vezes mais chances de morrer da doença do que aqueles que usam somente o tratamento convencional.

Sim, eu sei o que vocês vão alegar.

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Liminar corta asinhas da ANVISA e a impede de fazer o seu trabalho

Uma das coisas que as pessoas pouco sabem (mas se perguntar sobre BBB, estão antenadíssimas) é que o Brasil tem uma das melhores leis de vigilância sanitária do mundo. A ANVISA, na medida do possível de um órgão do governo, bate em cima de tudo, desde frigorífico vagabundo até a situação de medicamentos. Se você acreditou naqueles manés da fosfoetanolamina, saiba que a ANVISA não cai nessa de liberar remédio a torto e a direito, como foi o caso da suspensão da importação do remédio Cassodex, já que sua linha de produção não é exclusiva. Imaginem com a Big Pharma controlando pesadamente a ANVISA, o que ela não faria se tivesse livre dos capitalistas opressores.

O problema é que sempre tem o dedinho governamental para dar um balão nas coisas. Assim, uma liminar derrubou as exigências da ANVISA para importação de R$ 20 milhões em medicamentos.

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Medicamento modificado melhora a ação contra células cancerígenas

Câncer não é legal, todo mundo sabe disso. O tratamento, ainda que cure 80% dos casos de câncer (que envolve quase 200 tipos de doenças), acaba debilitando muito a pessoa, já que acaba afetando outras células não-cancerosas. Claro, você pode acreditar que a Big Pharma quer que todo mundo se ferre, impedindo a pesquisa de novos medicamentos. Ou pode viver no mundo real e saber que uma equipe de pesquisa da Universidade da Califórnia descobriu uma maneira para que um remédio usado em quimioterapia bata direto em células de câncer migratórias ou circulantes.

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Pesquisadores estudam remédio antimalária que já existia no Brasil e ninguém ficou sabendo

Malária ainda é um problema sério, principalmente em países pobres, sem saneamento básico. Algo como o Brasil, que metade dos domicílios não têm esses grandes avanços tecnológicos como água encanada e esgoto tratado. Muitos remédios têm sido usados, mas quando eles não estão funcionando, o negócio é partir para a pesquisa. 18 pacientes críticos no Congo precisavam de ajuda, e ainda que andemos pelo Vale da Morte não devemos temer, pois a Ciência estará conosco.

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