Os maravilhosos olhos animados da Disney

Uma das coisas que me faz rir muito é o pessoal que fica chilicando dizendo que os novos filmes de Guerra nas Estrelas (Star Wars my ass!) serão um fracasso. Também disseram isso quando a Disney comprou a Marvel (e eu chamo carinhosamente de Disvel). Hoje, vemos o poderio que são os filmes baseados nos heróis da Marvel, que faturam infinitamente mais que os quadrinhos. O pessoal parece que esqueceu uma coisa simples: Disney INVENTOU o cinema de animação! Inventou a técnica que usava fundo amarelo e um prisma que separava a cor amarela das outras cores, podendo fazer um perfeito chromakey, que foi usado no filme Mary Poppins, de 1964.

Não só isso, a Disney esmaga, amassa, esmigalha, destroi, aniquila e cospe em cima de qualquer coisa que ouse fazer algo sequer semelhante com o que ela fez com Frozen, cujos algoritmos para renderizar neve estão mais para bruxaria, com Pai Walter de Ogum conclamando os antigos espíritos do mal. Agora, vemos a seguir como eles estão digitalizando e renderizando algo tão simples e tão complicado quanto… olhos!

A empresa do camundongo mandingueiro tem uma divisão de pesquisa. Como eles são péssimos no que fazem, eles são tolos em colocar um nome trivial, como Disney Research. Uma empresa dessas, com tanta falta de criatividade jamais faria algo que rendesse trocentos Oscars. O problema é que ninguém avisou aos feiticeiros de lá, e eles fazem Mágica travestida de Ciência, ou Ciência vestida de Mágica. Ainda estou em dúvidas.

Paul Berard é um zé ruela. Doutorando do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique que trabalha junto com a empresa do Camundongo. Ele e seus colaboradores produziram um artigo no qual eles descrevem o processo de captura e renderização de olhos, levando em conta seus constituintes, como íris, córnea, esclerótica etc. Você pode baixar o *.pdf AQUI.

Basicamente, o processo dura em torno de 20 intermináveis minutos, com o ator deitado no chão com a cabeça presa em um encosto de cabeça. Várias câmeras gravam o olho em várias situações: com muita luz, pouca luz, penumbra, os movimentos inerentes da pupila, como os olhos rastreiam o ambiente, a deformação da íris (a parte colorida do olho). Tudo em altíssima resolução, óbvio, pois Disney não está para brincadeira e o 4K daqui a pouco será acessível a qualquer faxineiro.

O vídeo é muito, mas muito legal:

O realismo é fantástico, mas obviamente não estará nos próximos filmes da Disney tão cedo. Leva tempo para refinar isso tudo, criar outros algoritmos, animar os olhos mediante as cenas, controlar iluminação e renderizar esta bagaça toda.

Agora, esqueçam a animação, esqueçam desenhos. Let it go! Pensem na modernização de renderização de um olho para que um oftalmologista possa estudá-lo em detalhes. Pense nas aplicações na Medicina, com métodos cada vez menos invasivos, modelando em 3D um olho em todas as suas minúcias, para que Universidades preparem melhor seus alunos.

Pensem na possibilidade de, um dia, isso se tornar portátil e poder ser levado em Quixoxó Mirim do Sul, em que médicos verão como anda a saúde da população sem nem precisar estar presentes, com técnicos operando equipamentos e todas as informações aparecendo magicamente na tela de vários computadores.

Magicamente? Sim, a mesma mágica que diverte, educa e encanta gerações através de desenhos. E, como eu disse, Disney nunca fez filmes. Eles fazem Mágica!


Fonte: Mãe da Criança


PS. Aprendiz de Feiticeiro para vocês.

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