Pesquisadores estudam luva que ensina Braile

Louis Braille podia ser mais um cego no século XIX, dependente de outras pessoas. Tendo perdido a visão aos 3 anos de idade, Braile podia ser um desses mimizentos que reclamam da vida, sem nem poder ter acesso à leitura e/ou escrita. Anda assim, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris e, aos dezoito anos, tornou-se professor de lá. Ele se inspirou na técnica de usar "pontos e buracos" inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, Braille melhorou o sistema, de forma que cegos pudessem escrever textos e ler livros. Em 1829, ele publicou seu trabalho e, assim, foi criado o Sistema Braille.

Milhões de cegos hoje usam este sistema para ler e escrever, mas sempre podemos melhorar o aprendizado desta técnica. Esta é a meta de pesquisadores em Computação: como fazer o corpo aprender sem estar plenamente consciente deste aprendizado?

O dr. Thad Starner é diretor do Grupo de Computação Contextual do Instituto de Tecnologia da Georgia, o Georgia Tech, um instituto que não perde tempo pesquisando imposições das mãos, cobertorzinho de led, aromaterapia nem misteriosas pirâmides flutuantes por meio da obscura força do magnetismo, já conhecida da Grécia Antiga.

Starner ainda trabalha na equipe de desenvolvimento do Google Glass. Sua pesquisa desenvolve interfaces computacionais para uso em ambientes móveis cotidianos. Em outras palavras, seu grupo pesquisa como o computador deixará de ser um computador e passa a ser um artigo "vestível", perto da gente, convivendo conosco. Nos vestindo, nos ajudando a interagir com o mundo, sendo parte de nós mesmos.

Usando técnicas de inteligência artificial, reconhecimento de padrões e interações homem-máquina, a pesquisa de Starner faz homem e computador uma única coisa, sem necessariamente fazer um Homem Biônico.

Starner e a doutoranda Caitlyn Seim estudam agora técnicas para ensinar Braille a cegos de forma imersiva, isto é, sem que a pessoa sequer perceba que está aprendendo. É a técnica de Aprendizagem Tátil Passiva (Passive Haptic Learning – PHIL). Ela usa luvas que dão respostas táteis mediante pequenos motores que vibram bem embaixo dos nós nos dedos. Esses motores vibram numa determinada frequência que se correspondia com o padrão de digitação de uma frase pré-determinada em Braille. Sinais de áudio informam aos usuários que letras em Braille eram produzidas digitando essa sequência. Depois, os voluntários tentaram digitar a frase uma vez, sem os sinais ou vibrações, em um teclado.

As sequências foram então repetidas durante uma tarefa de distração. Os participantes ficaram brincando com um jogo por 30 minutos e foram orientados a ignorar as luvas. Metade dos participantes sentiram vibrações repetidas e ouviram as sugestões; os outros apenas ouviram os sinais de áudio. Quando o jogo acabou, os participantes tentaram digitar a frase sem usar luvas.

De acordo com Starner. os participantes que sentiram a vibração durante o jogo eram um terço mais precisos que os que não estavam com a luva ligada. "Alguns foram mesmo perfeitos, no teste", disse o pesquisador.

Vocês podem ler a apresentação de Caitlyn sobre a pesquisa em pdf AQUI.

Agora, querem saber de uma coisa? Acho isso uma perda de tempo e gasto inútil de dinheiro. É que nem a pesquisa do Miguel Nicolelis. Que importa se aleijado volta a andar por seus próprios meios? Com a grana pode-se construir muitas rampas para deficientes. E isso sem falar em dispositivos em que basta o cara usar muletas, sem falar que já desenvolvemos uma revolucionária tecnologia de locomoção: cadeiras de rodas.

Acho que ao invés de pesquisar luvas para ensinar Braille para cegos, acho que deveriam usar a grana para criar alguns audiobooks. Jornais? Revistas? Nah, fazem parte da imprensa golpista, mesmo. Mas, não. Pesquisadores como Stander ficam com esta mania de querer melhorar a vida das pessoas, sem entender os desígnios de Deus.

Ainda bem que pessoas como Stander não dão ouvidos a gente retardada que pensa besteiras assim, ou ainda estaríamos morando em cavernas, que já funcionava tão bem e fogo era exagero.


Fonte: Georgia Tech

Um comentário em “Pesquisadores estudam luva que ensina Braile

  1. Os cientistas estão brincando com a vontade de deus, querem passar a perna nele.
    Olha..eu passei por uma experiência de 2 horas como cego – experiência mesmo – dentro daquele reatorzinho da USP – como nos virar em caso de pane absoluta de luz (lá fica tudo negro quando não tem luz), não desejo este estado a ninguém, vai por mim.

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