Como o Cristianismo influenciou a biodiversidade na Amazônia

Como tudo está na onda quântica, eu poderia dizer que a afirmação cima é quântica, já que a presença de observadores afetou uma determinada ocorrência. Claro, eu não sou imbecil de fazer isso, nem mesmo para catar paraquedista. No máximo eu falo de Jesus e de como sou o maior psicólogo que já existiu.

Estudo feito por pesquisadores de Stanford, EUA, aponta como o Cristianismo vem influenciando a região amazônica no tocante a hábitos de alimentação e caça, o que causou impacto ambiental. Se há problemas com piranhas lá, Jesus é o culpado (mas hein!)

O dr. José M. V. Fragoso é brasileiro e não desiste nunca. Só que ele não é idiota de ficar mendigando com pires na mão alguma verba para sua pesquisa e conseguiu um laboratório seu, todinho seu, e trabalha como cientista sênior no Departamento de Biologia da Universidade de Stanford. Há algum tempo ele vem conduzindo pesquisas ecológica e antropológicas no tocante a tribos indígenas de Makuxi e Wapixana, na Amazônia Guiana.

Com a chegada de desocupados, digo, missionários cristãos lá, para evangelizarem os índios, ou eles iriam pro Inferno, os hábitos de caça e dietas de povos indígenas locais sofreram alteração, o que poderia refletir na biodiversidade na região.

O Makuxi e Wapixana adoram comer antas, por isso nunca são convidados a frequentar redes sociais ou estas passariam a sofrer decréscimo populacional. Como eles mal chegaram à Idade do Fogo, os alimentos que eles consomem não são, a priori, tão saudáveis quando imaginamos, apesar de ainda correrem menos risco do que você comendo aquele podrão servido na esquina. Os índios supracitados se baseiam que os poderes mágicos de seus pajés os protegerão, meio como na máxima em "fé em Tupã e dente na coxinha". (sim, eu sei que Tupã não tem nada a ver com a história)

Alguns indígenas convertidos ao Cristianismo acham que isso é errado, pois comer antas é errado, perante restrições dietéticas bíblicas. Se bem que em Mateus cap. 15 não é bem isso que vem escrito.

Missionários religiosos nunc foram nada na vida e resolveram encher o saco pelo mundo afora, chegando até os rincões amazônicos, pois cismaram que todo mundo tinha que ser cristão, já que Deus dera o livre arbítrio de escolher, desde que seguissem a opinião dos próprios cristãos. Assim, foram transformando os sistemas de crenças dos povos indígenas lá pelas bandas onde Judas perdeu as cuecas, já que as botas ele nem mais se lembrava onde foi parar, lá pra dentro da Amazônia. Desde 1700, que o pessoal anda catequisando os índios daquela região e isso mudou todo o panorama daquela sociedade.

Na pesquisa do dr. Fragoso, publicada no periódico Human Ecology, ficou descrito como os membros da tribo que agem em recém-adotadas crenças religiosas podem beneficiar populações de animais de forma semelhante aos esforços de conservação. Outros comportamentos introduzidos, no entanto, podem por em perigo os animais, uma vez protegidos por práticas indígenas.

Por vários anos a pesquisa de Fragoso, cujo nome parece ser de personagem de novela, entrevistou mais de 9 mil (OVER 9 THOUSANDS!) indivíduos, querendo saber como suas crenças religiosas influenciavam sua alimentação. Com isso, ele comparou com as respostas dadas pelos que seguiam as religiões nativas e seus pajés.

Os Makuxis e os Wapixanas acreditam que comer antas pode torná-los doentes por causa dos potencialmente perigosos aspectos espirituais associados com o animal e sua carne. No entanto, muitas pessoas que seguem essas crenças continuam a comer anta porque eles confiam em sua capacidade xamã para curar a doença.

No entanto, os pesquisadores descobriram que as pessoas que se converteram a uma das religiões sabatistas – como os adventistas do 7º dia – e rejeitam xamanismo eram menos propensos a comer anta em comparação com as pessoas que seguem crenças indígenas, já que os missionários encheram a cabeça dos índios que anta é ruim e porcos devem ser evitados. Que antas não têm nada a ver com porcos, eu sei. Mas as antas dos missionários não sabem. A Bíblia fala de dragões, unicórnios e monstros marinhos, mas o capítulo falando de antas se perdeu. Talvez algum texto massorético mal traduzido.

Isto não significa necessariamente, contudo, que todos os animais estão saltitantes pelos sagrados campos do Senhor. Os pajés também protegem seus seguidores das forças do mal (infelizmente, eles não viram a tempo certas forças do mal). Eles protegiam ceras áreas tidas como sagradas, mas com o aumento do número de convertidos, os indígenas começaram a caçar lá, diminuindo a biodiversidade da região, já que animais e plantas, bem como outros seres vivos, vivem em eterno equilíbrio.

Para Fragoso, baseado em observações de campo, a queda da religião indígena e seus pajés acabaram em mais mortes de animais. Segundo ele, é devido ao fato que certos animais não são mais tabu e podem ir pra panela sem problema nenhum.

É complicado analisar isso. O Homem é fator natural e está presente na extinção de muitas espécies. Na verdade, nem foi o Cristianismo o único a ser responsável por isso. Pode ser nessa região, mas durante as migrações humanas, muitas espécies invasoras foram inseridas num nicho ecológico que nunca os tinha visto, acarretando num desastre.

O que me incomoda e o que que a droga de um cristão tem que ir lá nos confins do inferno para encher o saco da indiazada. Os impactos não foram só em termos de biodiversidde, mas culturais em todos os sentidos. Isso não parece ter feito mais bem do que mal.


Fonte: Press Release de Stanford

6 comentários em “Como o Cristianismo influenciou a biodiversidade na Amazônia

  1. Isso é tão deliciosamente retardado quanto os esforços cristãos para a catequese dos japoneses. O que esse povo pensa e condena dos rituais milenares que são até feriados nacionais é tão esdrúxulo que não existe /face-something suficiente para aliviar a tensão. Esse pessoal que julga a religião própria como a melhor e que outros DEVEM seguir também :/ nunca vai tomar simancol, não?

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s