Biolamp: A ideia mais estúpida já inventada

Costumo dizer que jornalista falando de Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar. Entretanto, tem algo pior que isso: designers. Eles não só falam besteira, como desenham besteiras e o mundo de idiotas replicam o monte de merda que estes imbecis inventam. Um perfeito exemplo é a tal “Biolamp” (não confundir com sua homônima), inventada por um dizáiner húngaro, que promete revolucionar tudo o que sabemos sobre poluição atmosférica e nos dar ares mais limpos.

Obviamente, eu não tenho nada contra sistemas anti-poluição, mas devemos ter cuidado com as inovações. Uma das frases que eu mais gosto é a do Marcelo Gleiser, que diz “Se sua teoria vai de encontro a todas as leis da Física, você pode estar certo. Se sua teoria viola apenas a Segunda Lei da Termodinâmica, ela estará invariavelmente errada”.

Senão, vejamos, o que diz as Leis da Termodinâmica? E formato for dummies, as leis da Termodinâmica dizem:

1º A energia não pode ser criada nem destruída.

2º Nenhum sistema é 100% eficiente e tende sempre ao equilíbrio.

Isso significa dizer que você não pode criar energia do nada; no máximo, convertê-la. Amplificadores só amplificam o sinal porque você cede energia elétrica ao sistema de amplificação, o sinal não aumenta do nada. Em segundo lugar, nenhum sistema é perfeito e sempre haverá perdas, aniquilando com isso qualquer possibilidade de motos contínuos. Me lembro que eu tinha uns 14 anos e tive uma fantástica ideia: Usar um dínamo de bicicleta para fazer funcionar um motor elétrico que impulsionasse a referida bicicleta, gerando movimento e alimentando o dínamo,que geraria mais energia afim de alimentar o motor. Lindo, isso. Sou um gênio e vou falar com o professor, que fatalmente iria me dar os parabéns. O distinto prof. Wagner não via nada demais em avançar o sinal vermelho quando necessário, mas achava que toda pessoa que violava as leis da Física merecia prisão perpétua.

De minha parte, quem viola as leis da Física E da Química deveria ser chicoteado em praça pública.

Peter Horvath é uma criatura sem o menor senso de ridículo, além de não ter, pelo visto, estudado num colégio decente. Ou então, é um torpe mau-caráter por vender coisas que não existem e, pior ainda, nem poderiam existir.

Segundo seu projetinho de fundo de quintal, poderíamos conter a poluição urbana com um projeto arrojado, onde postes, por meio de motores elétricos, sugariam toda a poluição da atmosfera e a usaria para gerar o próprio combustível (biomassa), a fim de praticamente transformar o poste auto-sustentável, cujo combustível seria utilizado também para alimentação das lâmpadas da rua (de LED, para ser mais econômico ainda), bem como em veículos ecológicos. Olhem o esquema desta monstruosidade, deste ESTUPRO CIENTÍFICO

De acordo com o Slashgear esta palhaçada irresponsável contaria com tubos subterrâneos para o transporte da biomassa, onde “a capacidade Biolamp para limpar o ar, bem como fornecer uma quantidade aparentemente ilimitada de biomassa para se transformar em biocombustível faz com que seja um design exclusivo o suficiente”.

Senhores redatores do Slashgear, os senhores são umas TOUPEIRAS! Aliás, toupeiras, não. Desculpem. Nem pra cavar vocês prestam.

Esta ópera-bufa se baseia no conceito que algas (imagino que eles estavam se referindo a cianofíceas, as chamadas “algas azuis”) fazem fotossíntese, metabolizando CO2, junto com água em presença de clorofila, e exalando O2 como excreta (sim, O2 é tão excreta para a planta quanto o seu cocô. Livre-se da imagem mental agora). O problema é que as algas precisam dos sais minerais para se alimentarem. Isso aliado ao fato que o problema da poluição atmosférica não é só o CO2, e sim metais pesados em suspensão, fuligem, óxidos de enxofre etc.

Em segundo lugar, como um sistema geraria energia para se auto-sustentar? Ou eu faltei às aulas de Termodinâmica, ou o nome disso é moto perpétuo, o qual Newton ironizou dizendo que era tirar algo do nada. Em contrapartida, o jêneo alega que irá produzir biomassa para servir de combustível… Ok, muito bem. QUAL biomassa, animal? E com qual combustível ela seria bombeada? E, para coroar a estupidez, ela serviria de combustível para automóveis, cuja queima 100% completa (se fosse possível) geraria… CO2. Duhhhhh

Idealizar planos mirabolantes assim só na “mente” dos dizáiners (desculpem, pessoal, mas eu me formei num curso universitário de verdade), pois como um amigo meu diz: “Designer pode tudo”. Fazer funcionar é outra história, para isso temos engenheiros que se escangalham de rir ao ver uma merda dessas. Mas é bom pra ter em site de tequinolojia e em sites como o Pequenas Empresas Grandes Besteiras Negócios. Mas, de nada adianta uma crítica sem uma suigestão eficiente. Que tal uma sugestão com bilhões de anos?

PS. Esta merda deste poste é muito feio.

63 comentários em “Biolamp: A ideia mais estúpida já inventada

  1. Antes que algum designer venha “xingar muito no twitter” por aqui, gostaria de expressar minha opinião: design é um lixo. Estou quase largando o curso (isso mesmo, sou estudante de design!). Só não o fiz ainda porque por incrível que pareça, algumas coisas são úteis, mas a ânsia para ser famoso e ser renomado faz sair esse tipo de merda. Depois que eu formar eu vou fazer outro curso superior em que eu possa mesclar os conhecimentos.

  2. Primeiro: Você não entende como funciona o Design.

    O cara cria um conceito, publica, fica famoso e deixa que os engenheiros se fodam para colocar em prática. Se ninguém consegue tirar esse design do papel, a culpa não é dele, é do engenheiro incompetente, afinal o Designer e o religioso estão sempre certos.

    Segundo ME lembro que eu tinha uns 14 anos e tive uma fantástica ideia: Usar um dínamo de bicicleta para fazer funcionar um motor elétrico que impulsionasse a referida bicicleta, gerando movimento e alimentando o dínamo,que geraria mais energia afim de alimentar o motor.
    Eu cheguei a ligar o motor elétrico num dínamo e fiquei me perguntando porque aquilo não funcionava. com uns 10 ou 12 anos de idade, daí minha mãe me explicou o lance do motoperpétuo.

    Terceiro:
    Sobre os postes antipoluição: Seria uma idéia bem mais viável tirar o enxofre da atmosfera, misturar com o hidrogênio e oxigênio e criar Ácido Sulfurico, daí com placas de cobre e zinco se fariam baterias gigantes no céu e pronto! Teríamos energia elétrica!!!um

    Já sou Dezainer ?

    1. Sobre os postes antipoluição: Seria uma idéia bem mais viável tirar o enxofre da atmosfera, misturar com o hidrogênio e oxigênio e criar Ácido Sulfurico, daí com placas de cobre e zinco se fariam baterias gigantes no céu e pronto! Teríamos energia elétrica!!!um

      Mijando de rir…

          1. @Guz

            Fail!

            A sério, quando se fala em Design, lembro logo do Design InteliJUMENTO, constantemente citado neste mesmo canal. :evil:

  3. Pois é…
    Lembro me das primeiras vezes que acessei a internet, sempre procurava essas coisas “científicas” quando erra criança, e até hoje nunca, nunca mesmo vi um desses grandes projetos mirabolantes funcionando…

    1. @Prometeu, é como o Guz disse: “O cara cria um conceito, publica, fica famoso e deixa que os engenheiros se fodam para colocar em prática”. Minha birra é justamente essa, se o cara NÃO SABE como fazer, não faça. Ou adquira os conhecimentos necessários para fazer e só então saia por aí e ganhe os devidos créditos. Meus trabalhos na faculdade sempre são decepcionantes para o professor, porque eu odeio fazer conceito, são todos práticos e funcionais, aí ele fica sempre querendo algo mais ousado.

        1. @André, a única coisa que eu sei sobre arquitetos é que minha casa vai ser feita por um engenheiro civil. Se eu não tiver dinheiro pra isso, deixo o projeto pro mestre de obras. Em último caso o pedreiro se encarrega de tudo.

          1. @hellyeah, e é esse o ciclo de delegação de responsabilidades na construção civil.
            Engenheiro > Mestre de Obras > Pedreiros

          2. @hellyeah,

            Quer um conselho ? Converse com um arquiteto.

            Não é por nada, mas já vi alguns projetos feitos por engenheiros: 2 quartos enormes, um quarto minúsculo. Dois banheiros com as peças mal posicionadas pra caralho.

            Outro projeto feito por um engenheiro foi uma cozinha cujo espaço para a geladeira só suportava UM tipo de geladeira. Se ela fosse uma maiorzinha não cabia nem a pau.

            Claro que existem arquitetos cagões por aí, que acham o máximo fazer espaços bonitinhos, mas existem aqueles que conseguem fazer verdadeiros milagres com espaços pequenos…

          3. Bons e maus profissionais existem em todas as áreas. Mas foi muito divertido ver um arquiteto com um pano mirabolante para uma escada em espiral. No que o engenheiro perguntou: O que vai servir de suporte pra essa merda? Os pentelhos da sua mãe?

          4. Eu tenho aula com arquitetos. E é justamente um professor arquiteto (BOM professor) é que me faz ter essa opinião. Mas foi mais em tom de piada, como o André disse abaixo, existem os bons profissionais sim.

          5. @Guz,
            Me lembrei de uma história que o Falcão (o humorista) conta: Após se formar em arquiterura, fez seu único projeto (e que foi recusado): O quarto do casal tinha uma porta que dava acesso ao quarto da empregada.
            Segundo ele, era para “facilitar” a vida do patrão…

  4. Também não gosto de estética sem função, mas tenho certeza que desde o começo a idéia do cara não era construir o tal poste-filtro-usina (de gosto artístico duvidosíssimo), mas tão somente fazer arte sem se preocupar com problemas técnicos. Muito provavelmente é só um TCC, então relaxa.

    – – –
    Aproveitando e checando a percepção social a cerca do tema: Numa escala de 1 a 10, quanto vocês concordam com as afirmações “design é 100% inútil e não devería sequer ser estudado” ou “Nosso mundo seria muito melhor se não existisse design”.

    1. Design é como enfeitar uma torta. Ninguém come a massa só, mas tb ninguém come algo bonito se não for gostoso. Design é um complemento e não algo que subexiste por si mesmo, just that.

      Por mais que uma mulher seja naturalmente bonita, sempre precisará de uma boa maquiagem, mas ninguém casa com um punhado de blush ou peças de silicone avulsas.

      Se bem que teve aquele japa que casou com um gameboy.

      1. Bem, sei lá o quanto vocês sabem sobre design. Mas grande parte das pessoas acha que design é arte, estética, enfeite, etc. Há uma razão por eu não ter largado e uma delas é que tudo isso é mentira. Pra te falar a verdade, até hoje, só estudei a questão de “ser bonito, enfeitar, etc” em 1 semestre e foi por conta própria. O problema é que enquanto eu escolho fazer uma aula sobre estruturas ou análise ergonômica, por exemplo, os outros 90% da sala prefere “estudar” alguma coisa pra deixá-los frescos como o Karim Rashid (pesquisem por conta própria, nem ouso detalhar quem é essa criatura). Mas as pessoas gostam é de ter celular da moda, tênis que custou 10 dólares pra ser feito e que sai por 500, fazer o quê?

        “design é 100% inútil e não devería sequer ser estudado”
        Se é tão inútil, acho que as empresas não faturariam milhões com o seu uso. Quanto ao estudo, acho que não há necessidade de um curso de design, qualquer um pode ser designer desde que orientado no próprio curso. Seria melhor se fosse uma especialização na área de estudo da pessoa. Aliás, no Brasil nem há regulamentação pra profissão.

        “Nosso mundo seria muito melhor se não existisse design”.
        e se não existisse arquitetura, psicologia, jornalismo… tudo voltado para atender às pessoas. Eu odeio pessoas, elas são todas imbecis e tem comportamentos idiotas (não me excluo dessa).

        Enfim, eu fui pobre a vida inteira, não pretendo ser um designer renomado e rico, vou fazer coisas funcionais e que sejam ÚTEIS às pessoas, nem que eu tenha que morrer sem grana.

        1. Se é tão inútil, acho que as empresas não faturariam milhões com o seu uso.

          Se novela e BBB fossem ruins, ninguém ganharia dinheiro com eles. :P Tirem o marketing e eu quero ver se alguém se interessaria por um celular quadradão que mal cabe na mão, como o Motocube.

          Quanto ao estudo, acho que não há necessidade de um curso de design, qualquer um pode ser designer desde que orientado no próprio curso.

          Por isso que eu digo que estudei em faculdade de verdade.

          e se não existisse arquitetura, psicologia, jornalismo… tudo voltado para atender às pessoas.

          Bons engenheiros não precisam de arquitetos, psicologia é pseudociência e jornalismo serve para o que, mesmo?

      2. @André, Existiu um cientista ou devo dizer pseudocientista que teve a brilhante idéia de produzir ratos através de roupas sujas e restos de comida deixados num canto qualquer (Abiogenese) e que se chamava Lamarck. Pois bem, tudo começa com uma idéia e por mais tola e imbecil que possa parecer cabe a quem tem competência desmenti-la

        1. Desculpe, mas vc tem o DESCARAMENTO de falar que Lamarck era um pseudocientista pois fazia experimentos sobre abiogênese? Então, Newton tb era porque mexia com alquimia e Kepler era astrólogo.

          Faça um favor a si mesmo e estude sobre a obra de Lamarck, sim?

          Daqui a pouco vão criticar Darwin por ele não saber nada sobre genética. Meu Deus! Lavoisier achava que todo ácido tinha oxigênio na molécula e Linus Pauling (um babaca, ganhou 2 prêmios Nobel) era defensor de se encher de vitamina C.

        2. @Dr. House, Parece que vc não leu tudo que escrevi ou é prepotente de mais para aceitar que todos cometem erros, INCLU
          SIVE VOCE, QUE SE DIZ ATEU, MAS USA EXCLAMAÇÃO como MEU DEUS ! Por outro lado. seria muito bom para vc que estudasse interpretação de texto antes dar uma resposta tão infeliz, Boa Noite !

          1. Programa de Higiene Ceticismo.net adverte:

            Nome: itacysouza@ig.com.br | 187.2.175.116
            Condição: Banido.

            Alguém aqui já me viu dizer ser ateu? Ah, bem, Jesus é minha testemunha que eu não darei mais trela a TDM.

            Nosso Senhor abençoe a todos vocês, irmãos. Glória, Glória Aleluuuuuuuuuuuuuuuuia.

      3. @André, “Design é um complemento e não algo que subexiste por si mesmo”. Exato, com algumas resssalvas.

        Permita-me usar o exemplo da mulher. Algumas não precisam de maquiagem para serem bonitas, mas fazem uso de cosméticos para ficarem mais bonitas. (Algumas nem com muito reboco, é verdade, mas para essa temos o CH3 CH2OH. Me corrija se o etanol estiver errado, André. Provavelmente está)

        Voltando: estar mais bonita as fazem ser melhor sucedidas na escolha de parceiros, por exemplo. Uma torta “enfeitada” é mais bem sucedida em ser comida (essa é uma metáfora estranha após falar de mulher, mas enfim…), do que aquela que não está enfeitada.

        Então o dseign tem funções de diferenciação dos outros objetos do meio e na ergonomia que uma interface humana x ambiente precisa para ter para ser mais bem sucedida nos propósitos aos quais foram projetadas. Note que essas duas não necessariamente incluem um tratamento estético (um celular vermelho com listrinhas ou um preto com bolihnas não vai fazê-lo mais eficiente ou mais manuseável, apenas mais (des)agradável a determinados públicos, como os referidos postes de gosto questionável citados no artigo). E sim, todo mundo, eventualmente, faz escolhas com base puramente na estética em diversas áreas no dia a dia. Camisas, sapatos, papel de parede do desktop, template do blog, cor do carro, modelo do carro etc. Essas porras precisam ser vendidas pra massa e a massa precisa de estímulos visuais para mover nossa precária economia pra frente. Aos trancos.

        Design não é totalmente inútil, concluo, mas o que parece ser recorrente entre os que seguiram por áreas exatas e que requerem mentes pragmáticas é que o design e todas as outras profissões artísticas tem uma facilidade enorme para tender à futilidade estética. E isso tem mesmo.

        Acho que paro por aqui. Não sou designer. Se porvetnura aparecer alguém que tenha lido Munari, Bachelard, Eco, Damásio etc e quiser me esculhambar aqui, faça as honras, pous eu não li.

        1. Resumidamente, podemos dizer que a função do design é agregar valor a uma marca, produto, etc. Acontece que muitas pessoas têm como valor coisas imbecis, enquanto poucas pessoas com sapiência têm bons valores. Aí é que entra a questão que eu não respondi ao André lá em cima: infelizmente a grande massa acéfala que assiste BBB, por exemplo, tem aquele programa estúpido como algo valoroso (eu não sei o que é, sinceramente), o que faz com que o design nas vinhetas, nas propagandas e tal sejam atraentes pra elas e úteis àqueles que se endinheiram. Fazer o quê… por mim eles é que se explodam.

  5. O que me deixa puto com os designers e arquitetos são as coisas que eles poderiam melhorar mas não melhoram.

    Preferem ficar fazendo besteiras como essa em vez de refletir sobre coisas que poderiam simplificar a vida de todos nós.

    Eu não entendo porque alguns arquitetos cretinos colocam portas que abrem para dentro em banheiros públicos. É tão difícil assim perceber que tudo o que você NÃO quer fazer em um banheiro é encostar na maçaneta na hora de sair?

      1. @André

        A piada que sempre rola é que o Niemeyer faz um rabisco e ele e o pessoal em volta dele lucram horrores em cima do rabisco.

        Dizem que é conceitual, mas é mais marketing. Se não fosse a alienação em nossas escolas, com certeza se fariam coisas bem melhores.

        E falando em escola, me lembro da merda que era simplesmente sair pintando em cima de desenhos feitos pelo mimeografo. Incentivo a criatividade ZERO.

    1. É justamente a respeito disso que eu estava falando. Quer um exemplo melhor que o da porta? Descarga. Até hoje eu dou descarga com o pé, parece que eu pratico taekwondo, sendo que já existem as de pedal. Mas se já existe descarga para se dar com o pé, por que ainda fazem as habituais? Aí entra questão de custo. O mesmo vale pra própria engenharia civil, ou arquitetura. Por que não usar estrutura metálica ao invés de alvenaria, fazer construções com formas diferentes de quadrados, etc? É justamente nesse caso que o designer ou o arquiteto deveriam entrar em ação e tornar sua profissão útil, entende? Não estou dizendo que o cara tem que bolar uma descarga de pé barata, ele estuda justamente pra isso, primeiro ele estuda o problema, que é a descarga, talvez o que ele desenvolva seja algo totalmente novo, simples e barato, que no final das contas é o que todo mundo quer.
      Niemeyer é outro bosta.

  6. Galera, vcs estão sendo muito radicais e generalistas. Quer dizer que nem arquiteto nem designer prestam? Cacete.

    1. @gustavo dos anjos,
      Bem, não posso falar pelos outros, mas não é isso que EU estou dizendo.

      O que eu disse é que esses profissionais seriam mais úteis SE antes de se preocupar com coisas que eles não podem resolver OU se preocupar apenas com a estética, se preocupassem em fazer primeiro as coisas que realmente vão fazer a diferença na vida das pessoas.

      Certamente existem alguns problemas ergonômicos no mundo que deveriam ser estudados com mais afinco pelo quadrúpede em questão que resolveu, em vez disso, mudar o mundo demonstrando sua ignorância sobre as Leis da Termodinâmica.

      1. @besantos,

        Eu fico um pouco preocupado pq temos uma tendência, ao menos aqui, a eliminar qualquer área do conhecimento quer não seja exata. Sou um incansável admirador da ciência, mas confesso que nem sempre chegamos a resultados inquestionáveis. Explico, as ciências econômicas por exemplo, minha área de formação, está longe, muito longe de ser um ciência exata. Fico até em muitos momentos constrangidos com a falta de previsibilidade dessa área do conhecimento. Mas nem por isso acho que deveria ridiculariza-la e jogar fora tudo o que nos mostra. Economia não é uma ciência propriamente dita? Fato. Mas não pelo fato de ser uma fraude. Mas pela dificuldade de identificarmos ou isolarmos todas as variáveis envolvidas em um modelo. Mesmo argumento serve para a psicologia. Não é uma ciência propriamente dita. Mas tenta explicar alguns comportamentos.

        Não é fácil nem banal reduzir o complexo comportamento humano em equações matemáticas.

  7. Por falar em arquitetos, eles têm alguma preocupação com a atmosfera de Dubai? Meu irmão foi para lá e viu plantas de plástico no aeroporto e ar quase irrespirável. De longe é tudo muito bonito mas pensar nas necessidades é bom.

    Os Guz disse tudo: os designers têm idéias e engenheiros que se fodam para colocá-las em prática. Meu Deus (sou ateu e uso mesmo!)! Por isso admiro os inventores.

  8. Lembrei agora de quando o André destruiu um sonho meu de infância. Sim, construir um motor contínuo.

    Era basicamente assim: Um gás comprimido em um cilindro é liberado, passando para um pistão, onde o gás é expandido fazendo com que o pistão suba e desça. O gás já usado, era comprimido e colocado novamente no cilindro, fazendo assim um sistema contínuo. :sad:

    PS. Quem inventou a árvore também foi um design. kkkkkkkkk

  9. Gente, põem o húngaro para sentar nesse poste que é o que ele deve querer. Meu professor de física no colégio sempre dizia “do mundo nada se cria, tudo se transforma” e lá vinha ele destruir nossas ideias mirabolantes para solucionar problemas em transporte, poluição, habitação e outros. Mas pelo menos aprendi que se a minha idea é muito genial, é porque tem algo seriamente errada nela. Enfim. Tenho uma prima que faz arquitetura, dá gosto ver as milhares de maquetes que ela monta. E até que levo a sério a profissão dela (antes eu achava que arquiteto era o frustrado em engenharia civil – e agora sei que só a maioria o é), vejo-a ter que medir prédios em todas as especificações (a distância da mesa até a parede, a densidade e dimensões da mesa, os materiais que irão por cima da mesa, a altura do teto até o chão, a altura da mesa até o teto, etc;) e acho que no final o trabalho merece seus pontos de confiança e credibilidade. Mas podem ficar sossegados, ela não quer seguir arquitetura comercial :3

  10. Moto-perpétuo bom é esse aqui ó:

    obs: Vou rezar para que Deus coloque a imagem diretamente no comentário pq eu não sei fazer isso.

    Mateus 18:19 — Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.

  11. Desculpe insistir no assunto, mas vendo a terra de fora e vendo-a girar, ela seria um moto perpétuo?

    PS. Por favor, não me xingue. rsrs

  12. Mais uma viagem minha: se colocassemos um imã gigante na terra e em volta, um fio também gigante, porém esse fio não acompanhasse o movimento de rotação da terra. Teríamos energia elétrica para sempre? :grin:

  13. kkkkkkkkkkkkkkk claro que é brincadeira né.

    Acho que vou ficar com aquela idéia da bateria gigante do Guz mesmo. :mrgreen:

  14. Pingback: Blog do Lucho
  15. Parece mas não é uma digressão: Lá no dojô (onde eu praticava jiu-jitsu), havia um camarada – um dos alunos graduados na faixa roxa – que era designer, se eu falasse para ele que o curso de designer é um curso similar ao de desenho técnico-artístico e como o curso de dança, pois na UFRJ precisa passar pelo THE (teste de habilitação específica) e também que os arquitetos-designer vivem montados nas costas dos engenheiros, um exemplo disso seria a construção de Brasília em que o engenheiro civil Lúcio Costa suou a camisa e esquentou muito a cabeça para por em prática os devaneios do desenhista, burranista (urbanista) Oscar Niemayer (erradamente endeusado até hoje), o engraçado seria dizer que por isso o Lúcio já morreu e o Oscar continua vivo, ah!ah!ah!ah!ah!…

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