Gatos do Mal eram armas para alemães no século XVI. Ou quase.

Designers sempre inventaram moda. Estamos acostumados a ver insanidades como o BioLamp e o Plantbook. Só que enquanto hoje os frescurentos designers inventam besteiras para salvar o mundo, antigamente os mesmos designers existiam para tentar destruir tudo, mesmo porque, guerras sempre foram algo muito rentável e Da Vinci ganhou mais dinheiro projetando armas do que pintando a Mona Lisa.

Inventar coisas malucas nunca foi coisa do século XX. Há muito tempo, numa Europa muito atrapalhada, uma turminha de designers aprontava 1001 confusões, enquanto desenhavam armas incríveis, como gatos com bombas amarradas nas costas do barulho e…

MAS HEIN?????

Gatos sempre fizeram sucesso, mesmo antes da Internet. O problema, é que o "sucesso" deles na Idade Média era, digamos, questionável, já que eram tidos como seres demoníacos e, por causa disso, eram exterminados, o que gerou um desequilíbrio ecológico que acarretou na Peste Negra (ver Desvendando os segredos da Praga de Justiniano).

Em um manual bélico datado do século XVI, gatos eram retratados como agentes de destruição em massa, portando bombas. Com ilustrações e iluminuras dignas da época, vemos como pensava o homem daquele trecho do espaço-tempo, que pensava que podia se usar animais como mensageiros de dor e morte, com tecnologias dignas dos filmes de James Bond.

Alemães sempre foram criativos em idealizar armas. Não estamos falando das incríveis "Wunderwaffe", as armas maravilhosas. Algumas eram muito maneiras, como a Zielgerät 1229 – code-nome Vampir –, que nada era nada mais nada menos que um fuzil de assalto com visor infra-vermelho. Outras acabaram sendo um tanto desagradáveis para os ingleses, como as V1 e V2, esta última um míssil balístico intercontinental, ou ICBM; só faltando um pouquinho de plutônio para ficar sussa! Mas como estamos na Idade Média, ainda não se comprava plutônio nas farmácias. O lance era aproveitar o que se tinha na mão.

Em antigos manuais de artilharia dos krauts do século XVI, havia muitas ilustrações de como se usar gatos e até mesmo pombos como emissários sinistros, carregando bombas nas costas, para mandar uma cidade sitiada ir bater um papinho com o deus herético do Lutero, enquanto este ficava peidando pelos cantos para espantar o Diabo (isso não é piadinha).

Num feuerwerkbuch de 1584, vemos como o pessoal era criativo em usar gatos-bombas, já que estes poderiam se infiltrar por qualquer buraco e passar pelo cerco, levando um presentinho grego-germânico para os moradores da dita cidade. Os pombos… bem, eles voam, né? Basta ir lá, soltar a sua carga ou gritar "Tora! Tora! Tora!". As ilustrações são muito maneiras:

À primeira vista, estes jetpacks parecem que são para o gato-bombardeiro cair de unhada na cabeça dos comedores de chucrute, mas não. Eram bombas que explodiriam tudo o que estivesse próximo, como se gatos fossem babacas que nem cães de ficar com uma bomba nas costas e dizer: "Issaê, champz. Vou mermo!" Quem acha isso nunca teve um gato na vida. Se for um frajola, então, é mais fácil ele amarrar uma bomba na sua bunda ou nem isso. Alguns já metem o terror em casa sem precisar de armamento nenhum, que é algo muito mainstream. Duvida? Leia só isso aqui.

Como? Nenhum cão seria idiota de ir peitar o inimigo com uma bomba nas costas? Meu filho, os soviéticos tinham até uma divisão anti-tanque pra isso!

Você pode até pensar que, meh, isso é invenção. Mas, não é. As ilustrações são genuínas e foram analisadas

O dr. Arthur Mitchell Fraas trabalha no Centro Kislak de Coleções Especiais, Livros e Manuscritos Raros, da Universidade da Pennsilvania. Falou em velharia e cheiro de mofo, é com ele mesmo, que adora um papel velho. E não, sua certidão de nascimento é coisa muito recente pra ele. Ele não curte coisas do século XIX, só anteriores.

As ilustrações, disse Fraas, são legítimas, o que deixou o Gilmar do E-farsas.com bolado por não ter o que postar no site dele. HeHeHe.

Analisando os manuscritos (devidamente digitalizados, pois sendo aquilo quase tão velho quanto a sua avozinha, tudo iria se deteriorar só de ver a luz, a Luz, Carol Anne!), Fraas conta sobre um pouco da história de como era antigamente. Muitas ideias, mas nem todas eram práticas. Claro, esta ideia de armamento jamais seria viável e não se tem notícia de sequer ter sido tentada. É apenas uma ideia de designer, que acha que pode tudo.

A Associated Press fez um vídeo sobre essa história, apesar do próprio Fraas ter escrito sobre isso em seu blog no ano passado (a mídia é rápida, hein? Sim, eu também sou lerdo, mas até minha onisciência tem limite. Sequer soube o que Adão andava fazendo escondido)

Nós nunca aprendemos a nos dar bem com nosso vizinho. E nada aguça mais a criatividade humana do que tentar arrumar formadas de mandar nossos desafetos pelos ares. Isso deu muitas obras de arte, sejam em formas de poemas, músicas, estátuas, pinturas ou livros. Pode não ser lá muito "Bonito" o ato, mas com certeza as obras de arte são lindas.

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