
Jornais estão dando ataque de piti por causa da decisão da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. A loira juntou as pontas dos dedos e mandou um “ma che?” (ok, eu posso estar inventando este detalhe… ou não) anunciou planos para introduzir uma medida governamental que limita o número de estudantes estrangeiros em sala de aula e proíbe o uso de burcas e niqabs nas escolas. Claro, pessoal já tá vociferando chamando-a de direitista, fascista, esgrimista e flamenguista.
Meloninha explicou que a iniciativa também tornaria obrigatória a educação em língua italiana para pais de alunos estrangeiros que enfrentam “sérias dificuldades de integração ao sistema escolar”, e aí mesmo que pessoal surtou. Como assim você tem que saber um mínimo do idioma do país onde você mora? Seria o mesmo absurdo que querer que o brasileiro fale um português passável e compreensível.
La bambolina se referiu especificamente à proibição da burca, aquela excrescência que os países que ainda vivem na Idade do Bronze obrigam as mulheres usarem sob pena de morte. Como La bela ousa exigir que pessoal de culturas diferentes não haja como se estivesse nos seus rincões? Já pensou? Daqui a pouco ela vai querer fazer o que? Meter chibatadas em mulheres que usem roupas não condizentes, até mesmo mandando-as pra cadeia? Há um sério medo do que a Meloni possa fazer, como colocar mulheres que façam ativismo político para serem leiloadas como mercadoria. Pelo amor de Deus, parem com esta louca da Meloni! Não demora muito ela proíbe que mulheres participem de telejornais!
Claro, a Meloni (primeira-ministra seria Prima Donna, isto é, primeira mulher, ou Dona Prima?) ainda pode ser detida, já que, uma vez aprovada pelo Governo, a medida precisaria de aprovação parlamentar em até 60 dias para se tornar lei. Com um pouco de sorte, o Parlamento não só derruba as medidas de Melzinha como ainda reforça a necessidade de todas as mulheres italianas a se comportarem como mulheres afegãs, a começar por condenar todas elas à inanição caso recusem sexo.
O Independent, por não saber como terminar a matéria, foi desfiando um lenga-lenga que a Meloni tem raízes políticas na extrema-ultra-mega-thanos-powerranger-jaspion-direita e sempre adotou uma postura linha-dura em relação à imigração, arrematando com um ranço que escorre pelas letras que o governo conservador dela tornou-se o governo ininterrupto mais longo da Itália desde a Segunda Guerra Mundial, porque me parece que a população escolher seu governante só é válido se for o que o Independent (que não parece tão independente assim) quer.
De minha parte, eu resolvo de uma maneira muito fácil. Quem não quiser seguir as leis italianas, bem, tem muitos países que podem ir, como Rússia, por exemplo. Tenho certeza que o Czar de lá vai querer muito que novas pessoas cheguem lá, principalmente homens e em idade de servir o exército.
