A enxurrada da ignorância e do analfabetismo

Antes de começar o artigo, deixe-me fazer uma ressalva:



Há oito anos ficou explicado que apenas 8% da população era razoavelmente capaz de ler textos. Alguns sarcásticos posso até dizer “entendeu ou quer que eu desenhe?”, mas no Brasil da ignorância, nem desenhando o bando de acéfalos compreende.

O Jean Galvão publicou uma charge na Folha no dia 5 (ontem). Esta aqui:

Qualquer pessoa com 3 neurônios seria capaz de entender o que está nesta imagem. Agora, volta e leia a primeira imagem deste artigo. Pois é. Esse número diminuiu e estamos com apenas 0,8% da população com habilidade de leitura e interpretação de texto. A imagem é clara: a menina pede pra não chorar para não alagar mais.

Eu não sei vocês, mas que eu saiba, o choro implica em derramar lágrimas, o que implica em gotas de água. A inferência é que cada gota de água é um perigo mortal. O pai está desesperado, a mãe não sabe o que fazer. A situação é crítica, eles podem morrer a qualquer minuto. Tudo está tomado pela água e os momentos deles estão contados entre o resgate que não sabem quando vai chegar e a próxima chuva. Cada gota de água importa.

Chamaram o Jean de desumano e que está tripudiando. Não é verdade. E você tem que ser um filho da puta débil mental retardado e desclassificado para achar isso. Isso é por causa da Folha? Talvez. Folha escreve um monte de merda? Sim, com certeza. Eu mesmo já apontei várias vezes. É este o caso? Não.

Inventaram que se uma parte transmite uma mensagem e a outra não compreende é porque a mensagem não foi bem passada. Mentira. Não se pode generalizar, e isso pelo simples fato que tem gente MUITO burra. Então, eu fiz um teste. Mandei a imagem pro Copilot e pro Claude e só disse “interprete esta imagem”.

Clique para ampliar.

Como se sentem ao perceberem que são mais burros que uma máquina?

Mas máquinas não querem sinalizar virtude nem querem detonar o jornal que não gostam, porque o jornal fala mal do parasita que certos vagabundos adoram (isso vale pros dois merdas de ambos os espectros, porque pior que essa ralé política, só o gado vagabundo, biltre e estúpido que adora lamber cu de político).

Não, a culpa não é do cartunista e nem do jornal, e se alguém disser “ain, é mundo da pós-verdade”, é porque tem problemas de interpretação de texto e não quis dar o braço a torcer. Afinal, enquanto existir Ray-Ban, morre de fome quem quer.

Porque, irmãozinho, irmãzinha, se o texto é claro e você não entendeu, sai das redes sociais e se matricule numa escola.

E se você não gostou? Foda-se., pega no Caminho Suave e balança.

5 comentários em “A enxurrada da ignorância e do analfabetismo

  1. Eu tou estupefata. Geralmente pra se interpretar um quadrinho o leitor precisa ter uma visão de mundo próxima da visão do quadrinista. Essa charge, nesse sentido, está mais do que perfeita, não tem uma unidade de pessoa nesse país que veja a charge e não entenda o contexto – isso fica claro com o bando de analfabeto imbecil que entendeu a charge, só que pela metade. Essa galera perdeu completamente – se é que já teve, algum dia – a capacidade de crítica, de olhar pra além do que tá ali. Só sabem, mesmo, lamber as bolas do político de estimação e apontar os dedos pra quem não tá dentro da câmara de eco das suas opiniões estúpidas. Eu aplaudo a sensibilidade do cartunista, a construção tá muito bem feita. E um belo “vá tomar no cu” pra esses floquinhos imbecis que não sabem interpretar nem menu do iFood.

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  2. Um povo que passa a maior parte do tempo grudado em redes sociais, não pode esperar que saiba interpretar um texto.

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