Ladrão pede desculpas à divindade antes de assaltar a divindade

Diz a sabedoria popular que quem tem, tem medo. Mas há uma classe de pessoas que, apesar do medo, insiste em fazer merda. Chamamos isso de bandidos. Vagabundo sabe que tá fazendo merda, e mesmo assim insiste, como é o caso de dois ladrõezinhos toscos (o pior tipo de ladrão) que entraram de madrugada num templo com a intenção de arrombar as caixas de doação e fugir com o dinheiro.

MAS CALMA LÁ! Melhor não dar mole pras divindades ou a coisa degringola. Assim, eles levam as mãos às orelhas num gesto tradicional de contrição hindu (aquele que normalmente se faz ao pedir desculpas por alguma merda que fez ou estar prestes a fazer.

Mas aquele dinheirinho dando sopa… Continuar lendo “Ladrão pede desculpas à divindade antes de assaltar a divindade”

A utopia pós-escassez que só existe na cabeça de quem nunca pegou um busão

Há uma coisa que me impressiona… ok, duas coisas. Ok, várias coisas, mas citarei a hipocrisia das pessoas e a falta de contato com uma realidade. É como dizer “ain, a vida é linda depois dos 40”, o que me dá dúvidas se as pessoas 50+ ou mesmo 60+ que pegam ônibus às 4 da manhã para irem trabalhar com 3 horas de trajeto de ônibus concordam com isso. A bolha leva pessoas a falarem um monte de asneiras, ainda mais quando você é um boquirroto que gosta de falar qualquer besteiras que passa pela cabeça porque gosta de ouvir a própria voz.

Nosso amigo Elão Almíscar é um perfeito exemplo de alguém assim. O cara que vale um trilhão acha que dinheiro será irrelevante no futuro próximo. O que podemos deduzir disso? Continuar lendo “A utopia pós-escassez que só existe na cabeça de quem nunca pegou um busão”

Da numerologia ao algoritmo: mesmos videntes, roupagem nova

Há um pânico circulando pelo mercado de trabalho brasileiro, e ele tem nome técnico, PowerPoint corporativo (ok, atualmente é feito naquela merda do Canva) e até fala em inglês: dizem que a Inteligência Artificial vai decidir quem é contratado, promovido ou despedido, e que ninguém mais entenderá os critérios por trás disso.

Executivos de inovação concedem entrevistas graves alertando que a “revisão humana” nesses processos costuma se resumir a um recrutador carimbando a lista que o algoritmo já organizou, e que empresas raramente sabem explicar como o sistema chegou a determinada classificação. Tudo isso é verdade, é seríssimo, e merece ser dito. Só tem um pequeno detalhe incômodo: nada disso é novidade. O RH brasileiro só trocou de vidente.

Jogando o búzio no algoritmo, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Da numerologia ao algoritmo: mesmos videntes, roupagem nova”

Starchild: a cabeçona misteriosa que deixou ufeiros em polvorosa

O calor opressivo estava batendo como um malho numa bigorna na longínqua década de 1930. Para muitos, seria algo para deixar morgando num alpendre com 300 ventiladores, ou trancado em casa com ar-condicionado no talo, mas para uma adolescente era um dia normal. Talvez por ser de origem mexicano-americana, já acostumada com o calor, a adolescente não estava desconfortável com o verão ao visitar parentes num pequeno vilarejo do interior de Chihuahua, naquele tipo de família binacional que atravessa a fronteira com a naturalidade de quem atravessa a rua.

Entediada com a vida rural e proibida pelos pais de se aproximar dos barrancos e minas abandonadas da região, a jovem fez exatamente o que qualquer adolescente proibida faria: fingiu sair para colher cerejas e foi explorar um desfiladeiro que lhe chamara a atenção. E esta decisão iria causar um impacto no que se sabe sobre Ciência, Arqueologia e até mesmo a busca por civilizações extraterrestres, e isso graças a uma cabeça de proporções descomunais. Continuar lendo “Starchild: a cabeçona misteriosa que deixou ufeiros em polvorosa”

A anunciaram a próxima desculpa para o preço das memórias. Dica na imagem de abertura

O Meio Bit publicou esta semana uma reportagem que merece ser emoldurada como obra-prima do eufemismo corporativo. Martin Hiegl, diretor executivo de Soluções Avançadas da Lenovo, durante a ISC High Performance 2026, avisou a plateia que os preços de memória RAM e NAND “talvez nunca mais” voltem ao patamar de antes da explosão da Inteligência Artificial, e ainda fez questão de soltar essa bomba em tom jocoso, como se estivesse contando uma piada e não anunciando que o consumidor vai pagar a conta por pelo menos cinco anos, “e um pouco além disso”

A Microsoft, generosa, já adiantou que os preços devem dobrar até 2027, depois de reajustes superiores a 2,5 vezes só neste ano. Tudo isso porque Samsung, SK Hynix e Micron, que juntas controlam de 90% a 95% do mercado mundial de DRAM, decidiram que é mais lucrativo fabricar memória HBM para data centers de IA do que abastecer o resto da humanidade com DDR4 e DDR5 comuns. Continuar lendo “A anunciaram a próxima desculpa para o preço das memórias. Dica na imagem de abertura”

O roto regulando o esfarrapado: Governo promove Caça às Bets mas não as dos amigos

Na quarta-feira, dia de São João, 24 de junho de 2026, enquanto os venezuelanos assistiam ao chão se abrir sob seus pés, o governo brasileiro descobriu algo igualmente sísmico: a CazéTV estava anunciando casas de apostas durante a Copa do Mundo (coloquem vocês mesmos o gif do Pikachu Surpreso). A Secretaria Nacional do Consumidor, com a urgência de quem acabou de perceber que a água é molhada, abriu investigação contra o canal de Casimiro Miguel, que doravante será chamado de JovemTV porque sim, já que eu sou o dono desta bagaça. O foco da investigação é a publicidade irregular de bets nas transmissões do mundial.

O país todo parou para contemplar a gravidade da situação. As emissoras tradicionais, por sua vez, contemplaram a cena da plateia com a serenidade de quem sabe que o holofote não está apontado para elas. Continuar lendo “O roto regulando o esfarrapado: Governo promove Caça às Bets mas não as dos amigos”

CHOQUE DO DIA: Descobriram que aprovar alunos automaticamente faz reprovação despencar

Eu fico feliz em morar num país que finalmente resolveu sua crise educacional. Não foi necessário aumentar o salário dos professores, reduzir o número de alunos por turma, construir escolas em tempo integral, criar programas de recuperação de aprendizagem nem qualquer outra medida daquele tipo: cara, demorada e constrangedoramente trabalhosa. A solução foi muito mais elegante, e tem aquela beleza cristalina das ideias que parecem óbvias depois que alguém as enuncia: se os indicadores educacionais estão ruins, muda-se a forma de produzi-los. O problema some, os gráficos melhoram e todo mundo vai para casa feliz, inclusive o aluno que não sabe fração.

Vendo ser aprovada a burrice institucionalizada coo projeto de governo, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Hanuman apronta das suas e macaco dá balão em policiais indianos (ou foi isso o que disseram)

Em 2007, uma mulher morreu. Morreu como tantas mulheres morrem na Índia rural: por causa do dote, aquele sistema medieval que o governo proibiu em 1961 e que o país continuou praticando olimpicamente como se a lei fosse apenas uma sugestão bem-intencionada, mas digna de piada. O marido foi indiciado, como já era de se esperar, só que as joias da vítima, um anel, um brinco de nariz, pulseiras e um colar, foram recolhidas como prova e depositadas no almoxarifado da delegacia de Kotwali Sadar, no distrito de Lakhimpur, em Uttar Pradesh. Ali ficariam guardadas enquanto a Justiça seguia seu curso lento e inexorável. Dezessete anos depois, o marido foi absolvido e a família foi buscar as joias. A resposta que recebeu era de se emoldurar: um macaco havia levado tudo.

Macaqueando com o meu shithole favorito, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Hanuman apronta das suas e macaco dá balão em policiais indianos (ou foi isso o que disseram)”

“Mãe” adotiva escrota troca adolescente por um macaco

Existem histórias que chegam até nós já com o ar de coisa inventada, dessas que a realidade produz com a crueldade específica de quem sabe que ninguém vai acreditar. Uma dessas histórias loucas, bizarras e esquisitas é o da “mãe” (entre aspas, mesmo) adotiva de mais de duzentas crianças, em que uma delas foi simplesmente trocada por um… macaco, algo que não se vê todo dia. Pelo menos, não pra mim que sou uma pessoa normal (eu me esforço, ao menos). Continuar lendo ““Mãe” adotiva escrota troca adolescente por um macaco”

O bizarro imposto sobre janelas

Ao longo da história, os governos têm demonstrado uma criatividade fiscal que seria admirável se não fosse tão irritante. Os egípcios antigos tributavam o óleo de cozinha. Roma cobrava imposto sobre urina, matéria-prima valiosa para lavar roupas e curtir couro. Pedro, o Grande, resolveu taxar as barbas russas. E a Inglaterra, fiel à sua tradição de excentricidade institucionalizada, inventou o imposto sobre janelas. Sim: o direito de olhar para fora de casa tinha preço, e quem não pudesse pagar simplesmente emparedava a abertura e ficava no escuro, literalmente. Continuar lendo “O bizarro imposto sobre janelas”