Médium usa Pai Google de Oxóssi para trazer mensagens do Além

Eu tenho problemas com golpistas. Primeiro, porque eles deveriam estar com uma ponta de corda no pescoço e outra num blocão de concreto, sendo jogados na Fossa das Marianas. Outro problema é que eles são estúpidos, mas menos estúpidos que suas vítimas. O ensaio é sempre o mesmo: se colocam como médiuns, videntes e mandingueiros e esperam os otários as vítimas, que aparecem como mariposas atraídas pela luz (e a Carol Ann já tinha sido avisada para não ir pra luz), e pronto. Aí é só catar meia dúzia de besteiras que os patinhos ofendidos acreditam que estão falando com espíritos por meio do médium com pão e manteiga.

Às vezes, são descobertos, como foi o caso de Máira Rocha, que, segundo denúncias de famílias enlutadas, parece ter descoberto algo revolucionário: por que inventar um espírito quando o Instagram do morto já faz esse trabalho de graça? Continuar lendo “Médium usa Pai Google de Oxóssi para trazer mensagens do Além”

Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!

Existem maneiras mais discretas de chegar a Washington, D.C. Você pode pegar um avião, um trem, um ônibus ou, se estiver particularmente disposto a contemplar a decadência da civilização ocidental, dirigir desde a Califórnia. Agora, atravessar a Murica Fuck Yeah! numa caminhonete carregando uma guilhotina na caçamba e estacionar nas proximidades do Capitólio é uma escolha que exige um certo compromisso com o espetáculo. E foi exatamente isso que um Zé Ruela de 35 anos resolveu fazer, já que não bastava estacionar errado. Era preciso acrescentar à infração uma mensagenzinha implícita.. ou não tão implícita assim.

Decapitando e andando pelas estradas da loucura, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!”

Plágios, fofoqueiros e lavagem de roupa suja diplomática

No dia 6 de agosto último, eu contei a história do professor de Cambridge que foi pego com a boca na botija kibando trabalho alheio e usando IA para redigir os trabalhos até o ChatGPT fazer bico. A ascensão meteórica de Jason Arday se tornou um pesadelo humilhante pra Cambridge depois de tanta coisa errada foi descoberta, e isso culminou com ele pedindo demissão do cargo (o que também acusaram ter feito com uso de IA) para depois ser encontrado morto no dia 14 de agosto, em condições pra lá de misteriosas e até agora nada foi divulgado das investigações, o que eu acho que será acobertado.

A polêmica virou nota de rodapé acadêmico em luto público e, adivinhem, munição política, com embaixadores, presidentes e o início a uma Caça às Bruxas. Continuar lendo “Plágios, fofoqueiros e lavagem de roupa suja diplomática”

Jurassic Pix: porque o brasileiro ama um golpe (de todo tipo)

O Spielberg passou décadas nos avisando sobre os perigos de brincar de Deus com répteis pré-históricos, e a resposta da civilização, trinta anos depois, foi: “e se a gente vendesse esses bichos no WhatsApp por quinhentos reais?” Um tio de quarenta e poucos anos, mineiro e de bom coração, ainda que só tendo um, chegou a considerar seriamente a compra de “mini dinossauros” anunciados nos status de um contato qualquer. Claro, isso já grita GOLPE DE GOLPISTA GOLPEANDO, mas o brasileiro não dá bola para essas coisas.

Não pergunte como o tio chegou nesse contato, e convenhamos que é o menor dos mistérios aqui. Obviamente, era um engodo, mas aprendemos que se é um vídeo na Internet, claro que é verdade!

Não poupando despesas ao apontar a dinossaurônica loucura do mundo, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Jurassic Pix: porque o brasileiro ama um golpe (de todo tipo)”

Manual de Boas Maneiras da Inglaterra pede por favorzinho que visitantes não estuprem ninguém

Há documentos governamentais que resolvem problemas e há documentos governamentais que, sem querer, funcionam como uma confissão pública de que algo deu terrivelmente errado antes mesmo de chegarem à segunda página. O novo guia do Home Office britânico, publicado em 19 de agosto de 2026 e destinado a solicitantes de asilo, entra fácil na segunda categoria.

São nove páginas cuidadosamente redigidas para explicar, com a paciência de quem ensina criança a amarrar cadarço, que não pode ser violento, não pode agridir parceiro, não se assobia para estranhos na rua, não pode beliscar, xingar o coleguinha e nem dizer que o rei tem dedo de salsicha. Ah, e não pode estuprar ninguém. Tem que avisar, porque vai que se confundem! Continuar lendo “Manual de Boas Maneiras da Inglaterra pede por favorzinho que visitantes não estuprem ninguém”

Pug que escapou de virar almoço ganha concurso por ser feio

Pug é um troço muito feio. Mais feio que bater na mãe. Ninguém opta por bater na mãe mas optam por ter um pug, e por isso é um troço pra lá de feio. Não sei por que alguém teria um pug, exceto coreanos, e não é bem para ser pai de pet e sim cozinheiro que tem pets coo convidado principal (e não da forma muito maneira… pro pet).

A história de hoje é sobre Jinny Lu, uma pug de seis anos que nasceu nas montanhas da Coreia do Sul destinada ao comércio de carne canina, e hoje desfila por Nova York como celebridade por causa de duas organizações de resgate, a Pug Rescue of Korea e a Pug Hotel. Estas duas ONG decidiram que aquele focinho amassado merecia um destino mais glamouroso do que um prato. Continuar lendo “Pug que escapou de virar almoço ganha concurso por ser feio”

Vollidioten se ferram por olhar diretamente pro Sol

Quando criança, todo mundo foi avisado que não pode olhar pro Sol. Olhar pro Sol dá dodói. Ao que parece, A Alemanha não teve isso (ok, teve). Havia até um plano para explicar aos krauts que olhar direto para o Sol continua sendo uma péssima ideia mesmo quando a Lua está fazendo das suas na frente dele. O plano falhou; não porque a informação não estivesse disponível (estava, em profusão, repetida por oftalmologistas e autoridades de saúde antes mesmo do fenômeno acontecer), mas porque as pessoas… bem, as pessoas continuam sendo idiotas, mesmo na Terra da Engenharia. Resultado: um monte de chucrutes (não os literais) baixaram hospital com pobrema nos zóio.

Iluminando a estupidez galopante das pessoas, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Vollidioten se ferram por olhar diretamente pro Sol”

Professor tosco que faz plágio usando IA toma pé na bunda e escreve renúncia com auxílio de IA

O artigo de hoje não tem nada a ver com a série sobre o Apocalipse Tecnológico Moderno, mas é divertido mesmo assim, quando o feitiço vira contra o lacrador trapaceiro. Em tempos de IA generativa, com geral usando Gepeto, Cláudio, Gemini-Man e aquela tosqueira da Microsoft, tem gente que dobra aposta e e resolve apostar algo que nunca irá ser pego. É pego, apela para perseguição e se desculpa com uma cartinha, também gerada por IA, comprovando que além de trapaceiro é estúpido, como foi o caso do professor laureado de Cambridge que foi pego com a IA na botija, a boca no Gepeto, ou use lá a expressão que quiser.

Mas sempre tem uma IA catando as cagadas que você faz com outras IA.

Passando a perna robótica nos incautos, esta é a sua QUINTA INSANA! (não quis esperar) Continuar lendo “Professor tosco que faz plágio usando IA toma pé na bunda e escreve renúncia com auxílio de IA”

Ladrão pede desculpas à divindade antes de assaltar a divindade

Diz a sabedoria popular que quem tem, tem medo. Mas há uma classe de pessoas que, apesar do medo, insiste em fazer merda. Chamamos isso de bandidos. Vagabundo sabe que tá fazendo merda, e mesmo assim insiste, como é o caso de dois ladrõezinhos toscos (o pior tipo de ladrão) que entraram de madrugada num templo com a intenção de arrombar as caixas de doação e fugir com o dinheiro.

MAS CALMA LÁ! Melhor não dar mole pras divindades ou a coisa degringola. Assim, eles levam as mãos às orelhas num gesto tradicional de contrição hindu (aquele que normalmente se faz ao pedir desculpas por alguma merda que fez ou estar prestes a fazer.

Mas aquele dinheirinho dando sopa… Continuar lendo “Ladrão pede desculpas à divindade antes de assaltar a divindade”

A utopia pós-escassez que só existe na cabeça de quem nunca pegou um busão

Há uma coisa que me impressiona… ok, duas coisas. Ok, várias coisas, mas citarei a hipocrisia das pessoas e a falta de contato com uma realidade. É como dizer “ain, a vida é linda depois dos 40”, o que me dá dúvidas se as pessoas 50+ ou mesmo 60+ que pegam ônibus às 4 da manhã para irem trabalhar com 3 horas de trajeto de ônibus concordam com isso. A bolha leva pessoas a falarem um monte de asneiras, ainda mais quando você é um boquirroto que gosta de falar qualquer besteiras que passa pela cabeça porque gosta de ouvir a própria voz.

Nosso amigo Elão Almíscar é um perfeito exemplo de alguém assim. O cara que vale um trilhão acha que dinheiro será irrelevante no futuro próximo. O que podemos deduzir disso? Continuar lendo “A utopia pós-escassez que só existe na cabeça de quem nunca pegou um busão”