Pesquisa japonesa garante: Bactérias conseguem viver no Espaço. Só não garante que não nos escravizarão

Vida em outros planetas é sempre uma possibilidade, mas é preciso entender uma coisa básica: será que eles conseguiriam sobreviver? Volta e meia alguém aparece com a teoria da panspermia, que efetivamente não soluciona como a vida surgiu na Terra; afinal, ela teve que surgir de algum jeito em outro lugar. Como? Será que o que temos aqui seria capaz de sobreviver lá fora?

Uma pesquisa japonesa que começou em 2015 parece ter algumas respostas e mais um zilhão de perguntas. Uma das respostas? Sim, bactérias podem viver no espaço, tomando radiação ultravioleta no quengo. O “como” foi uma das perguntas.

O dr. Akihiko Yamagishi é um astrobiólogo e professor da Faculdade de Farmácia e Ciências da Vida da Universidade de Tóquio. Ele resolveu estudar como bactérias daqui da Terra (ou você conhece bactérias de outros planetas?) conseguiriam viver no Espaço. Não, isso não é nenhuma novidade, mas experimentos são assim mesmo: várias vezes replicado, em diferentes condições. Para isso, Akihito e seus colaboradores desenvolveram o experimento chamado Tanpopo (japonês para dente de leão), o qual começou em 2015.

Em 2015, a JAXA, a agência espacial japonesa, instalou o Exposed Experiment Handrail Attachment Mechanism (ExHAM) na Estação Espacial internacional. Akihito e sua galera da pesada enviaram junto bolas densamente compactadas de bactérias Deinococcus radiodurans, que são resistentes à radiação, como o próprio nome já indica. Bóra analisar o que acontece com elas.

Algumas dessas colônias também foram fixadas ao exterior da ISS, e o experimento começou, tendo sido oficialmente concluído em 2018, com uma penca de dados para analisar. O que descobriram foi que os aglomerados de bactérias foram capazes de sobreviver aos danos causados ​​pela abundante radiação UV do Espaço, bem como resistiram à falta de nutrientes. Sim, as coitadinhas estavam passando fome. Tadinhas delas! Mas Como?

As bactérias fofinhas criaram uma espécie de “ninho”, formando um bolinho, em que a camada mais externa tomava o ultravioleta pela fuça, mas as que estavam no interior se mantinham intactas. Baixando a atividade celular, elas diminuíam a necessidade de nutrientes, quase entrando em estado de latência.

Acima à esquerda vemos as bactérias aqui na Terra. À esquerda, as que estiveram no Espaço

Segundo Akihito, esses aglomerados espessos de bactérias poderiam, em teoria, sobreviver no Espaço por dois a oito anos, o que é bastante tempo. Dá até para manda-las pra Marte. Não sei por que mandariam para lá, mas vai que…

A pesquisa foi publicada no periódico Frontiers in Microbiology, e está aberta para leitura.

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