Pesquisa diz que força das marés serão usadas para combater o malvado CO2

Nada como reeditarem ideias idiotas. E é curioso que por mais idiota que uma ideia seja, parece que mais ela é reeditada. Um exemplo disso é a mania asinina de converter o gás carbônico, esse incrível ser malévolo, em combustível. Toda semana sai uma maluquice a esse respeito com ideias ÇENÇASSIONAIS!

Agora, a mais nova forma de converter CO2 em combustível é usar a força das marés. Não, claro que não é forma direta. Você achou o que? Ainda estamos obedecendo às Leis da Termodinâmica.

Gaseificando a loucura e esperteza de certas pessoas, esta é a sua SEXTA INSANA!

O dr. Siu-Fung Leung é pesquisador da Faculdade de Engenharia e Ciências Computacionais da Universidade Nacional Australiana e da Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah, na Arábia Saudita.

Leung e seu pessoal resolveram acabar com a cárie, mas daí se lembrou que não é dentista. Então, foi resolver o problema do CO2, que nas camadas mais altas da atmosfera absorve radiação infra-vermelha e, com isso, acontece o efeito estufa. Se não fosse por isso, quando chegasse a noite, a parte não iluminada do planeta iria congelar. Obrigado, Efeito Estufa.

O problema é que se essa concentração aumentar muito, que é o que tem acontecido, esse Efeito Estufa é intensificado. Daí temos o que está acontecendo atualmente, chamado de “Aquecimento Global”. Aquecimento Global é um fato. O que ainda está em discussão é se ele é antropogênico (causado pelo Homem) ou não.

A pesquisa de Leung se baseia no fato de que CO2 é feio e afeta todo mundo. Temos que tirar ele do ar. Não apenas isso, que tal transformá-lo em combustível? Uma ideia maneira. O problema é uma coisinha chata chamada Leis da Química e da Física.

O CO2 está no seu estado máximo de oxidação. Sendo assim, é uma molécula bem estável e você precisa forçar para que ele volte a ser combustível, já que a reação normal de oxidação (completa) é um combustível formar gás carbônico e água. Para se fazer isso, os pesquisadores sugeriram fazer eletrolise, só que a energia viria de onde? AHÁ! Que tal da energia das marés?

Isso nem é novidade, e é um sistema que vem sendo ótimo para gerar eletricidade. Só tem um problema: é muito irregular para um fluxo contínuo de energia elétrica. No caso em questão, utilizou-se nanogeradores triboelétricos, que nada mais são que esferas flutuantes que contêm uma estrutura semelhante a uma sanfona. À medida que as esferas oscilam nas ondas do oceano, a sanfona se dobra esfregando, gerando eletricidade estática. Sabe aquelas experiências que você esfrega uma caneta no cabelo e ela atrai papeizinhos e isso diverte criancinhas, não servindo para porra nenhuma do ponto de vista prático? Pois é.


Sim, isso vai acabar com o aquecimento global

Essa energia elétrica produzida de modo pra lá de ineficaz, e com rendimento que faz qualquer físico cair na gargalhada, é conduzida para uma célula eletroquímica na conversão de dióxido de carbono em ácido fórmico. Segundo problema: é muito ineficaz, então, a equipe fez uso de um capacitor e um circuito retificador, que eu espero que tenha sido um FULLLLLLLL BRIDGE RETIFYA!!!, para que esta joça seja menos absurdamente ineficiente (sem sucesso).

Só que capacitores não se carregam de forma instantânea. Eles têm um tempo de carga. Lembra que foi dito que essa geração de eletricidade era ineficiente e irregular? Como você acha que será a carga do capacitor? E enquanto ele está sendo carregado, não libera energia nenhuma, isto é, o sistema todo está em espera.


Você sabe o que é pra fazer!

Esperou? Durante a liberação, com a carga retificada, tem que esperar a eletrólise. Tem outro probleminha: intensidade de corrente elétrica (ou “amperagem”, se você quiser levar um engenheiro-eletricista à fúria). E você já viu que isso é pra lá de ineficiente, certo? E mesmo eletrólise não é eficiente. E mesmo assim você terá outro probleminha: para fins de solução, o ar é uma mistura MUITO diluída de CO2. Vai ficar com a solução aberta lá e nada vai acontecer. E para terminar: ácido fórmico não é combustível. Ainda terá que ter outras reações químicas.

Mas eu sugiro duas formas mais eficientes em retirar CO2 do ar, e usando a boa e velha química:

Primeiro, deixar um pote com soda cáustica aberta. NaOH reage com CO2 formando carbonato e bicarbonato, que poderão ser usados na indústria. O segundo modo? Plantas!. E quer saber? Eu já tinha falado sobre esse tipo de ideia imbecil antes.

Esta bosta que gerou paper mas nunca será implementada foi publicada no periódico Energy Environmental Science.

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