Cientistas chegam cada vez mais perto da cura definitiva do Ebola. Chupa, Tedson!

Hoje é dia 14 de agosto de 2019. O guerreiro cravou no coração da fera a lâmina forjada pelos antigos. Por anos, esta fera aniquilou vidas, causou mortes horríveis e dolorosas, não só para as vítimas como para seus familiares. No campo de batalha, o guerreiro gritou “Yimambê”, as hordas partiram para batalha em quatro frentes. Duas conseguiram o seu objetivo.

O guerreiro é o dr. Muyembe-Tamfum, e ele chefia as hordas de médicos e demais profissionais de saúde do Congo, em que as frentes de batalhas são remédios. A fera derrotada? O ebola! Sim, isso mesmo. Dois novos tratamentos se mostram eficazes a ponto de, nos estágios iniciais, mandar pra vala o ebola de uma vez por todas em 90% dos casos!

O dr. Jean-Jacques Muyembe-Tamfum é diretor-geral do Instituto Federal de Pesquisa Médica da República Democrática do Congo. Você conhece o Congo. Você provavelmente não saberia apontar o Congo num mapa múndi, mas não importa. Você não quer ir pro Congo. Eu sou sincero e eu mesmo não quero ir para o Congo. O problema é que congoleses na maioria dos casos têm que ficar por lá mesmo, e o país é assolado pelo ebola, um vírus fidaputa que te manda pra vala em pouquíssimo tempo, nem sempre te dando tempo para ser tratado.

Se é que dá pra ser tratado de forma efetiva. Ok, não dá.

Um estudo randomizado comparando quatro tratamentos diferentes em quatro cidades começou em novembro e 2018. Dos quatro tratamentos, foram selecionados dois: o REGN-EB3 e o mAb114. Os pesquisadores anunciaram que eles foram tão brutalmente eficazes (brutais contra o ebola, claro!) que interromperam o teste com os demais, a fim de se concentrar em quem já estava sendo MUITO eficiente.

Os resultados iniciais mostraram que 499 pacientes tratados com os dois métodos acima tiveram maior chance de sobrevivência, em que a taxa de mortalidade para REGN-EB3 e mAb114 foi de 29% e 34%, respectivamente. E os outros dois? Péssimos: O ZMapp apresentou taxa de mortalidade de 49% e o Remdesivir, de 53%.

Antes que você diga, eu sei. Os outros dois também tinham uma boa margem de sucesso. Por que não usá-los? A resposta é que se você pode se concentrar em dois tratamentos que são bem mais eficazes, por que gastar esforço com menos eficazes?

Ah, sim. Não precisa dizer. Eu tinha dito 90%, certo? Isso nos estágios iniciais. Esse percentual de mortes é em média, com pacientes de vários estágios. Para você não está tão bom? Para mim e todo o Congo está excelente!

Eu até diria que era a vez do pessoal de Humanas™, mas eles não poderiam responder por estarem com a boca cheia.

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