O câncer que sempre demoraram pra identificar não tem mais onde se esconder

Existe uma categoria especial de vilão na medicina: aquele que não dá pistas, não manda aviso, não aparece no exame de rotina e só resolve se revelar quando já está com a faca no pescoço do paciente. O câncer de pâncreas é o campeão olímpico dessa modalidade. Enquanto o câncer de mama aceita mamografia, o de próstata se deixa rastrear pelo PSA e o de colo de útero condescende com o Papanicolau, o adenocarcinoma ductal pancreático fica ali, quieto, crescendo no meio do abdômen como um inquilino que nunca faz barulho mas está destruindo o encanamento. Quando ele finalmente aparece no scanner, geralmente já virou problema do vizinho também, isto é, já metastatizou.

Um novo estudo apresentou um exame de sangue capaz de detectar o sem-vergonha do câncer de pancreas com uma precisão que, no contexto desta doença, beira o milagroso: 91,9% de acerto geral e 87,5% de acerto nas fases iniciais da doença, exatamente quando o tratamento ainda tem alguma chance real de funcionar. Continuar lendo “O câncer que sempre demoraram pra identificar não tem mais onde se esconder”

Como mulheres contribuem para a destruição da camada de ozônio

Há perguntas que a humanidade jamais deveria ter feito por causa de implicações inerentes e o desenrolar de acontecimentos a partir delas. “Existe vida após a morte?” é uma delas. “O que havia antes do Big Bang?” é outra. Mas a mais perturbadora de todas pode ser: “O pum de quem cheira pior? Homens ou mulheres?”. O problema dessas pergutas, ao serem feitas, é que fatalmente alguém vai tentar responder. As duas primeiras ainda não se tem uma resposta definitiva do ponto de vista científico, mas a última sim.

E eu acho apavorante alguém tê-la feito. Continuar lendo “Como mulheres contribuem para a destruição da camada de ozônio”

Quando sequestraram o cérebro de Albert Einstein

O Professor estava em seu trabalho, absorto com números, equações e as complexidades do Universo. Em seu âmago, o Professor travava uma luta contra si mesmo, apesar de estar alheio a essa guerra. Uma guerra que ele iria perder, mesmo tendo ajudado a vencer outra guerra há anos jogada no passado. De repente, em meio a uma lancinante dor, o Professor cai prostrado, e então o mínimo de consciência do que estava ocorrendo passou pelo seu prestigiado cérebro, mas essa informação não durou muito tempo por lá, já que ele caiu na inconsciência.

O professor foi levado correndo ao hospital e lá exalou seu último suspiro; entretanto, sua história não acabaria ali, pois outros cientistas resolveram que era demais perder a oportunidade de aprender mais, embora a ética soasse como algo mais sendo uma barreira do que uma norma. Assim, mãos pecaminosas fizeram um trabalho medonho e o que jamais deveria ter sido feito acabou sendo feito. Continuar lendo “Quando sequestraram o cérebro de Albert Einstein”

Grandes homens criam o menor marca-passo do mundo

Diariamente, várias pessoas possuem um pequeno dispositivo em seus peitos: um marca-passo, usado para regular a frequência cardíaca do paciente, cujo coração meio que “esquece” de bater (é uma licença poética, não encham o saco). Desenvolvido em 1958 pelo cirurgião cardíaco sueco Åke Senning, o primeiro marca-passo apresentava dimensões notavelmente grandes (em comparação aos modelos atuais); ele possuía um diâmetro de 55 milímetros e pesava de 60 gramas. A energia provinha de uma bateria primárias poderiam ter sido usados. As células de Ruben-Mallory com zinco como ânodo e óxido de mercúrio como despolarizador. Mais tarde, foram trocadas por baterias de níquel-cádmio.

Agora, temos modelos muito mais leves, e uma recente pesquisa apresentou um marca-passo incrivelmente pequeno e biodegradável, e ele será voltado para criancinhas. Continuar lendo “Grandes homens criam o menor marca-passo do mundo”

Quem vê cara não vê coração mas vê a Ciência em ação

Transplantes de rosto não são novidade, e a cada vez os resultados são melhores. Alguns podem alegar que a pessoa não fica parecendo nenhum astro de Hollywood, mas sem as horas de maquiagem e cabeleireiros, os astros de Hollywood também não se parecem com astros de Hollywood. Agora, um feito inédito: fizeram um transplante de rosto E de um dos olhos. Continuar lendo “Quem vê cara não vê coração mas vê a Ciência em ação”

Uma pequena história de membros cortados e substituídos

Ser um primata é ótimo, ainda mais simiiforme, com polegar opositor e o escambau. Poder usar ferramentas e nossas mãos SEREM as ferramentas é algo incomparável. Entretanto, tem um pequeno probleminha: ter membros alongados implica em eles estarem expostos a todo tipo de dano. Alguns desses danos são irreparáveis e visando mal menor, bem maior, eles acabam tendo que ser removidos. Chamamos este processo de “amputação”. A necessidade de substituir estas partes do corpo levou a uma corrida de como poder criar algo que possa ser útil e eficiente. Foi uma corrida atrás do que chamamos próteses. Continuar lendo “Uma pequena história de membros cortados e substituídos”

Medinho de exame de próstata? Que tal uma máquina inteira te olhando por dentro?

Câncer de próstata é um sério problema. Só no Brasil, estima-se que ocorreram 65.840 casos novos de câncer de próstata por ano em média se pegarmos a faixa entre 2020 a 2022. São cerca de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens. Muito disso porque o babaca acha que tomar um dedo no cu vai destruir a masculinidade frágil dele (quando normalmente poderia ter sido verificado por meio de exame de sangue, mas homem estúpido é foda e de minha parte tem mais, já que câncer de próstata não é transmissível).

Bem, para facilitar a vida dos médicos (de paciente também, mas normalmente estes são estúpidos e é preciso protegê-los de si mesmos), pesquisadores da RMIT University criaram um sistema de Inteligência Artificial que pode identificar câncer de próstata durante tomografias de rotina. Continuar lendo “Medinho de exame de próstata? Que tal uma máquina inteira te olhando por dentro?”

Desenvolvida máquina que conserta fígados (não o seu, seu bebum!)

Transplante de órgãos é uma das maiores conquistas da ciência médica. Se seu coração, fígado, rins, pulmões, medula etc. estão com problemas, um transplante pode ser a solução, e muitas vezes esta solução é uma questão de vida ou morte. O problema é que nem sempre há órgãos disponíveis para transplante.

De tudo e por tudo, o Brasil é uma referência em transplantes, sendo o segundo país em número de transplantes por ano, ficando atrás apenas dos EUA, enquanto seu amigo ancap retardado (desculpe o pleonasmo) acha um absurdo o país pagar por transplantes, achando que cada um deveria pagar pelo seu. No caso de fígados, por exemplo, em 2018 foram realizados 2182 transplantes (dados do Registro Brasileiro de Transplantes). É um número alto, mas a necessidade estimada também é alta: 5192 transplantes. Mais da metade não foi atendido. Deveria haver uma forma de ajudar as pessoas com lesões nos fígados a viverem mais, de preferência reparando os fígados. Não seria o máximo? Bem, pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique conseguiram.

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Macaco de quatro é implantado e pode sair correndo (um dia)

A todo momento surgem tratamentos para devolver movimentos a paraplégicos e tetraplégicos, e quanto mais, melhor, já que cada caso é um caso. Entre cirurgias e exoesqueletos, Ciência tem provido bem novas tecnologias e tratamentos, que se tornaram baratos à medida que forem usados em larga escala, e o tempo de pesquisa e desenvolvimento for reduzido, o que acontecerá rápido se mais e mais técnicas aparecerem.

Agora, pesquisadores estão testando a implantação de um microeletrodo na medula espinhal para estudar a organização da mesma. Quanto mais se souber sobre a medula espinhal, mais fácil se resolverá problemas nela para que as pessoas tenham melhores prognósticos para voltar a andar. Ou andar pela primeira vez.

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Choquinho no dedo ajuda tetraplégicos a pegar coisas cilíndricas

Prometo não falar de idiotas de Filosofia dizendo que próteses são eugenia, dessa vez, ok?

Tetraplégicos possuem muitas limitações de movimentos. Nadinha do pescoço pra baixo. Alguns, claro, não se deixam impedir de seguirem os seus sonhos. Para alguns tetraplégicos, o sonho é ser chefe de quadrilha, para outros, apenas pegar um copo d’água está de bom tamanho. Não vou nem perguntar se a ciência ajudaria. Vocês sabem a resposta.

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