Renderização mostra como era tatatatataravô das cobras

Era uma vez uma cobra com 4 patas que conseguia ficar ereta. Não apenas isso, ela falava e mandou umas ideias de jerico pra uma dona burra feito uma porta, casada com um zé ruela mais burro que ela. Aí veio o chefe da milícia e expulsou todo mundo do condomínio construído de forma irregular.

Assim diz a mitologia Tropa de Elite 3, o Inimigo é Javé. No mundo das pessoas normais, cobras evoluíram de um ancestral que até pouco tempo não se tinha certeza de como era o formato. Só que uma equipe de pesquisadores conseguiu reconstruir como o ancestral das peçonhentas marvadas possa ter parecido.

O dr. Akinobu Watanabe é professor-assistente do Departamento e Anatomia do Instituto de Tecnologia de Nova York. Ele e seu pessoal (mentira, ele só mandou, mesmo) desenvolveram ferramentas para coletar e analisar dados de crânio de alta densidade de alguns fósseis e comparar com os dos animais atuais. Com isso, dá para ter um vislumbre da evolução da arquitetura do crânio de lagartos e cobras, por exemplo.

Claro, fica difícil ter vestígios fósseis de todo mundo. Fósseis são difíceis de se obter, ainda mais completos. Por isso, os poucos que se têm devem ser bem acondicionados em museus com sistemas seguros e proteção contra incêndio (estou olhando pra você, Museu Nacional). Então, o lance é desenvolver tecnologia para construir modelagens 3D de como crânios evoluíram.

Para tanto, fizeram uso dos equipamentos de tomografia computadorizada e leitura a laser no Centro de Análise e Imagens do Museu História Natural da Inglaterra, que possui as melhores instalações para este tipo de análise. O trabalho foi tão bom, que os pesquisadores conseguiram a modelagem de um ancestral das cobras, que por sinal era semi-fossorial, isto é, um animal que passou parte de sua vida tanto acima quanto embaixo do solo, e não em um ambiente aquático.

O que sabemos sobre este ancestral? Bem pouquíssimo. Sequer vimos o seu fóssil. Ele pode ter sido assim? Poder pode, como pode não ter sido. Não sabemos, essa é a resposta honesta. Mas muitas modelagens desse tipo foram confirmadas. Este tipo de pesquisa usa as mais modernas tecnologias de imageamento e renderização 3D. Mais do que descobrir algum de nossos avós, ele existe para avançarmos no nosso conhecimento.

Sim, conhecimento. De todo tipo. Mesmo que isso nos expulse do apartamento construído pelo miliciano, o conhecimento liberta as nossas mentes e nos dá profunda reflexão do que temos vivido. Não, miliciano. Não somos mais como um vocês. Somos muito melhores!

A pesquisa foi publicada na PNAS

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