Arautos do Apocalipse Tecnológico Moderno apregoam o extermínio da Humanidade, só que…

Toda semana alguém com mais tédio do que competência em pleno Vale do Silício descobre o Fim do Mundo (MUAHAHAHAHAHAHA). Dessa vez o Mensageiro do Caos é um ex-funcionário da Anthropic (a mãe do Claude) de 27 anos que atende por Jacob Coxon. Coxon fez no Twitter aquilo para o qual o Twitter foi feito: xingou muito; no caso: a IA. Coxon atraiu a atenção de ao anunciar o próximo Futuro Apocalíptico; porque, convenhamos, nenhum profeta bíblico teria recusado 100 milhões de visualizações se a ferramenta estivesse disponível na época. Continuar lendo “Arautos do Apocalipse Tecnológico Moderno apregoam o extermínio da Humanidade, só que…”

Anatomia da anatomia da invasão do Hugging Face e o que ninguém viu

Em julho, o Hugging Face sofreu um ataque maciço. Saiu em tudo que foi jornal e blogs e tecnologia (gringos, porque os blogs brasileiros estão na base de só fazer publi e escreverem bobagens irrelevantes). Dias depois, A OpenAI, dona do ChatGPT veio fazer mea culpa, me maxima culpa dando algumas explicações sobre o que ocorreu. Eu vi isso e quando saíram as informações dias depois eu percebi uma coisa em meu próprio blog. Continuar lendo “Anatomia da anatomia da invasão do Hugging Face e o que ninguém viu”

Entra no teu app, ora a teu Pai que está em secreto, mas o hacker tá de olho

Estamos no mundo antenado, conectado, 2.0, wifizado, appzado e abobado. Claro, a ICAR não ia ficar atrás em termos de modernidades e lançou um aplicativo criado para colocar você – meu irmão e minha irmã na paz de Nosso Senhor – em contato direto com o Divino. Dessa forma, Pedro, que anda meio surdo, pode ver pelo zap se você merece ir pro céu ou bancou o influenceiro. O problema é o arco-reflexo de um troço programado igual a cara de Judas, o que acabou por jogar, sem qualquer intervenção sobrenatural, todos os seus dados pessoais em contato direto com qualquer um que soubesse abrir o navegador. Continuar lendo “Entra no teu app, ora a teu Pai que está em secreto, mas o hacker tá de olho”

O casamento improvável entre a Tabela Periódica e a Inteligência Artificial

Durante séculos, fazer Química (com ela a oração e a paz) significou basicamente isto: misturar coisas, ver o que explode, anotar o resultado e tentar de novo no dia seguinte. Bancadas cheias de vidraria, sobrancelhas eventualmente chamuscadas e uma paciência de santo foram – e continuam sendo – os verdadeiros pilares do método científico na área. Entretanto, equipamentos feitos de dióxido de silício estão, aos poucos, contando com a ajuda cada vez maior de outras coisas feitas de silício: processadores, e, em 2026 uma parte considerável desse ritual está sendo terceirizada para algoritmos que nunca dormem, não reclamam de exaustor entupido e ainda por cima têm bom gosto para sugerir rotas de síntese. Continuar lendo “O casamento improvável entre a Tabela Periódica e a Inteligência Artificial”

Governo Americano coloca o… dólar na mesa e empresas de IA pedem penico

Todo mês tem um espetáculo novo. Um dia é o governo “investigando” as coitadíssimas Big Tech, no outro é a Big Tech “resistindo bravamente” às garras do Estado, e a plateia aplaude como se estivesse assistindo a uma luta de verdade, com mocinho e vilão bem definidos, em que cada babaca espectador escolhe um lado. Só que essa encenação de rivalidade cansou de ter final óbvio: sempre que a poeira baixa, as mesmas cinco empresas continuam maiores, mais ricas e mais indispensáveis do que antes, e o mesmo governo continua com mais acesso e mais controle informal do que qualquer lei jamais lhe deu.

Chame de teatro regulatório, de kabuki político ou simplesmente de negócio da China (rá!): a dinâmica é sempre a mesma. Anuncia-se um confronto, vaza um vídeo de audiência tensa no Congresso, publica-se uma “ofensiva regulatória” na imprensa, e no fim das contas as regras que saem desse processo são escritas, editadas e aprovadas pelas próprias empresas que deveriam estar sendo domadas. O que muda de um episódio para o outro não é o roteiro, é só o nome do vilão da vez e o ângulo da câmera. No final, você já sabe: todos eles almoçam juntos! Continuar lendo “Governo Americano coloca o… dólar na mesa e empresas de IA pedem penico”

Não preciso mais de nada. Tenho IA

Eu estava pensando outro dia. Eu tinha escrito sobre o falecimento da Internet e como o uso intensivo das IA generativas de LLM (os chatbots turbinados. Não são bem isso, mas… bem, você entendeu e não vou me alongar). Vários conteúdos sendo feitos, imagens feitas, artes e até vídeos curtos e alguns cada vez mais longos mantendo consistência, isto é, se começa um vídeo com o Lula, daqui a pouco não vira o Godzilla com barba ou algo assim. É o mesmo estilo de personagem estilizado, seja desenho ou “3D”.

Eu vi umas brincadeiras de como fariam filmes com o Super-Homem ou o Homem-Aranha e me peguei pensando… não precisarei mais esperar por livros, música e filmes e nem me decepcionar com eles caso não estejam do meu agrado.

E isso é perigoso. Continuar lendo “Não preciso mais de nada. Tenho IA”

O passado arcaico era como o nosso presente. O futuro avançado é um passado mítico

Vi mais cedo hoje a imagem que abre este artigo. Isso nos dá uma triste noção do tempo, pois, eu vi De Volta para o Futuro no cinema. Faz 41 anos. Também me lembro de como era o mundo há 30 anos, mas não é disso que eu quero falar. Quero falar da falta de percepção das pessoas e sobe como o mundo evolui. Comentaram o seguinte: se alguém viajasse para 1994, ficariam fascinados com um iPhone. E foi aí que eu ri. Continuar lendo “O passado arcaico era como o nosso presente. O futuro avançado é um passado mítico”

A IA que traduz tablets cuneiformes de 5.000 anos

Tradução não é simplesmente uma questão de trocar uma palavra por uma palavra correspondente em outro idioma. Uma tradução de alta qualidade requer que o tradutor entenda como ambas as línguas unem pensamentos e, em seguida, use esse conhecimento para criar uma tradução que mantenha as nuances linguísticas do original, que os falantes nativos entendem sem esforço. Continuar lendo “A IA que traduz tablets cuneiformes de 5.000 anos”

Como publicar links para posts aleatórios de um RSS no Twitter

Você deve ter um blog. Alô-ôô-ôô-ôô-ôô-ôô você-ê-ê-ê-ê-ê. Sim, você que mantém um blog. Tudo o que você quer é que leiam o seu blog. Uma boa iniciativa é fazer postagens automáticas em redes sociais, principalmente o Twitter, enquanto rola o caos tocado pelo Musk Zueiro. Bem, sempre tem um plugin para o seu WordPress do coração, mas e quando você não pode instalar plugins?

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Robôs, arte e celeumas atuais

Acompanhei uma conversa hoje sobre uso de Inteligência Artificial para produzir arte. Já um monte de gente falou isso. É arte mesmo? Já ganharam prêmios em concursos usando imagens geradas por IA; ganhou, mas não levou. Todo mundo está discutindo isso. O Cardoso já postou isso. Tá, todo mundo está falando disso, com a mesma discussão de sempre, mas eu estava pensando por outro lado. Como definir o que é arte e como diferenciá-la do que não é arte, apenas meras imitações ou engodo?

O que faz arte ser arte e se sobressair?

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