Video games não deixam ninguém malucão, com vontade matar amiguinhos, diz pesquisa

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Desde que Gronk resolveu brincar de pique-esconde com Klung que jogos são considerados violentos. Deve ser porque Klung se escondeu tão bem que não o encontraram até hoje (nota mental: nunca brincar de pique-esconde perto de um vulcão). Isso estigmatizou jogos e todos eles são tidos como modeladores da psique humana, em que basta matar uns zumbis que você já vira um psicopata, maníaco e assassino. Bem, eu não me tornei um psicopata por causa disso, mas por outros motivos.

Agora, uma pesquisa relacionou o que se passava na cabeça de pessoas jogando jogos violentos para saber se aquelas criaturinhas iriam querer invadir a Polônia logo depois.

O dr. Gregor Szycik é chefe de clínica no Instituto de Terapia Comportamental, do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina de Hannover, Alemanha. Ele foi ver se esse papo que jornal adora publicar que jogos transformam as pessoas, com a capacidade de enfurecer os seres e torna-los monstros incontroláveis, era real. Assim, usou o fRMI para testar se isso era real ou besteira

Sim, é besteira!

A ligação entre jogar jogos violentos e comportamento anti-social, como o aumento da agressão e diminuição da empatia vem sempre à baila quando sai algum tiroteio doido. Dessa forma, o lance é dar uma olhadinha no cérebro. Szycik e seu pessoal examinaram imagens de ressonância magnética funcional (o “emarái” dos filmes) em jogadores daqueles hardcore, que ficam horas a fio jogando, vulgarmente conhecidos como “gente que não trabalha”.

Gregor descobriu que esses jogadores tinham a mesma resposta neural a imagens emocionalmente provocantes como os não-gamers. Em outras palavras, não faz a menor diferença se você anda matando deus e o mundo em jogos violentos. Se você não tiver a propensão a ser algum tipo de maníaco, não será o jogão do mal que fará diferença.

Alguns argumentam que há sim estudos comprovando a ligação de comportamento violento com jogos, mas segundo Gregor, a maioria esmagadora destes estudos investigou apenas os efeitos a curto prazo de jogar video-games pra lá de violentos, e houve muito poucos estudos que examinaram os efeitos a longo prazo de jogar games violentos.

Ele só faltou dizer que muito mais violento é ter que acordar às 5 da matina para ir trabalhar e ninguém se torna um psicopata por causa disso, se bem que tem dias que eu tenho vontade de matar um no meu trabalho!

A pesquisa foi publicada no periódico Frontiers in Psychology e tá digrátis. E para finalizar:

“Video-games são ruins para você? Foi o mesmo que disseram do Rock and Roll.”
– Shigeru Miyamoto

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Rogério Rizzato

    Antes dos vídeo games foram os RPG (tá, meio que junto na verdade), Antes deles foram os quadrinhos, antes as aventuras pulp e antes as aventuras tipo Sherlock Holmes e provavelmente antes o pique esconde. Tinha um livro, que mesmo não sendo de um cientista fazia um ótimo apanhado de vários trabalhos sobre brincadeiras violentas, quadrinhos e games. Era minha referência preferida, Brincando de Matar Monstros do Gerard Jones. Era ótimo pra indicar, fácil de ler, bem referendado e bastante cuidadoso na escrita, mas Gerad Jones tem um problema e está devidamente preso.