Testando e aprovando cães para deficientes. Sim, temos a tecnologia

Video games não deixam ninguém malucão, com vontade matar amiguinhos, diz pesquisa
Papa quer que parem de usar celular para ler a Bíblia. Ok! Ok!

Como é o cérebro dos nossos amigos caninos? Melhor ainda, como é o cérebro dos nossos amigos caninos que ajudam deficientes? Será que há um meio de predizer se um cão seria bom em acompanhar pessoas com deficiência? Haveria como realizar algum teste assim? É o que pesquisadores procuram responder ao examinar 49 cães selecionados para treinamento de serviço de acompanhamento, ainda que nem todos eles tenham sequer começado o treinamento.

O que anda rolando pela cabeça de nossos amigos quadrúpedes?

O dr. Gregory Berns é Distinto Professor (gostei deste título!) de Neuroeconomia e pesquisador do Instituto para Educação e Pesquisa em Neurociências, além de ser professor do Departamento de Psicologia da Universidade Emory. Ele estuda a base neurobiológica para as preferências individuais e como a neurobiologia impõe restrições às decisões que as pessoas (e os animais) fazem, o que é simplesmente chamado de “Neuroeconomia”. E não, não tem nada a ver do su cão aplicar na Bolsa de Valores, apesar de eu ter certeza que ele se sairia melhor que você.

Berns resolveu estudar se podia predizer se um cão seria excelente ou não como acompanhante. Sendo assim, ele examinou 49 cães que entraram em treinamento aos 17-21 meses de idade. 33 desses cães completaram o treinamento de serviço e foram combinados com uma pessoa, enquanto 10 foram libertados por razões comportamentais (4 foram selecionados como criadores e 2 foram liberados por razões médicas).

O teste envolveu passar os cães por um fMRI (o “emarái” do House) e analisar os dados obtidos sobre seus cérebros. As respostas eram avaliadas enquanto cada cão observou sinais manuais indicando recompensa ou nenhuma recompensa. As condições das recompensas recebidas foram analisadas em casos delas terem sido ofertadas por alguém da família que o adotou e por um estranho.


Sinal manual de “recompensa” (topo) e sinal “sem recompensa” (embaixo)

Com os dados, Berns e seus colaboradores desenvolveram um classificador baseado nos resultados de treinamento subseqüentes dos cães. O classificador teve um valor preditivo positivo de 94% e um valor preditivo negativo de 67%. Em outras palavras, o teste visa prever quais cães irão falhar no programa de treinamento de serviço rigoroso.

Todos os cães do estudo foram submetidos a uma bateria de testes comportamentais mostrando que eles tinham um temperamento calmo e dócil antes de serem selecionados para o treinamento. Apesar dos exteriores calmos, entretanto, alguns dos cães mostraram uma atividade mais elevada na amígdala (a do cérebro, não da sua garganta. É aquela partezinha associada com a excitabilidade e respostas emocionais em geral).

Sendo assim, usando o “emarái” os pesquisadores podiam ver se os cães apresentariam comportamento agressivo, mesmo estando com aquela carinha de santo, o que o levaria a ser um péssimo candidato para acompanhar pessoas com necessidades especiais, porque, sei lá, acho que ninguém iria querer um cachorro-porra-loca surtando de uma hora pra outra.

A pesquisa foi publicada no periódico Scientific Reports e está lindamente de graça para você ler junto com o Rex, e lembre-se: muitas pessoas que têm deficiência precisam de cães bem treinados e esta pesquisa é muito importante para selecionar o melhor melhor amigo.

Video games não deixam ninguém malucão, com vontade matar amiguinhos, diz pesquisa
Papa quer que parem de usar celular para ler a Bíblia. Ok! Ok!

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!