
Há quem diga que se há uma coisa que o mundo da educação especial absolutamente não precisava, era de uma releitura do Clube da Luta com crianças no papel dos protagonistas e uma terapeuta ocupacional empunhando a função de árbitro. Pois, é, foi exatamente isso que aconteceu em Jonesboro, Arkansas, no estabelecimento artisticamente batizado de The Delta Institute for the Developing Brain, que, ao que tudo indica, estava muito mais interessado no desenvolvimento de certos reflexos do que de certos neurônios. Especificamente os reflexos de socar, estrangular e, quando necessário, calar a boca depois.
A primeira regra da Rinha de Criança e que não se fala da Rinha de Criança, mas alguém deu com a língua nos dentes. Continuar lendo “Diretora de escola promove Rinha de Criança e por algum motivo estranho deu ruim”




Você aprendeu que muitas religiões saem na piorada entre si, mas budistas são bonzinhos, meigos e puros de coração. Até mesmo Arthur Clarke caiu nesta conversa mole dizendo em um de seus livros que eles faziam parte da religião que nunca entrou em conflito com ninguém. Nada mais longe da verdade. Hoje, temos brigas de monges (mentira, sempre tivemos. Mais ao longo do texto) e até monge budista que propaga terrorismo.
Nada como aqueles que seguem as palavras mansas e puras de coração do Cordeiro de Deus, o Maravilhoso Conselheiro e Príncipe da Paz se confraternizarem em comunhão do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, em meio às glórias dadas a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade. Eu acho ótimo. Seria ótimo também se alguns dos seguidores de Cristo Jesus também tivessem isso em mente, principalmente um certo pastor que passou o rodo em outro pastor na base da facada.
Pecadores, pecadores por todos os lados. Uma ignomínia ambulante, apostatas que não se tocam do quão nocivos são. É preciso tomar uma atitude! E um taxista assim pensou e este taxista assim procedeu. Ao levar mãe e filho para visitar o santuário do profeta Maomé em Medina, o taxista perguntou se eles eram xiitas. Eles eram. Como um servo de Allah, o Exaltado, o taxista quebrou uma garrafa e rasgou a garganta da criança. Ninguém o impediu. Um policial se deu conta tarde demais. O servo de Allah foi detido e preso, mas ele está consciencioso que fez o que sua convicção religiosa decidiu que tinha que ser feito: acabar com essa praga de gente que não é muçulmana de verdade.
Nada pior que fanatismo, que leva a atos absurdos e insanos. Um exemplo disso aconteceu no Japão, em 20 de março de 1995, no que ficou conhecido como Ataque ao Metrô de Tóquio. O motivo do atentado? Não foi por fronteiras ou por libertação de presos políticos. Simplesmente por causa de religião, aquela coisa que religiosos dizem ser muito importante para fazer as pessoas mais éticas, sem a qual cairíamos na barbárie.
Na década de 60, Muzafer Sherif resolveu testar a Teoria do Conflito Realístico, em que grupos isolados concorrendo por recursos acabaria partindo pra selvageria. Ele testou isso num acampamento de escoteiros, separando dois grupos de jovens, que tinham excelente entrosamento entre si, mas passaram a hostilizar o outro grupo, porque perdiam as disputas e os brindes, quase chegando nas vias de fato.