Disney não faz só filmes, desenhos e animações. Eles prometem algo diferente (e entregam): Disney produz magia. Mas não é só isso! Para se fazer magia, é preciso de muita tecnologia na hora de modelar seus personagens, seja para algo mais da linha como Moana, como algo mais real na base de Mogli. Sendo assim, renderizar o corpo humano de forma a ter o maior realismo possível consome zilhões em termos de equipamentos e pessoal, além de pesquisa hardcore em termos de matemática e computação.
Agora, Disney, que segundo uma lenda estúpida que inventei agora tem uma caveira de camundongo consagrada aos Ainür, trabalha com digitalização, modelagem e renderização de… dentes.
O dr. Chenglei Wu é pesquisador do Laboratório de Computação Gráfica da Escola Politécnica de Zurique. Ele pesquisa como podemos criar modelos computacionais melhores e mais fáceis. como ele é um cara que gosta de estar em todas as bocas, ele se voltou para os dentes.
Junto com o pessoal da Divisão de Pesquisa da Disney, a equipe do dr. Wu desenvolveram uma bruxaria digna de quem usava placas voodoo (se você riu, você é velho). Como digitalizar dentes é meio difícil porque estão dentro da boca, o lance é inovar. Sendo assim, a ferramenta criada recria digitalmente os dentes além da linha da gengiva usando pouco mais do que dados de origem e imagens cotidianas.
A equipe fez 86 varreduras 3D para criar um modelo para um conjunto “médio” de dentes. O algoritmo, que é algo digno do Ancião, adapta esse modelo renderizado pelas varreduras e compara com os contornos dos dentes e formato da boca mediante fotos e vídeos da pessoa.
Não, péra. O negócio é bizarro demais! O Algoritmo recria toda a estrutura óssea do maxilar e dentes e isso baseado em imagens tiradas por câmeras tão avançadas quanto as que tem aí no seu celular, bastando fotografar o sorriso comum, sem arreganhar os dentes.
Mas com tanta criancinha passando fome, ficam se preocupando com animação.
NÃO, SEU ANIMAL SEM RABO!
A técnica é a mesma para que cirurgiões possam reconstruir a sua cara, que ficou com quase perda total depois de uma noite de bebedeira e ter saído dirigindo, metendo o focinho num poste. Com a renderização, os cirurgiões poderão ter uma ideia de como era só com as fotos da sua cara feia antes do acidente e tentar lhe fazer ter cara de gente ais uma vez. Que tal isso?
É óbvio que a Disney vai usar nas suas produções, mas também fica claro o legado de um conhecimento que não ficará restrito num nicho.
E sim, claro que você pode ler o paper digrátis. Pega AQUI. Só uns 67 megas de pura Ciência Computacional

Disney: Só coisa boa!!!!
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