Os fantasmagóricos sons de Júpiter

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O Senhor dos Planetas tem segredos. Alguns desses segredos são bem secretos. O que se esconde lá? Na certa, seres vivos, pois há homens bons morando no interior de Júpiter, segundo a Revista Espírita, Ano I, Março de 1858, nº 3. Hoje sabemos que não é bem assim. Ou será que não?

Quando uma sonda da NASA fez a sua primeira órbita completa em torno de Júpiter, um instrumento Universidade de Iowa gravou sons do Planeta-Deus. Sons aterrorizantes. Almas? Espíritos? Monstros? Inferno?

Prepare-se para o medo. Aqui o som das almas de Júpiter!

O que você ouviu não é fantasma, monstro, assombração ou sua sogra chegando. O que você ouviu foram as auroras de Júpiter, semelhantes às nossas auroras boreal e austral, mas em escala muito maior. luz mostra semelhante às luzes do norte e do sul sobre a Terra, mas em uma escala muito maior, captadas pela sonda Juno.

Já se sabia dessas emanações desde a década de 1950, mas só agora foram captadas com clareza. O que para você são sons aterrorizantes, para cientistas são muitos dados e informações a serem processados.

Da mesma forma como nossas auroras, partículas de alta energia saem do Sol e dão de cara com a magnetosfera de Júpiter e, para variar, são as mais fortes ocorrências em todo o Sistema Solar. O problema é que não temos maiores informações ainda. Nos faltam detalhes ainda não descobertos.


Auroras de Júpiter

Um dos cientistas que pesquisam estas emanações é o dr. William Kurt, pesquisador do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Iowa. Sua meta é entender como elétrons e íons são acelerados ao longo das linhas de campo magnético acima de Júpiter para acabarem colidindo com a atmosfera, criando explosões de luz, as auroras. Os instrumentos vão analisar as ondas de plasma ao longo de diferentes segmentos nas linhas do campo magnético.

Essas explosões geram ondas de rádio, emissões eletromagnéticas que são captadas e retransmitidas para a Terra, para depois passarem por processamento digital e, então, transformadas em som, porque, não sei se você sabe, não dá pra ouvir Júpiter, pois o som não se propaga em meio de baixíssima concentração de matéria (já estamos um pouquinho velhinhos para chamar o Espaço de “vácuo”, né?)

O sobrevôo da Juno que registrou essas emanações foi em 27 de agosto passado, mas estão programados mais 35 voos rasantes, cujo término da missão será em fevereiro 2018. Ainda temos muita coisa para estudarmos, verificarmos e, quem sabe, encontrar aqueles seres vivos que os espíritas dizem ter lá.

PS. Sim, eu sei que isso tem mais de um mês, e eu normalmente não gosto de postar coisa velha. Ainda assim, acho tão legal que, bem, resolvi postar assim mesmo, apesar de ser um mês e meio depois. Também tem o fato de eu ter visto isso atrasado, mas levando em conta que todo dia eu coloco as últimas publicações científicas, não-raro ganhando de vários portais de notícias e outros sites “especializados” em Ciência, um dia ou outro eu posso colocar uma coisinha um pouco mais “velha”.


Fonte: Press Release da Universidade de Iowa

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Poxa André, todos estamos velhos mas você deve concordar que é muito mais fácil falar “vácuo” do que “meio sem material que permite ondas sonoras de se propagar”.
    Quanto a notícia velha… eu pago o Ceticismo Platinum pra quê hein? Que isso não se repita.

  • Alvaro_G

    Crônida Zeus gloriosíssimo máximo! Não te zangues conosco, ó altitonante!

    cloverfield respondeu:

    Iliada? Odisseia?

    Alvaro_G respondeu:

    É chamado assim na Ilíada, pois apela-se mais a Zeus, neste épico.

    cloverfield respondeu:

    Bem que estava reconhecendo.