As maravilhosas auroras jupiterianas

Os melhores blogs sobre Astronomia em língua portuguesa, com certeza, é o Space Today e o Astro PT. Mas, de vez em quando, eu gosto de noticiar também. Não sempre, mas não custa nada compartilhar algo de interessante, apesar da abordagem mais técnica ficar a cargo desses dois supracitados. Eu ainda prefiro as coisas que fedem e fazem KABUM.

De qualquer forma, eu achei interessante sobre como tempestades solares desencadearam auroras em Júpiter. As intensas “Luzes do Norte” do Senhor dos Planetas vistas no espectro de raios-X  são oito vezes mais brilhantes do que quaisquer outras por aqui, e centenas de vezes mais energéticas do que auroras aqui na Terra.

William Dunn tem muitos homônimos famosos, como o Primeiro Baronete de Lakenheath, o que foi nomeado por uma Faculdade de Patologia, O professor de Ciências cardiovasculares da Universidade de Nottingham, entre outros. O William Dunn do presente artigo é doutorando do Laboratório de Ciências Espaciais Mullard ligado ao Departamento de Espaço e Física Climática da Universidade College London.

Com o auxílio das imagens captadas pelo Observatório Chandra de Raios-X da NASA, Dunn  conseguiu pela primeira vez observar as auroras de raios-X de Júpiter, estudando o fenômeno, ao se aproveitar de uma gigantesca tempestade solar que abalroou o Planeta-Deus.

Assim como a Terra, Júpiter também tem uma magnetosfera que o protege do mau-humor do vento solar. Os titânicos fluxos de partículas emanados pelo Sol vão pelo sistema solar afora; e quem estiver na frente, azar o dele. Ao se chocar com uma magnetosfera, as partículas de alta energia mudam de direção e isso faz com que apareças as belíssimas cores que você só verá no Brasil por meio de fotos e documentários.

Lançada em 2011, a sonda Juno tem a missão de desvendar os segredos da origem do mais poderoso dos planetas, e entendendo como um planetão gasoso se forma, é uma peça a mais para entender como a Terra não seguiu o mesmo caminho. Entender Júpiter é entender a todos nós. A sonda Juno estudará a magnetosfera de Júpiter e como ela se comporta ao ser abalroada pelas partículas oriundas de quem realmente manda no Sistema Solar.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Geophysical Research: Space Physics.

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