Projeto monta base de dados sobre diversidade cultural

A Psicohistória, de acordo com a magnífica obra Fundação, de Isaac Asimov, é o ápice de todas as ciências sociais levada ao máximo da matematização. Longe da desculpas tipo “Não sei, sou de Humanas”, a Psicohistória, através de inúmeras equações matemáticas seria capaz de prever o desenrolar de eventos futuros, tomados em grande escala. Ou seja, ela não pode prever o que um indivíduo fará, mas pode descrever como uma sociedade reagirá mediante certos eventos.

Mas, para que isso fosse possível, era preciso vir registrando tudo o que fosse acontecendo, mediante forças sociais que mudaram o mundo. Assim, uma equipe pesquisadores está desenvolvendo um site para ajudar a responder a perguntas de longa data sobre as forças que moldaram a diversidade cultural humana.

A drª Kathryn Kirby, é pesquisadora dos Departamentos de Ecologia e Biologia Evolutiva e Geografia da Universidade de Toronto. Ela foi uma das idealizadoras do D-PLACE, um banco de dados de lugares, língua, cultura e meio ambiente, formando uma base de dados de acesso expansível e aberto que reúne informações sobre a linguagem, geografia, cultura e meio ambiente de mais de 1.400 sociedades humanas. É composto principalmente de informações sobre as sociedades pré-industriais que foram descritos por etnógrafos nos séculos XX e início do XIX.

Imagine o quanto isso é importante, quando você estiver falando de sociedades das quais não faz a menor ideia como seja, ter ali na sua telinha um compêndio completo sobre ela e… Ops. Não, porque nosso pessoal de Humanas não curte esses parangolés tecnológicos, que acabam que a dialética humana e nos tornam robôs escravizados pelas potências branca-europeias e dos estadunidenses com a implicância da Rede Globo de Televisão.

De qualquer forma, eu sei que você ficou curioso, né? Que tal acessar o site https://d-place.org? E sim, tem publicação indexada, publicada na PLoS ONE. Divirta-se.

2 comentários em “Projeto monta base de dados sobre diversidade cultural

  1. O Big Data é o pontapé inicial da Psicohistória. Assim como é possível na astrofísica determinar a posição e a trajetória de um Corpo Celeste em qualquer lugar no tempo, seria possível fazer o mesmo com as civilizações. A não ser que apareça um “Mulo”!!! Visionário esse Asimov.

  2. Sempre fico na duvida se Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Frank Hebert e com as devidas ressalvas Gene Rondenbery eram visionários, profetas ou se as obras deles moldaram como vemos o mundo de forma a chegar no que eles imaginaram. Já começamos a psicohistória, agora é só esperar os cérebros positronicos, o elevador espacial e a especiaria.

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