Ciência vê e escuta aquilo que ninguém mais é capaz

Ciência é mais que conhecimento organizado. Eu diria que é pura poesia. Aquela palhaçada do filme Contrato “ain, tinha que levar um poeta”. PORRA NENHUMA! Ciência é mais do que isso até. Ela é capaz de ver o invisível e ouvir o inaudível (lembrei daquele conto chato do príncipe que ficou um ano na floresta.)

Imagine você ser capaz de ver um átomo e ouvir o sussurro do Sol. Um poeta apenas solta palavras, mas jamais descreverá isso com exatidão. Já a Ciência…

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As maravilhosas auroras jupiterianas

Os melhores blogs sobre Astronomia em língua portuguesa, com certeza, é o Space Today e o Astro PT. Mas, de vez em quando, eu gosto de noticiar também. Não sempre, mas não custa nada compartilhar algo de interessante, apesar da abordagem mais técnica ficar a cargo desses dois supracitados. Eu ainda prefiro as coisas que fedem e fazem KABUM.

De qualquer forma, eu achei interessante sobre como tempestades solares desencadearam auroras em Júpiter. As intensas “Luzes do Norte” do Senhor dos Planetas vistas no espectro de raios-X  são oito vezes mais brilhantes do que quaisquer outras por aqui, e centenas de vezes mais energéticas do que auroras aqui na Terra.

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As origens dos campos magnéticos das estrelas e galáxias

O que ajudou a Terra ser… a Terra e Marte a não ser a Terra é a questão da existência ou não de uma magnetosfera. O Sol, além de luz e calor, tenta a todo momento mandar todos nós para a vala com suas emissões de alta energia O vento solar é uma emissão de partículas de baixa densidade (normalmente prótons e elétrons), que se propagam pelo sistema solar a aproximadamente 450 km/s. Como a Terra tem um núcleo ferroso em movimento, gera-se um campo magnético em volta do planeta que nos protege, desviando essas emissões e gerando as belíssimas auroras (boreal e austral). Marte não tem esse núcleo em movimento e, por isso, não teve como se proteger e, por isso, (e graças à sua gravidade menor), sua atmosfera deu tchauzinho e foi embora.

Estrelas e até mesmo galáxias também têm campos magnéticos, isso todo mundo sabe. O que não se sabe é como se deu a formação desses campos magnéticos. Mas parece que estamos bem perto de descobrir toda a verdade.

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Uma olhadela no traseiro da Lua

As pessoas ainda se apegam a muitos conceitos de antigos gregos. O lado escuro da Lua, por exemplo. Como se a Lua só fosse iluminada apenas de um lado. A verdade é que sua velocidade de rotação é equivalente ao período orbital em relação à Terra. Ela tem os dois lados iluminados, mas nós sempre vemos o outro lado.

Há alguns dias, o NOAA veiculou imagens do satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR). De suas imagens resultou numa linda animação, com a Lua passando pelo Planeta Azul.

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O açoite turbulento do Sol sobre Vênus

Muitas coisas podem sair erradas com qualquer coisa. Vênus é o perfeito exemplo de como tudo pode ir para as cucuias. Mesmo tendo quase o tamanho da Terra (o que lhe conferiria, em princípio, uma força gravitacional equivalente), Vênus tornou-se o próprio exemplo de planeta em eterna TPM. Com suas temperaturas abrasadoras, chegando a mais de 500 °C, Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, mesmo sabendo-se que Mercúrio é mais próximo do Sol.

Se já não basta o efeito estufa estando mais próximo de um "efeito siderúrgica", com uma atmosfera muito densa — com ácidos em suspensão capazes de corroer qualquer sonda que ouse permanecer nela por mais que alguns segundos, até ser completamente destruída em, no máximo, 2 horas — e tempestades violentíssimas, com altos índices de eletricidade estática, temos que levar em conta o adágio: "Nada é tão ruim que não possa piorar". E é exatamente isso que acontece em Vênus. Além de algo já bem ruim, tempestades solares bombardeiam sem dó nem piedade, pois nada na Natureza é bonzinho.

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As belas auroras norueguesas

O que parece ser título de algum romance candidato ao prêmio Nobel de Literatura é, na verdade, uma simples ação natural tão bela quanto simples. Bem, talvez não seja tão simples assim. Auroras boreais e austrais acontecem quando emanações de partículas de alta energia vindas do Sol dão de cara com o campo magnético da Terra. Prótons, elétrons e neutrinos são expulsos à grande velocidade da coroa solar, adquirindo imensa energia cinética, além de sua carga elétrica (com exceção do neutrino, que não possui carga nem massa). Por causa do núcleo ferroso da Terra estar em convecção, elétrons ficam desemparelhados, acarretando no aparecimento de um campo magnético, que não só ajuda a direcionar nossas bússolas, como criam um escudo de defesa contra as partículas supra-citadas. O resultado é uma explosão de luz e cores nas regiões próximas aos polos, como é o caso da Noruega.

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Velas solares impulsionam sondas espaciais

Para os fãs do finado Arthur Clarke, esta notícia é um deja vu. Velas solares estão sendo testadas e avaliadas por agências espaciais de todo o mundo por representarem um meio simples e barato de propulsão para sondas espaciais de longo alcance, ainda que não se saiba até agora se elas realmente funcionarão e qual será sua capacidade de empuxo.

Uma equipe de cientistas finlandeses apresentou um novo projeto de vela solar que, segundo eles, deverá realmente revolucionar as viagens espaciais, liberando as sondas espaciais da necessidade de carregarem grandes quantidades de combustível. As velas solares tradicionais recebem esse nome porque são feitas de materiais finíssimos, lembrando as velas dos barcos. Só que, em vez de serem sopradas pelo vento, elas recebem um impulso tênue mas constante dos fótons da luz solar que as atingem. Continuar lendo “Velas solares impulsionam sondas espaciais”