Cientistas investigam as pistas de antigos assassinatos

O dia amanheceu nublado, escuro. A vítima estava se dirigindo a esmo, no máximo, procurando um lugar para fazer uma refeição ou, simplesmente, vagando, como seria seu direito, segundo pensava. Mas ela estava errada. O assassino frio e sanguinário estava à espreita. Começou a chover, mas a vítima pareceu não se dar conta disso. O que passava pela sua mente, não se sabe, jamais saberemos. Seu algoz estava pronto para atacar. Ele era mais rápido, mais forte, mais voraz. Foi tudo muito rápido; a vítima sequer teve conhecimento do que estava acontecendo, até o golpe final. A morte lhe veio rápido, como se a ira de algum deus caísse como uma tormenta, cujo assassino era um monstro impiedoso.

Hoje, nós conseguimos estudar o que houve. Evidências geológicas nos dão pistas fósseis de coo os queridinhos trilobitas eram maníacos psicopatas. Ou então é a Natureza, mesmo, que os vegans insistem em dizer que é perfeitinha e que os bichinhos são que nem os desenhos da Disney.

O dr. Kevin Shelton é professor de Ciências Geológicas da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade do Missouri. Junto com seus colaboradores, Shelton estuda fósseis que revelam os comportamentos predatórios de trilobitas que ficaram preservados em sedimentos antigos. As evidências demonstram que os queridinhos trilobitas tinham comportamentos sofisticados, adaptando os seus ataques para uma melhor eficácia. Ou seja, era o assassino perfeito de sua época, talvez perdendo pro anomalocaris.

Os fósseis de 500 milhões de anos encontrados nas montanhas Saint François, no sudeste do Missouri, lançam mais luz sore como era a vida antigamente. Ok, comportamento predatório sempre existiu, sempre existirá, e acontece antes dos seres humanos terem surgido e continuará depois dos seres humanos desaparecerem.

Usando varredura tridimensional a laser e análise de fotografias digitais das diversas seções de placas de rochas coletadas no local, os pesquisadores encontraram trilhas deixadas pelos trilobitas e suas presas, que normalmente eram vermes ou algo semelhante. Um exame mais apurado mostrou até a técnica que os cascudões usavam.

Os trilobitas do mal iam na covardia (como se a Natureza fosse boazinha, né?). Atacavam por cima, moviam-se pro lado e usavam suas muitas pernas para imobilizar a presa. A evidência fóssil mostra também que as trilobitas selecionavam preferencialmente presas menores, pois eram mais fáceis de serem contidas, e isso mostra um grau de estratégia maior que você quando tenta abocanhar um sanduichão maior que a boca.

Querem videozinho? Toma, toma videozinho!

A pesquisa foi publicada no periódico Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology. Ela é importante no estudo de como os organismos evoluíram no Período Cambriano. O mundo natural sempre foi um lugar perigoso para se viver, seja você um aborígene da Austrália, um vermezinho nas águas do período Cambriano ou esportista que faz jogging em ciclovia do Rio de Janeiro.

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