As origens dos campos magnéticos das estrelas e galáxias

O que ajudou a Terra ser… a Terra e Marte a não ser a Terra é a questão da existência ou não de uma magnetosfera. O Sol, além de luz e calor, tenta a todo momento mandar todos nós para a vala com suas emissões de alta energia O vento solar é uma emissão de partículas de baixa densidade (normalmente prótons e elétrons), que se propagam pelo sistema solar a aproximadamente 450 km/s. Como a Terra tem um núcleo ferroso em movimento, gera-se um campo magnético em volta do planeta que nos protege, desviando essas emissões e gerando as belíssimas auroras (boreal e austral). Marte não tem esse núcleo em movimento e, por isso, não teve como se proteger e, por isso, (e graças à sua gravidade menor), sua atmosfera deu tchauzinho e foi embora.

Estrelas e até mesmo galáxias também têm campos magnéticos, isso todo mundo sabe. O que não se sabe é como se deu a formação desses campos magnéticos. Mas parece que estamos bem perto de descobrir toda a verdade.

O dr. Amitava Bhattacharjee, além de parecer um ewok, é professor de Ciências Astrofísicas do Departamento de Física de Plasma da Universidade de Princeton. Junto com seu personal estagiário de luxo, Jonathan Squire , O bom doutor Batata Charlie Bhattacharjee estuda a a forma como estrelas e galáxias adquirem seus campos magnéticos, analisando o comportamento coletivo de pequenas perturbações magnéticas. Eles basicamente analisaram os dados de várias perturbações magnéticas ao redor das galáxias e estrelas, conforme mencionado logo acima. Essas perturbações se combinam formando um grande campo magnético. Seria como se você tivesse vários ímãs perto um do outro e usar um gaussímetro, isto é, um medidor de densidade de fluxo magnético, para medir o campo total formado. A questão é entender: “como diabos aqueles ímãs foram parar ali”, e essa é uma das partes mais difíceis.

O dr. Ewok  Bhattacharjee e seu padawan não tinham disponível uma estrela nem uma galáxia disponíveis em seu laboratório. Deve ser a crise internacional ou escândalo do petrolão. Assim, quem não tem cão, caça com um dínamo; dessa forma, foram estudar o que acontece quando um fluido eletricamente carregado (plasma, por exemplo) passa por esses dínamos, amplificando os campos magnéticos. Analisando como a turbulência plasma cria pequenos lotes de campos magnéticos minúsculos, a resposta parecia não fazer sentido, pois era muito improvável que a soma de pequenos campos pudesse gerar campos magnéticos enormes. E, pior, eles não se desfazem rápido. por isso estrelas mantém seus campos, mas como essa bagaça acontece? O que estaria dando estabilidade e segurando esses campos de forma unida e coesa? Alguma força mística e sobrenatural? Sim, até poderia ser, se estivéssemos relatando o que acontece num culto, mas estamos falando de Ciência.

Rodando diversas simulações computacionais (e boa parte delas falhando miseravelmente), os pesquisadores descobriram o que faltava: velocidade! Essa persistência no campo magnético acontece, segundo a pesquisa publicada no periódico Physical Review Letters, quando áreas distintas do fluido estão se movendo com velocidades diferentes, o campo magnético geral que se forma é mais intenso e estável. Por que isso acontece? Bem, essa é a pergunta criada agora, pois ciência vai acumulando conhecimento, mas de presente vem mais perguntas., As atuais tecnologias de simulação não conseguem responder a isso.

Ao menos, não ainda.

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