As origens dos campos magnéticos das estrelas e galáxias

O que ajudou a Terra ser… a Terra e Marte a não ser a Terra é a questão da existência ou não de uma magnetosfera. O Sol, além de luz e calor, tenta a todo momento mandar todos nós para a vala com suas emissões de alta energia O vento solar é uma emissão de partículas de baixa densidade (normalmente prótons e elétrons), que se propagam pelo sistema solar a aproximadamente 450 km/s. Como a Terra tem um núcleo ferroso em movimento, gera-se um campo magnético em volta do planeta que nos protege, desviando essas emissões e gerando as belíssimas auroras (boreal e austral). Marte não tem esse núcleo em movimento e, por isso, não teve como se proteger e, por isso, (e graças à sua gravidade menor), sua atmosfera deu tchauzinho e foi embora.

Estrelas e até mesmo galáxias também têm campos magnéticos, isso todo mundo sabe. O que não se sabe é como se deu a formação desses campos magnéticos. Mas parece que estamos bem perto de descobrir toda a verdade.

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A sincera aurora sueca

Eu gosto de duas coisas: auroras boreais e austrais e vídeos feitos com técnica de time lapse. Enquanto nosso planeta luta contra emanações de alta energia enviadas pelo Sol, doido para fritar a todos nós, o campo magnético da Terra deflete estas partículas, criando o efeito majestoso das auroras. Em 2 de outubro, o Sol estava meio emputecido e mandou ver uma grande explosão de massa coronal. Ela veio mais rápida que meu irmão quando sabe que eu recebi o salário. O resultado? Isso aqui:

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Terra: este imenso acelerador de partículas

Desde que o mundo é mundo (literalmente), ele age sobre tudo à sua volta. Seja pequenos corpos, seja corpos maiores, seja corpúsculos bem pequenos. Quando nossa aventura espacial começou (no momento que o pessoal resolveu olhar pra cima e tentar entender o que via) não se imaginava até onde podemos ir. Ainda hoje não sabemos para onde podemos ir, mas temos boa noção do que está acontecendo ao nosso redor, e isso começou a ser elucidado com as primeiras sondas não tripuladas que foram ao Espaço.

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CERN encontra partículas semelhantes ao Bóson de Higgs

Por que este famigerado bóson é importante? Aliás, o que é um bóson? É de comer? Bósons são partículas que possuem spins inteiros e obedecem à estatística de Bose-Einstein, por exemplo, o fóton, o glúon, o átomo de Hélio-4 e o bóson de Higgs. Isso já ajuda a elucidar muita coisa, certo? Pra mim, não. A questão é que essas partículas ajudam a explicar como o Universo é o que é, e eu não perderei meu tempo gastando bytes desnecessários para explicar cada um deles.

Detectar essas partículas não é algo fácil, ainda mais o tão falado bóson de Higgs, que em tese seria a partícula que explica porque as coisas possuem massa, a qual deforma o espaço-tempo em maior ou menor grau. Ele era uma das partículas mais caçadas pelos cientistas do CERN, que até agora não tinham achado nadica de nada… pelo menos, até agora.

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Condensado nacional

Um estado da matéria que permite ver os efeitos da mecânica quântica, área da física que lida com as interações de partículas subatômicas. Essa é a definição do condensado de Bose-Einstein, que foi recentemente obtido em laboratório por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Com o feito, os cientistas brasileiros se equiparam aos físicos norte-americanos Eric Allin Cornell e Carl Wieman, os primeiros a terem sucesso na empreitada, que lhes rendeu o prêmio Nobel de Física de 2001. O condensado brasileiro foi obtido com o uso de tecnologia quase inteiramente nacional. Continuar lendo “Condensado nacional”