MESSENGER prestes a se espatifar, mas com trabalho bem feito

Ó Mercúrio, filho de Maia Maiestas e Júpiter. Mensageiro dos deuses, protetor do comércio, cujos pés alados carregam as alvíssaras ou as desgraças que assolam nossas vidas, sendo levadas ao deuses, que decidirão nossos destinos. Que segredos se escondem em ti, ó Sublime?

É isso que a missão MESSENGER (Entenderam? Entenderam?) pretende nos trazer. A um custo ridículo de 8,7 milhões de dólares (No Brasil gastar-se-á cerca de entre 5 a 7 bilhões de reais para bancar as campanhas de políticos), a Messenger tem como missão nos trazer mais informações sobre o Planeta-Deus, mas essa missão está chegando ao fim.

Missão MESSENGER da NASA tem trazido muitas informações. Primariamente, ela busca analisar composição química da superfície de Mercúrio, sua geologia, seu campo magnético etc. Ela foi lançada em 2004 e percorreu uma mera distânciazinha de pouco mais de 91 milhões de quilômetros da Terra (pelo menos, pequeno em termos astronômicos).

Como cientistas adoram uma sigla, MESSENGER significa MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry, and Ranging, ou seja, Superfície, Ambiente Espacial, Geoquímica e Órbita de Mercúrio. Fico imaginando um departamento com caras criativos só para idealizarem estes trocadilhos. Parece o setor da Polícia Federal que cria o nome de suas operações (Operação Deus Tá Vendo é o meu favorito).

A Missão MESSENGER é dirigida pelo pessoal do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que como não fica no Brasil, podem dar mais atenção a essas missões do que se preocupar quem vai pagar os faxineiros. Esta missão está chegando ao fim e a MESSENGER está prontinha a meter as fuças no menor dos planetas.

O dr. William McClintock é pesquisador-chefe do Laboratório de Física Espacial e Atmosférica da Universidade do Colorado. Ele que é o camarada que analisa os dados do MASCS, o Mercury Atmospheric and Surface Composition Spectrometer (Espectrômetro de Composição da Atmosfera e Superfície de Mercúrio). Este aparelho utiliza bandas espectrais para analisar a superfície e a atmosfera… de onde, mesmo, crianças?

De Mercúrio, tio!

Isso mesmo! Muito bem!

É o MASCS que d´pa a composição química da exosfera, a tênue faixa de gases que envolve Mercúrio, à guiza de atmosfera. A surpresa foi terem determinado um movimento da atmosfera bem semelhante aos moldes da atmosfera da Terra, sem ter a mesma densidade, claro. É como se Mercúrio tivesse um clima próprio bem variante.

Em suas crateras, o menor dos planetas esconde gelo, mesmo com a tola ideia que ele seria o mais quente dos planetas por estar mais próximo do Sol, sendo que é Vênus, o amoroso planeta de TPM quem garante este título.

A superfície de Mercúrio tem marcas de erupções vulcânicas, devido ao seu passado turbulento, e marcas de meteoros e cometas. Seu núcleo de ferro garante um campo magnético, mas curiosamente existe muito pouco desse metal em sua superfície. Os dados indicam que Mercúrio se formou de forma bem diferente dos outros planetas rochosos, mas ninguém disse que ele tinha que ser igual aos outros.

Os dados agora são suficientes para que as propriedades espectrais nos deem detalhes das aberturas de lavas e crateras recentes, o que nos ajudará a contar a história geológica de Mercúrio.

Mas a missão da MESSENGER está prestes a chegar ao fim. Estando em órbita de Mercúrio desde 2011, seu combustível está acabando. A MESSENGER entrará o seu destino final, conhecendo Mercúrio bem de pertinho, perto do final de abril corrente. A MESSENGER estará caindo com estilo a 3,9 km/s e fará uma linda cratera de 16 metros de largura.

Vocês podem acompanhar o twitter da MESSENGER e o próprio site dela.


Fonte: Universidade do Colorado

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