Descobertas evidências de um grande oceano esquecido de Marte

Você pensa que conhece Marte. O planeta vermelho… sem ar, sem vida. Mas você não sabe nada sobre ele. Você não sabe que em algum momento ele teve atmosfera, nem que um enorme oceano primitivo cobria cerca de um quinto de sua superfície, fazendo dele um ambiente quente, úmido e maneiríssimo para abrigar vida.

Agora, o pessoal da NASA publica um trabalho descrevendo a existência de um antigo oceano no hemisfério norte de Marte, oque mudará muito da sua concepção sobre o Planeta-Deus.

O dr. Geronimo Villanueva não é médico de nenhuma novela mexicana. Ele é cientista planetário, especializado em nosso Sistema Solar. Com sua equipe e o auxílio do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e do Telescópio de Infra-Vermelho do Observatório W.M. Keck, no Havaí, o dr. Villanueva pôde estudar melhor o Planeta-Guerreiro. Com os sensores, os pesquisadores puderam medir a assinatura química da água comum e da água semi-pesada, bem como a relação entre as duas.

Água comum é essa que (deveria) está presente em nossas casas, a famosa H2O. Se você esteve num colégio que preste e prestou atenção no professor, sabe que esta fórmula significa que cada molécula de água possui dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Sabemos que os átomos possuem prótons, nêutrons e elétrons, e que o número de prótons identifica o elemento. Assim, o hidrogênio sempre terá um próton, o oxigênio, apenas 8 prótons e o urânio terá só, e apenas só, 92 prótons. Mas o átomo pode ter diferentes números de massa, pois o número de nêutrons pode variar. Assim, o hidrogênio "comum" não possui nenhum nêutron, e seu número de massa (o número de prótons somado ao número de nêutrons) será igual a 1. Entretanto, o hidrogênio pode ter um número de nêutrons, sem que ele deixe de ser hidrogênio. Ele terá um próton, um nêutron e seu número de massa será igual a 2. Este hidrogênio é chamado "deutério" e terá todas as propriedades químicas do hidrogênio "normal". Há ainda o hidrogênio com 2 nêutrons, e é chamado "trítio", mas não falaremos mais dele aqui, fica apenas como curiosidade.

Como o deutério não é nada diferente do hidrogênio normal (que chamamos "prótio", mas eu prefiro simplesmente "hidrogênio"), ele pode muito bem formar água, e forma. Quando eu tenho um átomo de oxigênio, um átomo de hidrogênio e um átomo de deutério, eu tenho a chamada "água semi-pesada" (HDO). Quando eu tenho dois deutérios e um oxigênio, eu tenho a chamada "água pesada" (D2O), e isso é uma alusão ao "peso" do núcleo atômico, não a sua densidade e muito menos sobre ela ter sais de chumbo. Como observação final, "água pesada" é uma coisa e "água dura" é outra. Esta última tem sais de cálcio e magnésio dissolvidos, e também não será mais mencionada neste artigo.

O que a equipe do dr. Villanueva fez foi identificar e comparar a proporção de HDO de H2O nos vestígios deixados pela água em Marte hoje com os dados obtidos com a análise da água presa em um meteorito de Marte que data de cerca de 4,5 bilhões de anos, quando a própria Terra ainda estava na Infância. os cientistas podem medir as mudanças atmosféricas subsequentes e determinar quanta água escapou para o espaço.

A equipe construiu mapas da atmosfera marciana ao longo de seis anos, analisando especificamente a maneira como diferentes formas de moléculas de água no ar marciano variava de lugar durante as estações. Assim, eles conseguiram traçar os níveis de H2O e HDO várias vezes ao longo desses anos, o que equivale a aproximadamente três anos marcianos, ou seja, quando o Planeta-Guerreiro completou 3 voltas ao redor do Sol, nosso amigo Sol. Ao comparar os dados de hoje com os do meteorito, os cientistas conseguiram voltar no tempo, ao menos, em simulações computacionais. O trabalho foi publicado no periódico Science.

Os mapas tirados com as câmeras captando em infravermelho mostram que a água perto das calotas polares marcianas é enriquecida com deutério. Sim, isso mesmo! Marte tem calotas polares! Só não é viável ainda utilizá-la para uma expedição. De qualquer forma, a análise dessa água mostrou que lá deveria ter o equivalente a seis vezes mais água do que agora, uma quantidade suficiente para criar um oceano global que cobria quase toda a superfície de Marte, com uma profundidade de cerca de, no máximo, 1,6 km. E sim, tem videozinho!

Com tanta gente passando sede aqui, e a NASA se preocupando com água em outros planetas. Eu não bebo Marte!

Esse aí é um comentário bem pé no chão. Todos os quatro por sinal. Não será a NASA que resolverá o problema da sua cisterna. Mas é entendendo outros planetas que podemos prever o que pode acontecer com a Terra, que nem sempre será lindinha e aprazível, nem que nós mesmos não apressemos seus problemas. O que aconteceu com Marte pode acontecer com a Terra. Só não foi pior lá porque não tinha humanos à solta, destruindo tudo. mas, bah, é só um monte de informação inútil. Melhor ir fazer passeata por causa de 30 centavos.


Fonte: Mãe da Criança

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