Este é meu mundo querido, e com ele estou satisfeito

A famosa frase de Yuri Gagarin, dizendo que a Terra é azul (que, na verdade, ele nunca disse. A frase certa é algo como “Através da janela, eu vejo a Terra. O chão é claramente identificável. Eu vejo rios e as dobras do terreno. Tudo é tão claro…”) mostrou como o mundo era maior, mas mais simples, do que o Homem imaginava. Mas a mais icônica foto é aquela que mostra o “nascer da Terra” em plena superfície lunar. Mas, como foi isso?

Era a véspera de Natal de 1968. Há 45 anos, enquanto as pessoas estavam em preparativos da ceia de Natal, lojas brigando pela última oportunidade que as pessoas teriam para comprar o presente de Natal, pois presente dado no dia 26 não tem graça. Durante a missão Apollo 8, com os astronautas Jim Lovell como, Bill Anders e Frank Borman, o módulo estava orbitando a Lua e eram os primeiros seres humanos fazê-lo.

Graças ao seu deslocamento orbital, o módulo conseguiu uma foto nunca antes conseguida antes: a foto da Terra “nascendo”, contra o fundo escuro de um espaço aparentemente sem estrelas.

Mais tarde, entre outubro de 2007 e junho de 2009, a missão Kaguya da JAXA, a agência espacial japonesa, varreu a superfície lunar em busca das origens e da evolução geológica de nosso satélite. O que a Apollo 8 não fez, a Kaguya conseguiu. Ela não apenas fotografou a Terra “nascendo”, ela filmou-a e também ela “se pondo”. Abaixo, um vídeo comparando as duas imagens:

Agora, o pessoal da NASA usou os dados do Lunar Reconnaissance Orbiter, LRO, e cuidadosamente combinaram-nos com as fotografias tiradas pelos astronautas da Apollo 8 , e recriaram os eventos que culminaram naquela magnífica foto, que é e tem que ser considerada como um marco na humanidade. Pode-se dizer que dali resultou nos modernos movimentos ambientalistas, pois até então ninguém tinha noção de como era a Terra e do que isso significava.

Nosso planeta estava lá, bem de frente, visto de uma maneira nunca vista antes, tão soberbo e tão frágil e mesmo assim resistindo a 4,5 bilhões de anos de ação natural, que parece ter feito de tudo para destruí-lo e agora nós, amebas de duas pernas, ficamos insatisfeitos com a lentidão e estamos apressando isso, que em fato não destruirá o mundo e si a nós mesmos, como um parasita que causa doença no seu hospedeiro, acarretando na morte deste e do parasita junto.

E depois falam que a Natureza é sábia.

O vídeo montado é mostrado abaixo, com as devidas explicações, e mostra que apesar de só fazermos besteiras, somos capazes de feitos tão grandiosos para entender o universo, nosso mundo e, quem sabe um dia, a nós mesmos. Este é meu presente para vocês, nesta antevéspera de Natal. Que possamos ver nosso mundo particular tão grandioso do que aquele que nós dividimos com outros bilhões de pessoas de diferentes culturas, credos, opiniões e modos de vida. Somos apenas um único planeta vivo, entre outros bilhões de mundos, orbitando bilhões de estrelas, em bilhões e bilhões de galáxias.


Um comentário em “Este é meu mundo querido, e com ele estou satisfeito

  1. Claramente todos aqueles vídeos são montagens dos estúdios “Val Disnei”, nunca o homem chegou à lua e jamais a terra poderia “nascer” e “se por”, pois ela é o centro do universo, estática.
    Sem sarcasmos agora. Que coisa mais emocionante estas imagens, não sou um adepto da astrofísica mas vejo a magnitude da natureza e a capacidade humana em buscar conhecimentos em lugares cada vez mais distantes.
    Obrigado por compartilhar.

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