Beleza não põe mesa e no Irã não deixa você ser vereador

Eu estava aqui brincando com minha bola de plasma, fingindo que sou mágico e poderoso. Andava meio chateado pois os Camelinhos de Alá não estavam aprontando nada de novo, sempre as tosqueiras de sempre. Então, me deparo com a notícia que no Irã (e fora os talibãs do Afeganistão, nenhum muçulmano tosco consegue ser mais idiota que os do Irã). Lá, uma jovem de 27 anos foi eleita vereadora num daqueles rincões de lá. Só que ela está sendo impedida de assumir a vaga pelo simples motivo de ser bonita.

Jogando o Photoshop fora e saudando a beleza natural, esta é a sua SEXTA INSANA!

Eu não diria que Nina Siahkali Moradi deu azar por nascer mulher. Também nunca diria que ser bonita é uma merda. O azar de Nina (que nunca foi contratada por alguma organização misteriosa) é ter nascido em meio aos idiotas do Irã, cujo ex-presidente, além de não mandar nada, ficava mais preocupado com o polvos videntes.


Vote em mim e ficarei 1001 noites no cargo pensando em você, Habibi!

Moradi se candidatou a vereadora para a cidade de Qazvin e ganhou 10.000 votos, colocando-se na 14ª posição entre 163 candidatos. Mas a inveja, haram que Allah censura, se apodera de corações mesquinhos. Nina só pôde assumir como um "membro suplente do Conselho", na primeira reserva. Quando um dos classificados acima dela foi escolhido como prefeito, a ética diria que Nina Moradi estaria apta para assumir o cargo, mas foi desclassificado e impedido de preencher a vaga, em que um funcionário disse que: "Nós não queremos um modelo de passarela no conselho."

Alcorão Sagrado 40:35

Que refutam os versículos de Allah, sem autoridade concedida. Tal é grave e odioso, ante Allah e ante os crentes. Assim sendo, Allah sigila o coração de todo arrogante, tirano.

Depois, algum cristãozeco chega aqui dizendo "mimimi você num fala mal dos mussulmanos pois eles são terroristas e vão ixplodi sua caza"

Eu não falo mal nem de cristãos ou de muçulmanos. Falo mal de retardados mentais, e estes existem em todas as religiões (e até entre ateus, também).

10 mil pessoas votaram em Nna Moradi. Além de não respeitarem um membro eleito democraticamente (o Irã tenta, às vezes), desrespeitam o próprio povo que a elegeu, mas, claro, estamos falando do Irã, uma teocracia que começou a afundar no fundamentalismo desde o tempo do Khomeini, já que o Xá Reza Parlevi andou fazendo merda, abrindo margem para que a direita religiosa fanática assumisse o poder. Maiores informações no livro Em Nome de Deus, da Karen Armstrong, que discute o surgimento do fundamentalismo no Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. Recomendo fortemente a leitura para que você possa entender a pocilga fundamentalista atual, de cada uma dessas religiões.

Como alegar que ela é bonita é muito pouco, mesmo para os padrões imbecis daquela bosta de teocracia, os opositores alegaram que havia relatos e queixas de comportamento de seus partidários em desacordo com as tradições do Islã conservador. Qual era este comportamento, os vagabundos não falaram. Afinal, falar mal do adversário só por falar vem de muito antes de Maomé sequer sair do saco do pai dele, mesmo porque, o pai dele ainda nem tinha saído do saco do avô e assim por diante. Desde Commentariolum Petitionis que a arte política se baseia em detratar os inimigos políticos. Aliás, isso vem desde antes de Marco Túlio Cícero também.

O novo presidente Hassan Rowhani prometeu dar uma averiguada nisso e soltou o famoso migué, dizendo que ia "formar ministério de assuntos de mulheres para retornar seus direitos pisoteados para eles. "

Mas Rowhani fará pouco. Como eu falei, o Irã é uma teocracia e quem manda mesmo é o Aiatolá. Só resta saber como ele se pronunciará a respeito. Eu, de minha parte, como membro do Ocidente Capitalista Decadente, coloco minha solidariedade com uma música em homenagem a Nina Siahkali Moradi:


Fonte: Independent

9 comentários em “Beleza não põe mesa e no Irã não deixa você ser vereador

  1. Não tendo muito a ver com o texto, mas na primeira vez que eu vi o texto, pensei que a mulher da primeira imagem fosse a Irmã Zuleide.

  2. “Eu não falo mal nem de cristãos ou de muçulmanos. Falo mal de retardados mentais, e estes existem em todas as religiões (e até entre ateus, também).” ;-)

  3. ” Maiores informações no livro Em Nome de Deus, da Karen Armstrong, que discute o surgimento do fundamentalismo no Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. Recomendo fortemente a leitura para que você possa entender a pocilga fundamentalista atual, de cada uma dessas religiões.”

    Quem dera se todos os cristãos fossem fundamentalistas…

    1. Que nem no Bible Belt, onde é proibido ensinar Evolução e Física Moderna? Lugar maravilhoso onde ninguém pode dizer que é ateu e o pessoal lá defende que judeus mataram Jesus e por isso não são considerados gente. É essa gente que vc acha que todos devem ser? Valeu, Saulo, já sei o tipo de pessoa que vc é. Lutero mandou um abraço enquanto mandava queimar sinagogas.

      1. @André,

        “Valeu, Saulo, já sei o tipo de pessoa que vc é.”

        Calma, André. Deixe-me explicar o que significa fundamentalismo na minha visão e o que eu quis dizer sobre isso.
        As pessoas erroneamente associam sempre fundamentalismo com pessoas violentas, cegas, despóticas, ditadoras e cruéis. Infelizmente essa é a realidade em algumas religiões, pois eles se apegam aos seus fundamentos. Mas qual o fundamento da fé cristã? São os ensinamentos de Jesus. Quero me prender aqui somente no Novo Testamento, (apesar não desprezar em hipótese nenhuma o V.T. e sua importância), mas falando sobre ensinamentos, vou usar somente o Novo.
        O fundamento do cristão é a Bíblia, especialmente o Novo Testamento. Para um cristão que crê na Bíblia, especificamente no Novo Testamento – que diferencia o judeu do cristão – prega o amor, a paz, a tolerância, o perdão. Até mesmo o maior inimigo do cristianismo é forçado a reconhecer isto.
        Só o sermão do monte contraria qualquer um que diz que o Cristianismo não ensina os fundamentos supracitados. Apenas alguns poucos versículos:

        “Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).

        “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18.21-22).

        “Então, ajoelhando-se (Estêvão), clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu” (At 7.60).

        “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).

        “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens” (1 Tm 2.1).

        “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Fp 4.5).

        Todos esses textos bíblicos demonstram que Jesus Cristo, o fundamento de todo cristão convicto, detesta a violência e em lugar dela prega o amor – até mesmo o amor aos inimigos – que Ele mesmo viveu. Neste sentido a vida de Jesus Cristo é única no mundo, independentemente de que seja considerado revolucionário, profeta, insano ou Filho de Deus. Em resumo, nenhum “cristão” que propague ou use de violência é fundamentalista. Pois dessa forma ele se opõe completamente aos mandamentos de Deus e ao ensino de Jesus Cristo.

        Norbet Lieth, grande escritor e Conferencista, escreveu na revista Chamada:
        “… Por exemplo, a luta entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte não foi uma guerra civil entre fundamentalistas cristãos, mas apenas um conflito em que a religião serviu como pretexto. O mesmo vale para a Guerra dos Trinta Anos: nem os católicos nem os protestantes podiam basear-se em seu fundamento – o Novo Testamento e os ensinos de Cristo – para justificar-se. As cruzadas medievais e a terrível Inquisição nunca foram obras de cristãos fundamentalistas, mas de fanáticos tomados por um ódio cego, que no fim das contas não passavam de bárbaros sem Deus em túnicas cristãs. Já um cristão fundamentalista deveria ser insuperável em sua verdadeira humildade e em suas atitudes pacíficas. ’’

        Afinal, quem chega à fé em Jesus recebe o Espírito Santo (Ef 1.13), que permanece nele para sempre (Jo 14.16-17) e produz o seguinte fruto:

        “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.22-26).

        Entendeu? Que julga ser um cristão autêntico deve apresentar estas qualidades, ou seja, estes frutos. Como alguém que mata em nome da fé, tortura, persegue pode ser considerado um cristão fundamentalista se eles não seguem os mínimos padrões da fé?

        “De qualquer forma, nesse contexto a designação “cristão fundamentalista” certamente deve ser considerada um grande elogio. Também aqui os frutos falam por si. A fundação da Cruz Vermelha, por exemplo, tem sua origem no pensamento e nos fundamentos da fé cristã. A maioria das instituições sociais e a construção de hospitais igualmente é algo que devemos ao cristianismo.”Acrescenta Lieth.

        Eu sou um Cristão fundamentalista (dentro da concepção do que eu acredito ser fundamentalista), pois acredito que eu sigo os fundamentos da fé Cristã, (pelo menos me esforço pra isso), como o amor incondicional ao próximo, a bondade, a tolerância, o respeito e acima de tudo a Fé em Jesus. Pra mim isso é ser fundamentalista. Aquele que está firme nos fundamentos, que segue a Plenitude dos ensinamentos de Cristo e vive de acordo com Sua Palavra.

        1. O fundamento do cristão é a Bíblia, especialmente o Novo Testamento. Para um cristão que crê na Bíblia, especificamente no Novo Testamento – que diferencia o judeu do cristão – prega o amor, a paz, a tolerância, o perdão. Até mesmo o maior inimigo do cristianismo é forçado a reconhecer isto.

          Jesus disse que não veio abolir leis, como as que mandam espancar até a morte filhos rebeldes, pessoas adúlteras, homossexuais e quem reza pra outro deus.

          Se ser cristão é pregar o amor, a paz, a tolerância, o perdão etc, então Nietzsche estava certo ao dizer que o único cristão que existiu morreu na cruz. Se bem que Jesus flou para odiar os pais…

          Só o sermão do monte contraria qualquer um que diz que o Cristianismo não ensina os fundamentos supracitados. Apenas alguns poucos versículos:

          Eu acho o Sermão da montanha MARAVILHOSO (sem ironia ou sarcasmo). A caca deu quando misturaram o NT com o VT. Daí ficou a coisa mais esquisita do universo. Não por acaso os cristãos primitivos estavam divididos se adicionavam a Tanakh no livrão ou não. Ebionitas, sim. Marcionitas “nem a pau, Juvenal”

          (At 7.60)

          Eu acho muito pouco provável uqe alguém tenha escutado Estâvão falar isso, mas como lição de moral, tá valendo. Afinal, este tipo de livro não é pra ser absurdamente fidedigno do que acontece, se a Bíblia for lido da maneira como deveria, não como pregam. Ela é (deveria ser) inspirdora e não algo pra me surrarem para que eu aceite literalmente.

          a luta entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte não foi uma guerra civil entre fundamentalistas cristãos, mas apenas um conflito em que a religião serviu como pretexto

          Agree. Fundamentalismo cristão é recente. Dos judeus, nem tanto, mas há explicaçpões sobre isso no livro da Karen. Recomendo também dela Uma Breve História do Mito (não é sobre religiões mais modernas) e Bíblia, uma Biografia, que não é bem o que o nome sugere, mas vale a leitura. Como historiadora, ela comenta, mas não toma partido. Ela apenas relata os fatos.

          para justificar-se. As cruzadas medievais e a terrível Inquisição nunca foram obras de cristãos fundamentalistas, mas de fanáticos tomados por um ódio cego

          Concordo. Uma questão mais política, mas religião sempre esteve ligada à política. Se vc tiver o scan integral deste texto, eu gostaria de lê-lo. Eu já li até a tristeza do Josh MacDowell, posso ler algo bem centrado como Lieth pareceu se mostrar neste curto parágrafo.

          Como alguém que mata em nome da fé, tortura, persegue pode ser considerado um cristão fundamentalista se eles não seguem os mínimos padrões da fé?

          Cara, eu VIVO perguntando isso a todos os retardados que vêm aqui me ameaçar com o poder de seu deus benevolente que vai matar toda a minha família de forma horrível (sim, foi assim que escreveram).

          Eu sou um Cristão fundamentalista (dentro da concepção do que eu acredito ser fundamentalista), pois acredito que eu sigo os fundamentos da fé Cristã, (pelo menos me esforço pra isso), como o amor incondicional ao próximo, a bondade, a tolerância, o respeito e acima de tudo a Fé em Jesus.

          Entendi, então. Desculpe o mau jeito.

          1. O sujeito tem cara de pau ao dizer que o Corão manda matar quem não seguir o islamismo, sendo que a Torá faz o mesmo.

            Números 31 e Oséias 13 são prova da “maravilha” de amor que é o VT.

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