Grandes Nomes da Ciência: Steve Jobs

Dançarina? Nah, agora é um corpo de balé inteiro
Uma nítida foto do ALMA

O mundo depois de ontem não é mais o mesmo. Dentre as pessoas mais influentes que apareceram na segunda metade do século XX, Steve Jobs deixou uma marca no mundo e em nossas vidas. Ele foi um dos responsáveis por uma grande revolução que se deu a partir da década de 1970. Ele não usou armas de fogo nem conquistou pessoas ou nações… pelo menos, não da forma que costumamos estudar nos livros de História. A revolução foi no indelével mundo digital.

Pode parecer estranho colocar o nome de Steve Jobs entre grandes nomes da ciência, mesmo sem ele ter sido cientista. A bem da verdade, ele sequer passou do primeiro semestre da universidade. Ele trancou matrícula na Reed College e jamais voltou lá… ao menos, como aluno. Isso não o impediu que ter feito a diferença no mundo.

Antes, o mundo dos computadores estava restrito a laboratórios militares, universidades e centros de pesquisa. Pessoas como Mitch Kapor, John Draper, Bill Gates, Steve Wozniac e o próprio Steve Jobs (a lista não está em grau de importância. Escrevi conforme ia me lembrando, já sabendo que deixei vários de fora. Sorry) deram às pessoas comuns a satisfação de poder ver o mundo da Informática Moderna.

Steve Jobs não inventou o computador. Chineses já possuíam computadores mecânicos há mais de 2000 anos. Jobs não inventou o microprocessador, não inventou a leitora de cartões, não inventou o computador pessoal nem nada do tipo. Ele inventou um modo de vida. Ele trouxe até nós uma visão que só ele tinha e todos olharam e pensaram: "com não pensei nisso antes?". Se hoje podemos ver periódicos científicos escritos em Kuala Lampur ou um cientista manda um correio eletrônico com suas recentes descobertas no interior das selvas de Bornéu, é graças a homens como Steve Jobs, que roubou os computadores dos deuses e entregou a nós, mortais.

Jobs, como todo ser humano, tinha defeitos. Era irascível, arrogante, prepotente, tratava mal aos empregados e brigou até mesmo com seu melhor amigo: o genial Steve Wozniac. Isso, entretanto, não desmerece todos os seus feitos. Em suas palestras, ele dizia que o mais importante de tudo era perseguir os sonhos. Que para ligar pontos hoje é preciso olhar para o passado.

Quando o Altair surgiu, era apenas um punhado de circuitos que faziam luzes piscarem. Desculpem-me os puristas, mas aquele treco serviam muito para alguma coisa, mas nenhuma pessoa comum saberia o que era. Ao criar o Apple I e, melhor ainda, o Apple II, Jobs mostrou que computadores podem ter alma. Ele mostrou que um tocador de música não é apenas um tocador de música, que ele pode ser muito mais se ele for tratado como um amigo que está sempre com você. A visão de Jobs é bem semelhante a outro gênio neurastênico: Isaac Newton. É a ele que Jobs homenageou ao criar a logo da Apple (ao lado. Clique para ampliar e leia o que está escrito lá), bem como o PDA criado pela Apple.

Entre telefones, computadores, tablets e serviços, o mundo não é o mesmo depois que tio Steve resolveu escrever seu lugar na História. Lamentável é saber que não há muitos visionários como ele no mundo, mas gênios só são gênios, pois se destacam na humanidade. O câncer pode ter acabado com seu corpo, mas ideias não morrem facilmente. Não acho que a Apple irá à falência ou perderá a sua inovação, mas a empresa e o mundo sentirão a falta dele, pois homens assim não nascem a qualquer minuto.

One last think: Muitos sites reproduziram a foto de Steve Jobs apresentado no site da Apple (com um justo nome para ela, diga-se de passagem). Eu prefiro a imagem de abertura deste artigo. Jobs, o homem que transformou uma máquina sem vida num companheiro, amigo e parceiro de trabalho.

Command-Option-Esc, Steve

Dançarina? Nah, agora é um corpo de balé inteiro
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Sobre André Carvalho

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