Cientista italiano reproduz o Sudário de Turim com tecnologia medieval

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Um cientista italiano entrou pro rol dos amaldiçoados ao afirmar ter reproduzido o Sudário de Turim, provando que aquele pano reverenciado por muitos cristãos não passa de uma fraude.; como coisa que ainda restava alguma dúvida. De qualquer forma, quem quer acreditar que o pano de chão italiano, alegadamente ser a mortalha que envolveu o corpo de um certo carpinteiro, vai continuar acreditando. Fé é assim mesmo.

O mais interessante é que o professor de química orgânica na Universidade de Pavia, Luigi Garlaschelli, não usou técnicas refinadas para reproduzir a obra, mas sim técnicas que já existiam na Idade Média.

Se você se preocupava mais com jogos de futebol do que cultura geral, aconselho a leitura sobre a Farsa do Sudário de Turim, assim como a notícia que especula que Leonardo Da Vinci poderia ter sido seu criador.

Antes que algum idiota venha aqui encher o saco pedindo por provas que foi (ou não) Leonardo quem criou o pano de chão santo, favor lerem os artigos. Aliás, leiam O PRESENTE ARTIGO antes de comentarem. Não tenho muita paciência com analfabetos funcionais.

Voltando ao assunto, Luigi Garlaschelli, uma espécie de Sherlock Holmes que investiga bizarrices pseudocientíficas, reproduziu a imagem em tamanho idêntico ao do sudário original, utilizando materiais e técnicas que estavam disponíveis na Idade Média. Algumas pessoas podem até achar que não havia nenhum tipo de desenvolvimento na chamada Idade das Trevas, e de certa forma têm razão. Mas algumas pessoas pesquisavam em silêncio, estudavam escondido, faziam seus experimentos, mesmo quando a sombra da Inquisição batia à porta. Os árabes não estavam nem aí pras Ovelhinhas do Senhor e praticavam Ciência, de maneira ordenada, séria, embasando suas pesquisas com experimentos. Durante o domínio mouro em boa parte da Europa, eles levaram seus conhecimentos, ajudando o amanhecer de uma nova Era, que receberia o nome de Renascimento. A imagem que abre o artigo mostra detalhe do Sudário de Turim (à esquerda) e o “sudário” feito por Garlaschelli (direita, claro). Clique para ampliar.

Garlaschelli e seus colaboradores colocaram um lençol de linho sobre um voluntário e, em seguida, esfregaram este lençol com um pigmento contendo traços de ácido. Uma máscara foi usada para o rosto. Garlaschelli pegou um dos seus estagiários para cristo, e “pintaram” o lençol por cima da cara do modelo, de modo a se obter um marca do alto-relevo, coisa que podemos fazer tranquilamente com uma folha de papel, giz de cera (ou lápis) sobre uma escultura ou entalhe. Obviamente, o resultado acarretará num “negativo” do objeto, solucionando mais um capítulo do suposto mistério do sudário.

“Nós mostramos que é possível reproduzir algo que tem as mesmas características que o Sudário”, disse Garlaschelli, que apresentará o resultado numa conferência spbre atividades paranorm,ais, mas que eu chamo de “para anormais”.

O sudário tem uma longa história de testes e pesquisas. A própria Igreja Católica não o classificou como milagre (e, pelo visto, nem vai). Testes de datação por carbono 14 caíram como uma bomba, ao demonstrar que o artefato data de cerca de 1260 e 1390. Os céticos disseram que não passava de uma farsa, já que o comércio de relíquias sempre foi rentosa, e, particularmente, o sudário ajudou um mosteiro que estava àm beira da ruína.

O pigmento empregado sobre o sudário, durante o processo, foi “envelhecido” artificialmente pelo aquecimento do tecido, em um forno e lavá-lo, de modo que a coloração desbotasse. Garlaschelli e seus colegas adicionaram, então, manchas de sangue, queimaram buracos, chamuscaram algumas partes do tecido e fizeram manchas de água para alcançar o efeito final, fornecendo uma imagem bem semelhante à do sudário original. Vejam abaixo (à esquerda, o Sudário de Turim e à direita, o sudário feito por Garlaschelli).

Nosso amiguinho italiano, que se tivesse um boné vermelho seria a cara do Mário (aguardando alguém perguntar) espera que as pessoas a contestar suas conclusões. Pelo que eu conheço da idiossincrasia religiosa, apareceram muitos xingando, ameaçando com o Inferno, estrebuchando e rolando no chão, pedindo a Jesus para que ele tenha hemorróidas de ouro. No tocante às refutações com embasamento científico, acho melhor ele esperar sentado pra não se cansar.

Garlaschelli recebeu financiamento para o seu trabalho por uma associação italiana dos ateus e agnósticos, mas disse que não teve efeito sobre seus resultados.

“O dinheiro não tem cheiro”, disse ele. “Isso foi feito cientificamente. Se a Igreja quiser me custear no futuro, aqui estou eu.”


Fonte: Reuters

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Sobre André Carvalho

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