Segundo Papa, eutanásia é falsa solução para sofrimento

O Imperador Palpatine Ratzinger abriu mais uma vez seu repertório de bobagens do domingão, começando um novo mês, com velhas sandices. Ontem (01/02), o Comandante-em-Chefe das forças do Mal – durante sua tradicional reza do Angelus dominical, afirmou que a eutanásia é uma “falsa solução ao sofrimento, imprópria do ser humano”, e que “a verdadeira resposta perante a dor deve ser o amor”.

Particularmente, acho estranho este tipo de amor, onde a pessoa demonstra seu bem-querer, deixando que outra sofra em condições deploráveis. Me escapa a noção de sentimento puro e terno, enquanto seu ente querido está todo entubado, ferrado, dolorido e se estiver num hospital público… Bem, ele não sobreviverá muito tempo e a euitanásia será desnecessária, de qualquer forma. Mas, segundo Chico Bento XVI, isso é o amor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim…

Bentinho pronunciou um discurso em apoio à mensagem dos bispos italianos pelo Jornada para a Vida, que será realizada a partir de hoje (02/02) e que na Itália desperta especial interesse pelo caso de Eluana Englaro, em coma vegetativo desde 1992 e para quem a Suprema Corte autorizou a eutanásia. Notem que o Suco Sumo Pontífice não fez o discurso em apoio a uma família sofrida, que pena em ver uma pessoa querida em coma vegetativo há maios de 15 (!!) anos. Nas palavras do tosco Chico Bento XVI

“Na suas palavras (dos bispos), se mostra o amor dos pastores pelo povo e a coragem de anunciar a verdade, a coragem de dizer com clareza, por exemplo, que a eutanásia é uma falsa solução ao drama do sofrimento, uma solução indigna do homem.”

“A verdadeira resposta não pode ser, de fato, dar a morte, embora seja cômoda, mas testemunhar o amor que ajuda a enfrentar a dor e a agonia de um modo humano. Tenhamos certeza: nenhuma lágrima, nem de quem sofre, nem de quem lhes está próximo, se perde perante Deus.”

O nome disso, senhor Papão, não é amor. É EGOÍSMO!

Analisem que isso é um rito de posse. Os familiares que querem ter aquela pessoa, seja do jeito que for, não importa como ela está (normalmente, não sente nada, só está viva por aparelhos, mesmo). Um egoísmo macabro de se deleitar de ver um corpo moribundo, cujo lugar mais merecido é nas lembranças boas que guardaram dela e não numa visão de Circo de Horrores.

O pior de tudo é ser obrigado a ler a mais profunda hipocrisia sacerdotal, quando o glorioso Nazi-Pontífice diz: “Jesus sofreu e morreu na cruz por amor. Deste modo, bem interpretado, deu sentido a nosso sofrimento, um sentido que muitos homens e mulheres de todas as épocas entenderam e tornaram próprio.”

Qual é o significado de um sofrimento? Uma lição? De quê? De um deus sádico e cruel que acha que fazendo muitos sofrerem farão outros melhorarem? Ele tá fazendo isso há séculos e não resolveu NADA!! É um deus esdrúxulo, ridículo e totalmente inútil. Se ele quis ensinar algo, o que foi? Que desejarmos o sofrimento dos outros é um ato de redenção?

Se o Papudo acha que a entrega e devoção do Jóquei de Jegue, entregando-se pra ser pregado num pedaço de pau, depois de ter entrado na porrada é um ato de amor, por que ele não segue os passos do deus dele e se entrega para ser martirizado e sofrer uma das piores torturas que o ser humano inventou, que é a crucificação? ele poderia ser pregado numa cruz no meio da Praça de São Pedro, mas com apenas uma das mãos livres onde ele acenaria para todos. E todo mundo ficaria regozijado, pois ali estaria uma prova viva que ele realmente ama todo mundo. Que tal?

HIPÓCRITAS!!

O tema que os ridículos bispos italianos elegeram como a perfeita mensagem para a Jornada para a Vida é “a força da vida no sofrimento”. Isso chega a ser pavoroso.

Particularmente, não tenho opinião formada com relação à eutanasia. Não acho que deva ser aplicada em todo e qualquer caso. Mas, depois de 17 anos em estado de coma, esperar que Eluana acorde como e nada tivesse acontecido, não é nem mais questão de fé e sim loucura completa! Ela pode acordar? Duvido, mas vamos dar este pequeníssimo crédito. Acham que ela estará em suas plenas faculdades físicas? Só um alienado acredita que sim.

E você, o que acha? É a favor ou contra euanásia?

59 comentários em “Segundo Papa, eutanásia é falsa solução para sofrimento

  1. Engraçado… o papa polaco morreu de eutanásia e o Nazinger nada falou!!!

    a mesma igreja q fala de vida quando aborda a eutanásia é a mesma que foi conivente com o Massacre de Ruanda.

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    1. Apesar, de ser kardecista, sou a favor da eutanásia.

      Muito se diz,entre os que acreditam em espírito, que, o doente, precisa sofer até o último segundo de sua vida, pois esse sofrimento, traria, valor, á seu desenvolvimento espiritual.

      Eu não concordo. Formei minha opinião, no fato, de que, mesmo sendo kardecista, tenho toda liberdade de forjar minha opinião, em cima de minha razão, e mesmo que essa minha opinião seja contrária da da maioria, ela será respeitada, desde que eu não cause prejuíso á nenhuma pessoa.

      Acredito, que, o sofrimento, não é a única forma de melhoria espiritual, o trabalho, a amisade, as relações que travamos com o mundo, de forma feliz, e saudável, também esmerilham nosso caráter de forma positiva, quem acha que só o sofrimento salva, está perigosamente enganado, e deveras, deve ter uma visão mais doentia do mundo.

      Acredito, que, quando o sofrimento torna-se intolerável, e a pessoa sente necessidade de praticar a eutanásia, não o faz, por covardia, vergonha, o faz, por que seu próprio inconsciente, lhe diz, que daquela situação, mais nada de bom, pode surgir, esgotaram-se todas as formas de aprendisado, se é que estas existem, pois cada um reage de forma diferente, ao sofrimento, uns enfrentam com dignidade até o fim, uotros se revoltam, enlouquecem, mergulham em desespero.

      Então, quando a pessoa sente a necessidade de terminar aquele ciclo, é por que ela sabe, que, dele, nada mais virá de bom, só sofrimento, que deturpará, seus sentidos, sua mente, e quem sabe até sua percepção espiritual, se é que existe mesmo um espírito e um ensinamento.

      Por isso, acho que a eutanásia, não pode ser incentivada, pois senão teríamos muita gente simplesmente covarde, usando a eutanásia, como desculpa, pra fuga, mas ela deve ser respeitada, pois sendo decisão individual, pelo menos, para mim, significa que a pessoa deseja a liberdade, de encerrar aquele ciclo, inútil.

      Acho muito egoismo, colocar dogmas e superstições na frente dessa decisão, pois seria ilógico desejar o melhor á uma pessoa, impedindo ela de cessar seu sofrimento.

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        1. @Joe, to cagando um monte, pra opinião de meus “irmãos, porém acredito que haveria aí, um conflito, entre a grande maioria, que ainda enxerga a eutanásia, como abreviação de vida (suicídio), e a pequena minoria, que pensa como eu.

          Felizmente não me sinto errada, por pensar desta forma, exerço, minha liberdade de questinamento, e de observação, sob a ótica de minha razão, e tento respeitar os que fazem essa observação sob a ótica deles, de maneira contrária à minha, embora tenha que confessar que posso compreender, porém não aceitar algumas razões contrárias.

          em todo caso, meus familiares, estão instruídos, sobre minha vontade, e espero, que sigam ela, ou voltarei, em forma de espírito obssessor, para lhes puxar os pés a noite (putz agora que n ão desligarão MESMO os aparelhos e o medo de serem assombrados?) :mrgreen:

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          1. @mirtes,

            Não existe excomunhão dentro do kardecismo ??

            Bom, muitos inimigos da eutanásia e aborto se utilizam da falácia
            “reductio ad Hitlerum”

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          2. @Joe, não existe excomungão, nem batismo, nem eucaristia, nem crisma, nem estrema unção, nem nada disto., no karcecismo (mas temos as psicografias, para delírio dos céticos, e ateus, AMO MUITO) :mrgreen:

            eu não seria, nem sou expulsa do meio, nem castigada, ou forçada a pagar penitências, fazer confissões, nem nada disto, apenas existe que quem considera a eutanásia, um erro, discorda de quem a considera uma forma de término de ciclo, pessoal, como eu. (lógico, dããããã)

            no máximo, os menos tolerantes, vão fazer péssimos julgamentos de minha pessoa, já os mais tolerantes, vão entender que minha opinião, é livre, pessoal, individual, e sem nenhuma pretenção de ser verdade absoluta, e me deixar em paz comigo mesma.

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          3. @mirtes,

            você gosta de psicografia?? Imagina isto sendo usado num tribunal. Você
            tolera isso?

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          4. @Joe, por acaso, está instaurando uma inquisição em cima de mim? Espero que não.

            bom, eu já comentei, sobre psicografias em outro tópico, então, vou dar uma procurara nele, e repetir aqui as palavras, certo?

            Depois eu volto.

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          5. CHEGA!!!

            O desvio do assunto do artigo termina aqui. Quem insistir será banido de comentar aqui, pombas!
            .
            Joe/Steven/Stefano, o senhor sabe muito bem qual é a Política de Comentários.
            .
            Assim vaticinou o Sábio Senhor do ceticismo.net

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          6. @Joe, só pra constar, não achei o referido tópico, então sugiro, que você tente, talvez seja mais feliz, porém, posso garantir, que por uma série de fatores práticos, SOU CONTRA. Pra saber os fatores, ache meu comentério.

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  2. Stefano, se vc postar mais uma vez sobre o mesmo assunto (papas, nazistas, etc), nos o bloqueamos. Comentar pode, mas desde que mude de foco. Varie mais, desenvolva seus argumentos, aprenda a comentar, refute, etc

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  3. Sou a favor sim da eutanásia.

    Mas sou a favor também que pessoas em estado vegetativo pudessem ser cobaias pra experiências de cura com, por exemplo, células-tronco, já que nada podem sentir no momento, caso seja um método aprovado pelos cientistas (e sem a intervenção de gente intere$$ada na vivissecção animal). Isso pouparia a vida de muitos animais que hoje são obrigados a sofrer horrores como mostro aqui e aqui. Muito melhor e mais ético é pesquisar o efeito da célula-tronco em pessoas que já não podem sentir dor e morrerão se forem desligadas dos aparelhos do que infligir sofrimentos extremos em animais que não podem se defender.

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      1. @Joe, a má índole já existe na própria vivissecção animal. Tamanha insensibilidade com o sofrimento de um animal não viria de pessoas realmente boas. O crime contra animais não demora pra ser refletido em crime contra humanos.

        Continuaria valendo a ética científica, só que aprimorada pelo advento da compaixão animal — e, por tabela, humana também.

        Complementando minha sugestão sobre experiências com doentes vegetativos, elas seriam realizadas só com autorização da família.

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  4. Por que será que não estou surpreso?
    Temos que dar o crédito, a ICAR está se esforçando para criar a maior ratoeira mental que possa existir.
    Eles apontam a arma do sofrimento para sua cabeça, em vida e, ao menor descuido seu, apontam a arma do sofrimento após a vida :shock:
    Ser católico é viver com medo a vida toda. :roll:
    Sadismo puro.

    Em tempo, também não tenho uma firme posição sobre a eutanásia, mas, de uma forma genérica eu apóio a idéia, pois cada pessoa tem direito de escolher como viver e morrer, embora não seja possível a escolha, muitas vezes.

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  5. Sou contra.

    Reconheço que os argumentos favoráveis à eutanasia são fortes e invocam, na sua maioria, um humanismo e um altruísmo para com o doente.
    Porém da mesma forma que sou contra pena de morte, sou contra a eutanásia.

    1)Há uma linha moral muito tênue que separa o altruísmo da eugênia na eutanásia, como na pena de morte entre a justiça e barbárie.
    Na minha opinião, o homem não é capaz de discernir sobre isso.

    2)A medicina avança cada vez mais e um caso intratável hoje pode não ser daqui um tempo, portanto quem pode afirmar que um caso é irreversível?

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    1. 1)Há uma linha moral muito tênue que separa o altruísmo da eugênia na eutanásia, como na pena de morte entre a justiça e barbárie.

      Eugenia? Pode se explicar melhor?

      Na minha opinião, o homem não é capaz de discernir sobre isso.

      E quem é, então?

      2)A medicina avança cada vez mais e um caso intratável hoje pode não ser daqui um tempo, portanto quem pode afirmar que um caso é irreversível?

      Então, vamos manter uma pessoa por décadas em coma?

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    2. @roberto,
      “Sou contra. ”
      Tudo bem, sua opinião.

      “Reconheço que os argumentos favoráveis à eutanasia são fortes e invocam, na sua maioria, um humanismo e um altruísmo para com o doente.”
      Sim, isso mesmo, concordo com você.

      “Porém da mesma forma que sou contra pena de morte, sou contra a eutanásia. ”
      Desculpe, mas as duas coisas não são similares, uma pretende punir e outra ser humanitária.

      “1)Há uma linha moral muito tênue que separa o altruísmo da eugênia na eutanásia, como na pena de morte entre a justiça e barbárie.”
      Sinto muito, mas eutanásia não é eugenia, quanto à pena de morte, mais uma vez, não são a mesma coisa e não tem a mesma finalidade.

      “Na minha opinião, o homem não é capaz de discernir sobre isso. ”
      Discordo, nós homens (e mulheres, hehe) somos capazes de decidir sobre nossas próprias vidas, a coisa complica (na minha opinião) quando temos que decidir pela vida dos outros.

      “2)A medicina avança cada vez mais e um caso intratável hoje pode não ser daqui um tempo, portanto quem pode afirmar que um caso é irreversível?”
      Esse é um ponto interessante, mas não há como saber o que será ou não reversível/passível de cura, as pessoas tem que tomar decisões com os dados existentes.

      Continuo com a opinião que sobre a vida do próprio indivíduo ele tem total direito de opinar, sobre a de terceiros ainda estou aberto a debate.

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    3. @roberto, Qual a vantagem de se manter um corpo em estado vegetativo, sabendo-se que nele não existe mais vida autônoma?

      Seria, transformar esse indivíduo, no que eu chamo de “coração de galinha fora da galinha”.

      Sabemos, que existe o tempo de vida do indivíduo e o tempo de vida celular, ou seja, mesmo depois da morte do indivíduo (atravéz da confirmação da morte cereral), as células demoram, para morrer, senão teríamos a decomposição quase que imediata do corpo pós morte, e por isso também, que cabelos e unhas tendem a continuarem crescendo por um tempo, após a morte, visto que as células deles tem um tempo de vida maior do que as outras, mesmo privados de oxigênio e de nutrientes.

      é essa vida celular, que também ajuda, na regeneração de nossos tecidos, e no trnsplante de orgãos e que também resulta na experiência supra citada, do coração de galiha, que nada mais é, do que manter um coração ainda vivo, porém fora do corpo mediante fornecer alimentação e oxigênio.

      Acredito, que no caso, de alguém ligado à aparelhos, estamos nada mais, nada menos, do que mantendo células mais resistentes, do que as do cérebro, vivas, de forma artificial, mediante fornecimento de alimentação e eoxigênio.

      Da mesma forma que suprimindo o fornecimento do coração provocará a mnorte dele, pois ele não tem autonomia, consciência, vida completa, para procurar por sí só sua sobrevivênvia, isso ocorre com o corpo, entubado, cuja alma, se é que ela existe, já se foi faz tempo, cujo cérebro, já não funciona mais, apenas existe, sem exerce função e cujo resto do corpo permanece funcionando, pela vida celular, somente.

      leia o artigo publicado aqui:

      http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/1087

      e entenderá sobre, como se conserva um órgão tecnicamente morto, pois está fora do corpo, ainda vivo

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      1. @mirtes, obrigado pela indicação do artigo, já o li e achei bem interessante.

        Quanto a seus cometários, confesso que não havia considerado e até desconhecia, em parte, esse conceito de morte cerebral e morte celular.

        Já fiz uma pequena pesquisa e descobri que existe uma escala para medir o grau do coma chamada: “escala de coma de glasgow”, que pode ser bem conveniente para um diagnóstico bem preciso.

        Acho que farei mais algumas pesquisas e refletirei mais a respeito.

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  6. Sou contra, na verdade, obrigar uma pessoa a viver desta forma eh no mínimo cruel, mas o que esperar da igreja Católica? que ela defenda o ser humano ou a religião?

    A dignidade do ser humano deve ser mais valorizada doq seus restos celulares.

    soh isso.

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  7. André e Fábio k

    Espero que não se incomodem de resposta vir em conjunto e não em individualmente, pois ambos questionaram em maior ou menor grau as mesmas considerações que fiz no comentário.

    Antes de qualquer coisa gostaria de refazer uma parte do meu comentário já concordando com o Fábio k, pois também acho direito que cada um opine a respeito da própria vida.
    Se uma pessoa sofre dores selvagens ou está com o tempo de vida já no final, deve ser escutada, ou mesmo estando inconsciente e tendo previamente expressado tal desejo a pessoas íntimas.

    Quanto à analogia à eugenia, desde o começo das civilizações, ambas estão ligadas.
    Era comum nas sociedades antigas a eutanásia com função eugênica para com anciões aleijados e deficientes físicos. Da forma que hoje em dia, pelo menos para mim é a mesma coisa, estariam sendo eliminados os mais fracos, os doentes.

    Quanto ao Homem ser ou não capaz de discernir sobre tais assuntos é uma convicção filosófica. Respeito, mas não compartilho da mesma fé de vocês no bicho homem. Acho que se caso a eutanásia fosse permitida por lei, logo nasceria a industria da morte que, ou por conveniências econômica ou política veríamos muitos casos de eutanásias errôneas.

    Para finalizar, manter pessoas vivas em coma por dias, meses, anos, décadas para mim seria moralmente aceito.

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    1. Quanto à analogia à eugenia, desde o começo das civilizações, ambas estão ligadas.
      .
      Não de acordo com a questão que apresentei.

      Era comum nas sociedades antigas a eutanásia com função eugênica para com anciões aleijados e deficientes físicos. Da forma que hoje em dia, pelo menos para mim é a mesma coisa, estariam sendo eliminados os mais fracos, os doentes.

      Não estamos falando de gripe ou pneumonia e sim de uma pessoa que nunca mais irá andar, falar, comer, beber etc. Será para sempre mantida viva graças a aparelhos, nem alimentando por si só.

      (…) não compartilho da mesma fé de vocês no bicho homem. Acho que se caso a eutanásia fosse permitida por lei, logo nasceria a industria da morte que, ou por conveniências econômica ou política veríamos muitos casos de eutanásias errôneas.

      Se assim for, temos que acabar com as prisões, pois muitos inocentes são mantidos encarcerados. Não é melhor pensar em diagnósticos precisos?

      Para finalizar, manter pessoas vivas em coma por dias, meses, anos, décadas para mim seria moralmente aceito.

      A[í que está o problema. Esta-se vendo pelo ângulo dos familiartes. Pense naquele que nunca mais será um ser humano auto-suficiente, lúcido e comunicativo.

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      1. @André,

        1)Tem razão, seu texto de forma alguma sugere essa questão. Eu o usei para dar minha opnião sobre eutanásia como você pediu no final.

        Os 2 e 3 pontos que você levanta, peço para que veja minha resposta para Mirtes, por favor.

        4) Talvez você tenha razão quanto ao eu estar “vendo pelo angulo dos familiares”, pois um amigo pessoal passou por um dilema desses, e isso pode ter influenciado minha opnião.

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    2. @roberto,
      Acho que vou me aproveitar da resposta do André :wink:
      Apenas um comentário:
      “Quanto à analogia à eugenia, desde o começo das civilizações, ambas estão ligadas.
      Era comum nas sociedades antigas a eutanásia com função eugênica para com anciões aleijados e deficientes físicos. Da forma que hoje em dia, pelo menos para mim é a mesma coisa, estariam sendo eliminados os mais fracos, os doentes.”

      Hummm… no início do século passado houve o movimento eugênico, que foi muito forte na América e Europa, teve até um austríaco que ficou famoso por umas coisas dessas, o Adolf. Por mais absurdo que hoje nos pareçam as idéias desse cara, naquela época era uma coisa mais banal, o sentimento da época mudou e hoje não é mais moralmente aceito se utlizar da morte para fins de “melhoria” da raça.
      Você fala das sociedades antigas (e, talvez, nem tão antigas, como já citado) e diz que hoje é o mesmo, não posso concordar com isso, atualmente eugenia e eutanásia são duas coisas distintas.
      Poderia até aceitar seu argumento que eutanásia seja uma ferramenta da eugenia (apenas uma das), mas não que sejam a mesma coisa.

      Do Houaiss:
      Eugenia: Acepções
      ? substantivo feminino
      Rubrica: medicina.
      teoria que busca produzir uma seleção nas coletividades humanas, baseada em leis genéticas
      Etimologia
      lat.cien. eugenia ‘aperfeiçoamento da espécie via seleção genética e controle da reprodução’; ver eu- e -genia
      Parônimos
      eugênia(s.f.) e Eugênia(antr.f.)

      Eutanásia:
      ? substantivo feminino
      1 Rubrica: medicina.
      ato de proporcionar morte sem sofrimento a um doente atingido por afecção incurável que produz dores intoleráveis
      Obs.: p. opos. a cacotanásia
      2 Rubrica: termo jurídico.
      direito de matar ou morrer por tal razão
      Etimologia
      gr. euthanasía ‘morte sem sofrimento’, pelo lat. euthanasìa ‘id.’; ver eu- e tanat(o)-; f.hist. 1836 euthanasia
      Sinônimos
      ver sinonímia de morte

      Antônimos
      ver antonímia de morte

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      1. @FabioK, Obrigado pelas inforamações gramaticais, porém não afirmei que eram a mesma coisa. No primeiro texto falo que existe um “linha entre”, logo, não são a mesma coisa.
        No segundo digo que existe uma analogia, ou seja, uma “ligação entre”.

        O evento que você citou não ilustra a minha ideia, pois foi assassinato em massa.

        Vou dar um exemplo para ilustrar a ligação que sugeri: Uma tribo nômade que tem um ancião e um inválido que não podem mais acompanhar ou caçar entre eles, logo eles serão “aliviados” desse sofrimento.

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        1. @roberto,
          Dentro do contexto que você cita, uma tribo nômade, esse “alívio” do sofrimento tem sentido, uma vez que os recursos consumidos por indivíduos assim é desproporcional ao que eles podem fornecer, podendo inclusive por em risco todo o grupo; não sei se existe algum povo que faça isso, mas não é aplicácel à nossa sociedade e nossos valores éticos.

          Mais uma vez (creio que estamos discutindo a eutanásia em terceiros, uma vez que parecer que concordamos no caso do próprio indivíduo decidir), eu não tenho uma opinião sobre a eutanásia em terceiros, o meu comentário anterior foi motivado pelo trecho:

          “Quanto à analogia à eugenia, desde o começo das civilizações, ambas estão ligadas.
          Era comum nas sociedades antigas a eutanásia com função eugênica para com anciões aleijados e deficientes físicos. Da forma que HOJE EM DIA, pelo menos PARA MIM É A MESMA COISA, estariam sendo eliminados os mais fracos, os doentes.” (grifo meu)

          Peço desculpas pela falta de clareza de meu post anterior, o meu objetivo era ressaltar que a conclusão a que você chega (hoje em dia eutanásia e eugenia serem a mesma coisa, na prática; semântica à parte) não era correta, (não se tratava de uma defesa irrestrita da eutanásia) pois a eutanásia, em nossa sociedade não tem a função de eliminar fracos e dontes para melhorar o pool genético ou aumentar as chances de sobrevivência do grupo, mas abreviar o sofrimento.

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    3. @roberto,

      Era comum nas sociedades antigas a eutanásia com função eugênica para com anciões aleijados e deficientes físicos. Da forma que hoje em dia, pelo menos para mim é a mesma coisa, estariam sendo eliminados os mais fracos, os doentes.

      A diferença é que a eutanásia é uma vontade da pessoa que vai morrer, não determinada por outrem.

      Acho que se caso a eutanásia fosse permitida por lei, logo nasceria a industria da morte que, ou por conveniências econômica ou política veríamos muitos casos de eutanásias errôneas.

      Engraçado, nos países em que a eutanásia é permitida, não acontece isso.

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      1. @Fabiane Lima,

        Há um enquivoco no seu conceito. A eutanásia pode ser solicitada por parentes ou por médicos, pois se partir de uma vontade do doente, acho válido como disse no comentário.

        Quanto sua segunda observação, não tenho fatos de fontes confiáveis para argumentar.

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  8. Concordo plenamente.
    Como já foi citado, familiares têm um apego na qual preferem ver o ser amado preso a uma cama e aparelhos, numa esperança de que um dia tudo voltará ao normal…
    Qual de nós em plena consciência aceitaria ficar décadas em coma ?
    Prefiro o fim deste sofrimento do que o prolongar uma falsa esperança…

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  9. Ainda que seja seguidor do Islam (não sou fundamentalista, por favor não me malhem), creio que a eutanásia é uma questão por demais complexa.

    Meu raciocínio é o seguinte: conforme já foi mencionado em comentários anteriores, existe a possibilidade de pouco tempo após a eutanásia ser aplicada, surgir um novo tratamento que resolva a questão do doente. Há, porém, a questão de deixar o doente sondenado ao sofrimento durante anos na expectativa de uma eventual descoberta na área médica.

    Em opinião pessoal, acredito que essa decisão poderia ser dada a Sua Excelência, a vítima. Claro que não quando ele estivesse no leito, mas antes da mesma forma que alguém que faz um testamento. Assim, ele próprio assumiria o risco e evitaria o sentimento de culpa nos outros.

    Nos demais casos, não vejo qual seria a melhor solução, além de confiar na opinião dos médicos que cuidam do paciente quanto às chances de recuperação.

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    1. @Árabe Doido,

      Eu acho um absurdo a mídia ocidental malhar o islam porque precisa de um bode expiatório. Esta mesma mídia “democrática” não malha a(s) igreja(s) por intere$$e$.
      Bom, sobre a eutanásia , esta é muito complexa. Defendo-a se não tiver + jeito pro paciente.

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      1. @Joe,

        Obrigado mesmo pela solidariedade. Acho que acabei parecendo sério onde não era para ser. O pedido para não me malharem foi uma brincadeira que fiz com a turma aqui, só para quebrar o gelo. De fato, tenho o costume de em meus textos intercalar trachos sérios com trechos irônicos e para minha infelicidade, nem sempre a separação fica clara para quem lê.

        Mas o resto do texto é séria. Realmente acredito que a melhor solução, ainda que não seja a perfeita, seja deixar a decisão nas mãos do próprio paciente, decisão essa tomada quando ele ainda estiver dono de suas faculdades mentais. Para isso me baseei na extrapolação da regra de que um doente que esteja lúcido e capaz de decidir tem o direito de recusar um tratamento.

        Ora, se podemos recusar um tratamento, também poderíamos ter o direito de recusar sermos mantidos vivos de forma artificial contra nossa vontade. Só não consigo pensar em algo para o caso de não haver uma manifestação explícita por parte do paciente. Mas nesse caso, talvez o melhor fosse uma decisão conjunta dos médicos que conhecem o mal e sabem das chances de haver uma recuperação e da família que pode ao menos presumir qual seria a vontade da pessoa naquela situação. Pode não ser perfeita, mas é o mais perto que posso pensar.

        Agora, pensando aqui e me lembrando do que aprendi sobre o catolicismo, qual é o mal em morrer? Por acaso o Darth Bento não acredita no Paraíso? Se ao morrer iremos para o Paraíso, um lugar melhor, como pode ele pensar que a eutanásia não é uma solução para o sofrimento? Ainda que ele alegasse que matar é errado, até que vá, mas isso me parece ir contra a teologia católica.

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        1. @Árabe Doido,

          pois é cara… eu acho um absurdo o islam ser tratado como o grnad emal do do mundo!!! Eu sei que tem coisas erradas no islam,claro. A mídia crucifica o islam assim pra desculpar os crimes dos EUA, cristãos,igrejas, israelenses etc.
          Lembra-se do Holocausto de Ruanda em 1994?? O envolvimento das igrejas católica e protestantes foi escandaloso. Mas a mídia quase não falou nada sobre isso! Nem falou de terrorismo cristão neste caso!! Se os cúmplices fossem islâmicos, a história seria outra. E o terrorismo cristão em Oklahoma feito por McVeigh? A mídia não usou a expressão terrorismo cristão!!
          Pra esta mídia “livre”, só islâmico é terrorista!!

          ironicamente, a mesma mídia ocidental crucificou Milosevic e Karadzic por matarem islâmicos na Iugoslávia.
          Pergunto: Pq os islâmicos balcânicos são bem tratados pela mídia ocidental, a ponto desta mesma mídia acobertar os terrorista do Kosovo ??

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    2. @Árabe Doido, a hipótese, do surgimento de “algo”, que posa ajudar, é meramente especulativa, no caso, da moça em coma a mais de 10 anos, tenho certeza, que a família, em algum momento da situação, esperou, que a medicina pudesse salvá-la, porém, nunca há como saber realmente quando e como a solução chegará.

      No entanto, concordo, com o resto de sua opinião, por ess emotivo, já deixei clara, minha posição aos meus familiares.!

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  10. concordo com o pai italiano …17 anos é muito tempo em coma … as sequelas no caso da moça seriam irreversiveis caso ela acordassem.. discordo que isso seja eugenia..a eugenia eria uma ideologia de um povo ou grupo de pessoas, todos os casos de eutanasia que acompanhei pela midia , são movidos por familiares das vitimas que não aquentam mais, ver seus entes no sofrimento. concordo com o comentario anterior que a vida é para ser desfrutada, ok

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  11. Todo mundo reclama da eutanásia…

    E o Joãozinho Wadercleysson Stalone Cruz Di Camargo que levou uma bala perdida na cabeça e faleceu? Aos 5 anos de idade?

    Morreu sem sofrimento tbm, um tiro certeiro na cabeça.

    Sendo uma vida interrompida sem ser por CAUSAS naturais, considero como uma eutanásia de leve :)

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    1. @Rodrigo, acho que entendi sua posição, mas tem gente que ainda não entende, as diferenças entre assassinato, eutanázia e suicídio.

      No caso do Joãozinho, licenças irônicas à parte, eu acho, que está mais para assassinato, do que para uma eutanázia,

      Acho que, nosso amigo àrabe doido, está na razão, quado diz que, o posicionamento, deve ser pessoal, e a decisão tomada em vida, com todas as faculdades mentais, boas, como uma questão de garantia, de seu desejo, perante a família.

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    2. @Rodrigo, Você considera uma fatalidade como sendo uma “eutanásia de leve”?? :shock:

      A própósito, sou a favor da eutanásia. Deveria ser dado ao homem este direito pelo simples fato de isso ser racional, sensato.

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    1. @Chico Sá,

      Não sei se é porque eu sou assumidamente doido, mas acho que o enfoque é outro. Não seria o Estado legislando sobre nosso corpo, mas sim o Estado autorizando que os médicos parem um tratamento que julguem não ter mais sentido, ou que eles simplesmente acatem a vontade do paciente ou da família dele.

      Mais ainda: pelo que entendi nada obrigaria os médicos a fazerem a eutanásia ou as famílias a aceitarem-na. Assim, vejo outra questão, vamos ver se consigo ser claro:

      Primeiro, do que o Darth Bento tem tanto medo? Se a prática não será obrigatória, nada obrigará seus fiéis a praticarem a eutanásia.

      Daí, vamos ao segundo ponto: não sendo a eutanásia obrigatória, o que isso mudará? os fiéis não a farão. Ou seja: quem é fiel da Igreja continuará sendo mantido vivo pelos aparelhos. Simples assim. Agora, quem não for da igreja terá liberdade para tomar a atitude que quiser. Ainda assim, a Igreja não perde nada.

      Só não entendo essa coisa da ICAR de se meter em tudo. Talvez eu esteja vendo as coisas pelo filtro do que aprendi no Alcorão, que diz claramente que a religião não pode ser imposta, que ninguém deve ser obrigado a seguir seus princípios. E mais: cada um responderá pelos próprios atos. Se alguém resolveu que era melhor morrer, ninguém perde nem ganha nada com essa decisão, a não ser ele mesmo.

      Assim, por que o Bentão tenta se meter nessas coisas, impor seus princípios? Grande mistério…

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      1. @Árabe Doido,

        Você não entendeu. Sou a favor da eutanásia e nem a ICAR e nem o estado pode se intrometer com minha decisão.

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  12. Totalmente a favor da eutanásia. Acho que quem pode definir até aonde é o toleravel e digno é quem está sofrendo e, no caso de impossiblidade de manifestação, seus entes queridos. No meu caso não é igreja.

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  13. Não poderia deixar passar…

    No programa SNL (Saturday Night Live) da rede americana, no quadro “Tele Jornal com Seth Meyers e Amy Poehler”, eles noticiaram uma pérola:

    Notícia por Amy Poehler –

    (…) o papa pediu que rezem buscando a “graça para aceitar, sem temor nem amargura, o ato de deixar este mundo na hora escolhida por Deus“.

    Logo em seguida ela disparou:

    “Após a missa, o Papa seguiu para o Vaticano em seu veículo blindado

    :razz: :razz:

    A melhor de todas!!!

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  14. Esse tema é muito complicado de se debater, com o avanço da ciência pode ser que se consiga reverter o quadro, mas, por que prolongar a dor de uma pessoa que se encontra a 17 anos “sofrendo”, a morte, muitas vezes, não é uma opção e sim, uma certeza, um alivio.

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