Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.
Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.
Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

Sempre propagam mitos e mais mitos. Ao longo da História muitas histórias ficaram tidas como verdadeiras, mas são mentiras ou desvios da verdade. As coisas não são bem como voc~es aprenderam e uma mentira repetida acaba virando verdade. Em tempos de internet, mais mitos acabam sendo criados. Edison inventou a lâmpada elétrica? Heidy Lamarr inventou o wi-fi? Napoleão era baixinho, né? E o telefone?
Homo erectus não era um homossexual que estava sempre pronto para a cópula. Ele formava um grupo de hominídeos que viveu há cerca de 1,8 milhões de anos e 300 000 anos atrás. Seu nome significa literalmente “o homem que andava ereto ou em pé”. Esses hominídeos eram que nem brasileiros: onde menos se esperava tinha um lá. A maior parte ficou, entretanto, na África, mesmo. Agora, pesquisas recentes mostram que seu tatatatatatataravó Homo erectus foi mandado pra vala evolutiva porque era preguiçoso. Deve ser por isso que você é o que é, já que quem puxa aos seus não degenera.
Eu já aprendi muito de muito, e todo dia aprendo mais ainda. Gosto de ler, ouvir rádio (é um podcast que funciona offline. Pergunte ao seu avô) e assisto TV quando tem algo que preste (faz uns mais 80 anos que não vejo nada, mas beleza). Com o advento da Internet, aprendi muito mais! Uma dessas coisas fantásticas e saber como no século XIII já haviam brasileiros espalhados pelo mundo a fora, espalhando cultura e desenvolvimento, tendo um deles inventado a Matemática.
Está rolando um bochicho de um corte de verba da CAPES em que todo mundo ficará sem verba nenhuma. Estão alegando que isso vai acabar com a ciência no Brasil, que voltaremos pra Idade das Trevas, teremos gente defendendo criacionismo no Congresso, ficaremos entre os últimos nos índices educacionais no mundo todo, uma bancada religiosa será formada na Câmara dos Deputados, igrejas terão isenção de impostos, movimentos anti-vacina se espalharão, um monte de gente gravará vídeo no YouTube dizendo que a Terra é plana e que a NASA mente e que sarampo voltará a se espalhar. AINDA BEM que nada disso está acontecendo, graças às verbas que o CAPES recebe.
Estando na gloriosa República Florentina, aos 31 dias do mês de julho do ano de Nosso Senhor de 1490*, escrevo ao digníssimo excelso senhor Lorenzo, O Magnífico estas poucas letras, pedindo permissão para dirigir-me à Vossa Magnificência.
Vivemos num mundo estranho. Ele já era meio esquisito, mas os atuais comportamentos exagerados o estão deixando insuportável, que acabam confundindo todo mundo. Até não muito tempo atrás, o cavalheirismo (você sabe: abrir a porta para a mulher passar, ajeitar a cadeira para ela se sentar, pagar a conta do restaurante, escolher o vinho etc.) era muito bem visto. Uma exigência para o comportamento masculino. 
Qual é a raiz do preconceito? Como ele ocorre? Quais são os seus efeitos. Martin Luther King foi um importante ativista pelos direitos civis dos negros. Seu assassínio chocou muitas pessoas e uma professora chamada Jane Elliot resolve fazer um experimento com seus alunos, separando-os em grupos com olhos castanhos e com olhos azuis, em que o segundo era tratado muito melhor que o primeiro.