Pesquisa mostra que sexismo do bem faz muito bem quando convém

Estudo mostra que não é possível circunavegar o mundo com as tecnologias atuais
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Vivemos num mundo estranho. Ele já era meio esquisito, mas os atuais comportamentos exagerados o estão deixando insuportável, que acabam confundindo todo mundo. Até não muito tempo atrás, o cavalheirismo (você sabe: abrir a porta para a mulher passar, ajeitar a cadeira para ela se sentar, pagar a conta do restaurante, escolher o vinho etc.) era muito bem visto. Uma exigência para o comportamento masculino.

Então, chegou o advento em que mulheres se sentem inferiorizadas porque alguém abriu a porta para elas, porque o garçom deu a conta pro homem, porque é ele quem dirige o carro, porque tudo. Lá pelas tantas, os homens nem sabem mais como agir para não ofender os floquinhos de neve que são ofendidas por qualquer coisa. Afinal, o que leva homens a serem cavalheiros e como a sociedade chegou neste ponto?

Pelin Gul resolveu pesquisar se este comportamento era mesmo o chamado “sexismo benevolente”, e antes que você diga que isso é coisa de macho cis-hétero piroco opressor, a doutora Gul é pesquisadora mulher fêmea do sexo feminino do Departamento de Psicologia da Universidade de Iowa.

Gul partiu do princípio que enquanto algumas mulheres achavam “Ok, é maneiro, AÊ!!” o homem tomar a frente de tudo – e, por extensão, alheias do mal que isso causa a elas –, outras ficavam tendo ataque de piti alegando “MACHISMO! MACHISMO! É LOBO! É LOBO!”. Mas será que havia um terceiro motivo?

Gul e o dr. Tom Kupfer, professor de Psicologia Social da Universidade de Kent, no Reino Unido (tão vendo? Ó lá o piroco opressor só pra defender ozômi!), desenvolveram uma série de testes psicológicos sobre preferências de parceiros. O que ficou demonstrado é que, diferente do que o pessoal da lacração berra, mulheres são bem espertas ao reconhecer que homens benevolentes podem até causar algum dano potencial. Só tem um detalhe: mesmo assim, elas ainda preferiam chamados “homens machistas benevolentes” – seus avós conheciam pelo nome de “cavalheiros” –, pois isso era sinal de uma pré-disposição deles para proteger, prover e se compromissar, diferente dos machistas estilo usou, abusou, lambuzou, jogou fora.

Na pesquisa, foi solicitado que mulheres lessem perfis de homens com ou sem atitudes “sexistas benevolentes” (eu tenho que parar de escrever para rir cada vez que escrevi “sexista benevolente”) e, em seguida, elas pontuam a atratividade, a disposição para proteger, prover e se comprometer, assim como se o comportamento é paternalista e prejudicial.

Os pesquisadores mediram como as mulheres responderam a comportamentos benevolentes nos relacionamentos pessoais e profissionais. Segundo a drª Pelin, em ambos os casos, as mulheres eram atraídas por homens benevolentes, mas era mais forte no contexto do namoro, e isso se manteve mesmo para as mulheres que se classificaram como altamente feministas, ou nem tão feminista assim.

A mulheres auto-intituladas altamente feministas classificaram os homens sexistas benevolentes como mais paternalistas e enfraquecedores do que as feministas medianas, mas os lados positivos do sexismo benevolente superaram os negativos, mesmo para as mulheres altamente feministas.

RESUMINDO: “É macho paternalista enfraquecedor de caráter, mas eu quero mesmo é que alguém me sustente e se comprometa comigo, que nem minha avó fazia”.

Isso faz todo sentido do ponto de vista evolutivo: a busca por um parceiro forte, de caráter e compromissado, para tomar conta da prole e prover recursos para todo mundo (não necessariamente implica em produzir a prole. A esse cargo fica o macho safadão, mesmo. O bonzinho e atencioso é apenas um seguro de vida com posto de segurança patrimonial). É, tô bem vendo o quanto isso é prejudicial a elas, e elas saem traumatizadas com isso, tadinhas.

Então, não. As mulheres mesmo não estão nem aí se o cara abre a porta para ela e paga o jantar. Como protetor, é a função dele cuidar que ela entre no recinto sem ter medo por sua segurança; como provedor, a função dele é prover o alimento e da família (que virá por aí) e o compromisso é que ele sempre estará protegendo e provendo. Isso acontece em várias sociedades tribais e até animais.

Então, o que feministas radicais acabam é ter que calar o biquinho, pois elas mesmas querem alguém lhes provendo recursos, pois…

Que todo homem é um Diabo, não há mulher que negue.
Mas, no fim, toda mulher quer um diabo que a carregue!

A pesquisa foi publicada no periódico Personality and Social Psychology Bulletin

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Sobre André Carvalho

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