Há 3000 anos, havia um grande império no Crescente Fértil: o Império Assírio; e foi lá por aquela região que inventou-se a escrita, tornando-se um marco divisor entre a pré-história e a História. Mas isso vocês já estão carecas de saber, bem como eles tentaram mandar na região com mão de ferro, mas o Egito ergueu o dedo médio e disse: Aqui, ó! Haviam também uns ridículos pastores de cabras que cortaram um pedaço do pinto, só para imitarem os egípcios. A Assíria resolveu tomar o proto-reino que estava se formando na mão grande e os refugiados correram com o rabo entre as pernas de sua região fértil, no reino de Israel, para o tosco reino de Judá, que não cheirava, nem fedia. O reino de Judá, só de sacanagem, resolveu ser baba-ovo dos egípcios. Mas, como a história desses ridículos camponeses, baby sitters de cabras, não nos interessa no presente momento, vamos dar atenção ao que um império de verdade fez, além de dominar parte do Mar Mediterrâneo até o Golfo Pérsico.
Nessa época, ainda não havia alfabeto latino. mesmo porque, Roma nem sequer sonhava em dar as caras. A escrita era cuneiforme, e os despachos, notas fiscais (sim, já existia nota fiscal na época e uma espécie de ICMS que o Estado cobrava dos comerciantes), cartas e ordens imperiais eram impressos em argila úmida, que ao secar guardava seu tesouro literário consigo, como na ilustração ao lado. Novos tabletes de argila como essas foram descobertos este ano, em um antigo palácio no atual sudeste da Turquia.
Escribas palacianos anotavam tudo que dizia respeito aos assuntos do Estado, aparentemente banais na comprimidos durante a Idade do Ferro tardia, a qual durou aproximadamente o final do século IX AEC até meados do século VII EC.
Arqueólogos estão decifrando os escritos e, pouco a pouco, mostra-se o cotidiano da corte Assíria, desvendando segredos há muito encobertos pela areia do tempo. Segundo Melinda Zeder – diretora do programa arqueobiologia do Museu Nacional de História Natural, em Washington, DC, e membro do Comitê de Investigação e Exploração da National Geographic Society – o feito nos liga diretamente aos povos do passado, que viveram milhares de anos antes de nós, mas cujos documentos nos trazem hoje o que se passou há muito tempo, criando uma verdadeira conexão entre passado, presente e um vislumbre do futuro.
A equipe liderada pelo arqueólogo da Universidade de Akron, Dr. Timothy Matney, escava há mais de uma década o palácio de tijolos maciços feitos de barro, que foi habitado pelo governador da província de Tushhan. Tal palácio está localizado em Ziyaret Tepe, uma das três cidades fortificadas que os assírios construíram no lado norte de seu império nas margens do rio Tigre.
É fabuloso saber que há 3 mil anos, haviam cidades urbanas bem desenvolvidas, centros administrativos bem organizados (em detrimento ao nosso porco sistema de hoje), templos bem organizados, ruas, comércio etc. Estes centros urbanos permitiu aos assírios explorar e comercializar madeira, pedras, metais e os recursos das montanhas a leste da Turquia.
Até agora, a equipe tem decifrado listas de nomes de 144 mulheres nos tabletes, que provavelmente foram utilizados pelo palácio como trabalhadoras rurais ou em seus celeiros. No entanto, enquanto os tabletes foram escritos na língua assíria antiga, os nomes das mulheres não são assírios, segundo o dr. Matney. Ainda segundo opesquisador, tal fato significa que as mulheres podem ter vindo de populações próximas, ou parte de uma deslocação em massa dos povos conquistados pelos assírios em outra parte do império.
“Os assírios deportaram grande número de pessoas – talvez até centenas de milhares – de uma parte do império para outro, a fim de desmantelar as estruturas do poder local e para mover os trabalhadores agrícolas para onde se precisava deles. É uma possibilidade intrigante que estas mulheres podem ter sido um grupo que estava envolvido nessas deportações”, disse Matney.
O Museu Nacional de História Natural de Zeder disse que os assírios foram um dos impérios mais antigos a deixar para trás uma vasta gama de registros escritos. Os arquivos podem ajudar a explicar como a entidade política dos assírios controlavam e administravam seus vastos territórios.
Mas há riscos, como em todo processo de exploração. Quando Matney e colegas retornarem a Ziyaret Tepe, em 2010, para procurar mais tabletes, eles estarão correndo contra o relógio: Há um projeto de construção de uma represa hidrelétrica planejado para ser construído em 2013, caso o mundo não vá pro beleléu no ano anterior.
No entanto, Matney disse, o governo turco está apoiando as escavações em lugares como Ziyaret Tepe para descobrir o máximo possível, enquanto tais locais ainda permanecem acima da água.
Fonte: National Geographic

“2013, caso o mundo não vá pro beleléu no ano anterior”.
Algum cético ai tem dúvidas a esse respeito?
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@Paula,
“2013, caso o mundo não vá pro beleléu no ano anterior”.
O segredo da felicidade: venda Vale e Petro a descoberto, alavancado e a termo a finalizar em 2013, torre toda a grana de apurar, e seja feliz até 2012. :mrgreen:
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Fiz o P.A.S antes de ontem e um dos textos era sobre a invenção da escrita; escrita de cunha, etc.
deve ser algum tipo de poder paranormal
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