Cientistas estudam cocô antigo e descobrem que pessoal andava cheio de parasitas, fora o cunhado

Normalmente temos a impressão que gente rica cuida melhor de si. Não é que seja uma mentira, mas devemos ter em mente que preocupações com higiene não é algo que sempre esteve presente em todas as sociedades. Romanos, por exemplo, davam muito valor à higiene, com seus imensos banhos e privadas coletivas, com um sistema de esgoto que carregava tudo embora, enquanto você ficava lá sentado no troninho, colocando a fofoca em dia.

Mas e como ficava o uso privado da privada na vida privada? No caso de judeus ricaços no 6º século Antes da Era Comum pode-se dizer que a saúde era uma merda.

A drª Dafna Langgut é pesquisadora e conferencista sênior do Departamento de Arqueologia no setor de Culturas Antigas do Oriente Próximo da Universidade de Tel Aviv. Ela é uma das principais pesquisadoras no campo emergente da arqueoparasitologia, isto é, evidências de parasitas antigos em dejetos humanos.

Tradução: ela estuda cocô antigo e vê que tipo de coisa nojenta parasitária estava rolando por aquela época. E quando eu falo “antigo” eu estou dizendo algo com mais de 2700 anos de idade.


Sim, isso é uma privada de 2700 anos. Haja pontaria!

Uma análise de amostras de solo coletadas de um banheiro de pedra encontrado nas ruínas de uma vila de ricaços em Israel – mais especificamente em Armon Hanatziv, em Jerusalém – revelou a presença de ovos parasitas, tais como: tricurídeo, tênia de carne bovina/suína, lombriga e oxiúros. É o registro mais antigo de lombrigas e oxiúros no antigo Israel.

Sim, você leu certo. Tinha tênia suína, o que mostra que eles estavam traçando uns porquinhos e as regras dietéticas que se danassem, já que ninguém estava olhando, e Jeová não pareceu dar a menor pitomba para isso.

Outra coisa digna de nota é como pessoal valorizava a sua privacidade quando estava na privada. A presença de banheiros internos evidencia a preocupação com higiene, mas isso só porque o local era evidentemente de uma família abastada. Enquanto isso, no Brasil, mais de 50% das pessoas não tem privada em casa.

Fascinante, não? Muitas descobertas só examinando cocô.

A pesquisa foi publicada no periódico International Journal of Paleopathology

Agradecimentos ao Ronaldo pela sugestão da matéria cocozística.

4 comentários em “Cientistas estudam cocô antigo e descobrem que pessoal andava cheio de parasitas, fora o cunhado

  1. aquele bagulho de kosher era pra isso né? moisés mandou não comer porco e fruto do mar porque sabiam que fazia mal. mesmo sem saber o que causava as doenças (parasita). hoje os bicho é vacinado, nem precisa mais.

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