Analisando séries e filmes de super-heróis XIX

Eternos: o filme mais DC da Marvel

Vendo Os Eternos não me deu a impressão do filme tão ruim que aventaram por aí. Confesso que o trailer era uma bosta e prometia algo chato, com uma história capenga. A única coisa que se dava para perceber pelo trailer era um grupo de heróis em que um voava, tinha super-força e disparava raios pelos olhos, uma guerreira e uma com hipervelocidade. Tem que ser muito desapegado da realidade ao não ver uma clara ligação com a Liga da Justiça da DC, o que é desconfortável já que Os Eternos pertencem à Marvel.

Não que o filme não fique clara a preferência da diretora Chloé Zhao para o universo DC, mas isso será melhor destrinchado mais à frente. Antes de começar, já vou avisando: vai ter spoiler até os Celestiais fazerem bico. Entretanto, já posso dizer: o filme não é sobre o que você possa pensar que seja.

Primeiro spoiler: o filme não tem nada a ver com os quadrinhos. No máximo, pegaram as ideias gerais e refizeram tudo, mas isso nem é novidade no MCU, não é mesmo? Os Eternos foram criação de Jack Kirby, que foi uma das maiores mentes produtoras de histórias e personagens. Eu já falei que Stan Lee não era lá isso tudo.

Vamos ao contexto. Para princípio de conversa, os Eternos são um kibe de Jack Kirby de seu próprio trabalho: Os Novos Deuses, da DC. Marvel tinha encomendado algo semelhante e Jack deu de ombros e mandou um “por que não?”. Os Novos Deuses foram pensados como uma explicação da existência de deuses. Não DE Deus, já que este é A Presença, e está bem longe dos dramas do Universo. No máximo, foi pego fabricando o Universo pela máquina de Krona e isso é explicado em Crise nas Infinitas Terras, ou quase. A Presença não é explicada, apenas sua mão criando o Universo é mostrada, e isso criou todo o problema da saga.

Os Novos Deuses são os nascidos em Nova Gênese e em sua contraparte: Apokolips, ambos ficando na dimensão chamada Quarto Mundo. Nova Gênese é um planeta idílico cheio de florestas intocadas, montanhas e rios, sendo governado pelo Pai Celestial, enquanto Apokolips é uma distopia de pesadelo, poluída e arruinada cheia de máquinas e poços de fogo, fumaça e horror, sendo governado pelo tirânico Darkseid. Os dois planetas eram parte do mesmo lugar, mas foram separados em dois durante os eventos das mortes dos Deuses Antigos durante o Ragnarok. Sim, Kirby começou os Novos Deuses da DC com o fim da história de Ragnarok da Marvel, para depois ir pra Marvel e fazer Os Eternos.

De início já podemos apontar de cara o Jack Kirby fez: uma explicação da origem dos mitos e teogonias. O planeta de origem d’Os Eternos é Olympia, e o nome de cada personagem remete a um deus ou herói mitológico. Antes de abordar isso, vamos ver o que são os Eternos e de onde eles vieram.

Há um milhão de anos, os Celestiais ficaram intrigados com a Terra, mais especificamente quando os grandes símios se separaram evolutivamente. Assim, apareceram os primeiros Homo erectus, ancestrais mais diretamente ligados ao que viria ser os seres humanos (Homo sapiens). Aliás, foi a intervenção dos Celestiais que acabou gerando o que viria ser 3 coisas: primeiro: os deviantes, quando o experimento deu MUITO ruim e surgiu criaturas monstruosas. A síndrome de Deviante, por sinal, foi o que gerou Thanos. Segundo: os Eternos, o que poderiam ser semideuses. Terceiro: os próprios humanos, e ainda tem o bônus track: o gene X. Este gene ficaria “adormecido” até ser ativado e isso geraria os mutantes. Sim, esta é a origem dos X-Men. Ou pelo menos foi sendo mediante o que foi construído ao longo do tempo, pois Jack Kirby não fez tudo isso. Para Kirby, Os Eternos foram feitos para ajudar no desenvolvimento da Humanidade, sem realmente interferir na História. São guias, não babás.

Bem resumido os quadrinhos? Ok, vamos ao filme.

Arishem é o primeiro dos Celestiais. Ou pelo menos é o mais poderoso. Nos quadrinhos é chamado de Arishem, o Juiz, pois é exatamente isso o que ele faz (voltarei a isso lá para o final). No filme, ele explica que os Celestiais são responsáveis por criais estrelas, galáxias e manter a ordem no Universo de forma que se crie vida. Para tanto, é preciso que mais celestiais nasçam, e isso acontece com eles sendo gerados no interior de planetas populosos. Quando o planeta já tem muitos seres vivos sencientes, o celestial nasce com o planeta sendo destruído e a energia vital dos seres vivos servindo como alimento para o celestial, que irá criar alguma estrela para gerar vida. Nos quadrinhos é dito que o número de celestiais se equipara ao número de estrelas, o que faz sentido, levando em conta as bilhões de estrelas que precisaram ser formadas por celestiais. Isso já detona o conceito de acreção de matéria.

O filme diz que os Celestiais surgiram e criaram o universo antes das singularidades que gerariam as Joias do Infinito, o que já contraria o próprio MCU, já que em guardiões da Galáxia é dito que as singularidades apareceram antes do Universo como um todo e no evento do Big Bang, essas singularidades se tornaram as Joias.

Com o decorrer do filme, fica-se sabendo que para prevenir que toda a vida de um planeta se extinga antes da Emergência, quando o Celestial nasce, é enviado seres para combater os predadores poderosos. Foi assim que os deviantes foram criados. O problema era que os deviantes se tornaram tão poderosos que evoluíram por não terem algum ser que pudesse combatê-los. Assim, eles mesmos se tornaram predadores. Vendo a imensa cagada que fizeram, os Celestiais criaram outro grupo: Os Eternos. No desenrolar da história, sabemos que eles não eram seres vivos, por isso eram… eternos. Afinal, não se pode morrer se você não é um ser vivo.

Os Eternos pulam de planeta em planeta para impedir que os deviantes matassem tudo de forma que houvesse almas suficiente para serem sacrificadas para a Emergência. Sim, é um completo absurdo um ser poderoso existir para conseguir que haja vida no Universo, mas precisando aniquilar trilhões de seres vivos, bilhões de seres sencientes capazes de tecnologia. Faria sentido se o universo estivesse pontilhado de seres vivos sencientes em cada sistema solar, mas isso não existe nem mesmo no universo ficcional da Marvel. MCU voltando à sua mania de fazer coisas sem sentido.

O que atrasou a emergência na Terra (e em outros lugares) foi a aniquilação de metade dos seres vivos por parte de Thanos, então, fica a pergunta: por que os Eternos de todos os lugares do Universo não impediram? Os próprios Celestiais deveriam ter impedido Thanos, já que isso impediu a Emergência. É um dos múltiplos erros do filme.

Os Celestiais per se já são um problema. Em Guardiões da Galáxia 2 ficamos sabendo que o pai de Peter Quill era um celestial em forma de planeta de nome Ego (nos quadrinhos, o pai de Quill é J’Son), nada a ver com os celestiais que criavam sóis, sendo a sua própria aparência diferente, sem aqueles seis olhos brilhantes. Em Guardiões da Galáxia, a cabeçorra de um celestial morto é Lugarnenhum (Nowhere, no original), e era tão grande que parecia um planetoide, com uma cidade construída dentro, em que ossos cartilagens, fluido espinhal, matéria cerebral etc. eram “minerados” e vendidos no mercado negro. Ok, a aparência nesse caso não parece um problema, pois aquele troço de seis olhos pode ser apenas a armadura, mas tem mais.


Lugarnenhum

Quando O Colecionador fala sobre as Joias do Infinito, ele diz que apenas seres muito fortes podem segurá-las (vamos esquecer que o Caveira Vermelha usou a Joia do Espaço) e mostra um clipe de um ser megafodão gigante mandando todo um planeta para a vala. Esse ser bem parece com Arishem e os outros celestiais d’Os Eternos.


Por que mesmo ele estava usando a Joia do Poder?

Os Eternos acabam indo para a Terra e ajudam a humanidade desde a primeira civilização na Mesopotâmia em 10.000 A.E.C. Suas existências ajudam a desenvolver as sociedades e ajudam na criação os mitos. Gilgamesh acaba emprestando seu nome para as histórias épicas do herói que ganhou este nome por meio dos constructos feitos pela Duende/Sprite. Ikkaris virou o conto de Ícaro, que tentou voar até o Sol, sendo que nos HQ ele é pai do verdadeiro Ícaro e assumiu esse nome depois. Sersei é a Eterna que tem capacidade de manipular átomos e moléculas, transmutando a matéria. Ela é perguntada no filme se era algum tipo de feiticeira. A alusão é com relação à feiticeira Circe, que aparece na história da Odisseia, enquanto Ajak claramente faz alusão ao guerreiro Ájax, filho de Telamon e um dos mais fortes e habilidosos guerreiros gregos depois de Aquiles, segundo Homero. Nos HQ, Ajak possui figura masculina e no filme é uma mulher, interpretado pela Salma Hayek (Salma Hayek é que nem bluetooth: tudo fica melhor com ela), e não por acaso é a líder do grupo.

Fora Ajak, Os Eternos efetivamente não sabem qual é a sua verdadeira missão. Ajak conta para Ikkaris qual é depois que eles saem da Babilônia, e Ikkaris acha que, com isso, será seu substituto, mas algo acontece. Quando terminam sua missão num planeta, Os Eternos voltam para Arishem, têm a sua memória transferida para o computador celestial, de forma que os Celestiais aprendam sobre os deviantes e as sociedades onde estavam. A memória d’Os Eternos é apagada e eles não têm mais conhecimento do que acontecera antes, e isso acarreta que eles desenvolvem uma empatia, um amor pela Terra e seus habitantes. Eles ficam chocados quando a Humanidade envereda para a guerra, o racismo e a perseguição de uma sociedade por outra. Ajak adverte que eles não estão ali para interferirem nas guerras dos humanos e Druig, o manipulador de mentes, diz que o que os espanhóis estavam fazendo em Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, não era guerra. Era genocídio, e ele usa seu poder para interromper o saque e morticínio, o que violaria o que aconteceu se lembramos da História.

Os Eternos acabam se separando e eles desenvolvem amor pelos seres humanos e suas falhas. Phastos ajuda os humanos a criar utensílios, desde o arado até a bomba atômica. Sua relação é com o deus Hefesto, o ferreiro dos deuses. Ele se cansa dos dilemas humanos com o que aconteceu em Hiroshima e Nagasaki, vendo o que a sua tecnologia causara. Curiosamente, não pareceu ter este dilema com o carpet bombing ocorrido em Dresden e Dusseldorf, onde morreram muito mais pessoas, mas a Bomba Atômica sempre foi símbolo da ciência nefasta. Bombas convencionais parecem ok. Phastos se muda, se casa com um homem, fazendo dele o primeiro super-herói abertamente gay sendo que não faz sentido já que os Eternos não são humanos e sequer seres vivos, e ambos têm um filho. Mas há uma explicação para isso.

Um ponto que pode nos causar estranheza e nos perguntarmos como um ser hiperpoderoso apresenta “defeitos físicos”, como Makkari ser surda-muda, mais muda do que surda, mas isso é intencional por parte dos Celestiais. Seres hiperpoderosos aquém dos seres humanos causaria medo e afastamento. Assim que chegam na Mesopotâmia, Druig precisou usar seus poderes de controle mental para que os Eternos não fossem atacados, o que não faria nada a eles, mas precisavam se aproximar dos humanos. Um personagem que apresente “defeitos” causa nos humanos um sentimento de ligação. Muitos deficientes irão se identificar com a personagem, que mesmo com seu defeito ainda consegue feitos prodigiosos, como meter a porrada no mais poderoso dos Eternos.

Dica para a vida: sempre tenha um velocista no seu grupo de heróis. De longe, eles são os mais poderosos, ainda que não pareçam.

O problema principal d’Os Eternos é seu dilema de serem… bem, eternos, imortais. Eles veem tudo e todos que amaram, que conviveram ao longo dos milhares de anos, morrerem. Viram civilizações inteirais serem extintas. Viram outras surgindo, viram de tudo de bom e ruim que pudemos produzir. Isso mexeu com cada um deles, exceto um: Ikkaris. A fé dele em Deus, digo, em Arishem o fez ser impermeável aos humanos. Até mesmo Ajak passou a sentir amor pelos humanos e, por isso, fez de Sersei a sua substituta. Ajak é morta pela ação de Ikkaris por ele ter visto que ela se desviara do Plano Superior, e Duende/Sprite irá segui-lo. Motivo? Amor. Ela é apaixonada por ele, mas teve que se contentar ter o corpo de uma menina de 12 anos por milênios atrás de milênios, tendo que ver Ikkaris se casar com Sersei, e sofrendo com isso por séculos a fio.

Agora, vamos ao ponto que eu adoro: Sobre o que é o filme?

O filme é sobre o dilema de seres hiperpoderosos quererem ser como nós: pobres seres humanos falhos, mas capazes de altruísmo, amor e evolução. Temos nossas falhas, mas é isso que nos faz humanos, e precisamos delas, ou seremos como os próprios Eternos: máquinas sem vontade, apenas robôs com um único propósito: obedecer. O filme é sobre livre-arbítrio e liberdade, e como ela entra em contraposição com desígnios divinos ou semidivinos. Zhao mostra de onde tirou isso, quais as histórias em que deuses querem ser humanos, muitas vezes renunciando ao seu papel divino, como quando Sersei por compaixão transforma Duende em humana. Zhao se espelhou na DC, cujos personagens são deuses buscando serem humanos, enquanto Marvel sempre foi sobre humanos tentando ser deuses.

Não por acaso, há inúmeras referências à DC. Karun, o valete de Kingo, é chamado textualmente de “Alfred do Batman”, e Ikkaris, voando e lançando raios pelos olhos, é chamado de Super-Homem. A criança até diz que ele estava voando e tinha uma capa, ao que Ikkaris diz a contragosto que não usa capa. Essas linhas não estão lá de graça. Só me surpreende que Disvel tenha permitido menção à Distinta Concorrência. Entretanto, a referência é óbvia e, como falei, só de olhar o trailer deu para perceber que era um kibe da Liga da Justiça.

Mas era um kibe mesmo? Ou o reconhecimento de um estilo de histórias? Ok, é um kibe já que poderia ter escrito a mesma coisa sem a relação óbvia, mas a diretora não quis. Ela quis que seus heróis semideuses fossem humanos e não tem como fazer isso sem kibar a DC.

A reflexão sobre a vicissitude da liberdade e livre-arbítrio em oposição à obediência e desígnio superior toca a fundo todos os Eternos, mesmo Ikkaris que acaba cedendo e se unindo a Sersei na Uni-mind, cuja energia necessária para transformar o celestial emergente em mármore foi dado pelo próprio emergente, pois ele ainda estava ligado ao planeta com os eternos e isso que os ajudava a “sobreviver” ao cataclisma da Emergência. Escrevo entre aspas porque eles não poderiam sobreviver se não são seres vivos, mas ainda assim seriam destruídos junto com toda a matéria. Ao final, Ikkaris percebe que ele não teria como não ajudar o seu amor, mas sabe que isso terá um preço. Ele voa em direção ao Sol e por ele é destruído fechando o círculo da história de Ícaro.

Arishem ficou intrigado com esse amor dos Eternos pelos humanos e pega Sersi, Phasto e Kingo para estudá-los e saber se sacrificar um Celestial valeu a pena para salvar os humanos, prometendo voltar para fazer o julgamento, o que nos remete ao seu título dos quadrinhos: O Juiz. Isso claro, deixa aberto o retorno dele e o próximo filme dos Eternos, ainda mais que a cena pós-crédito nos apresenta Starfox, o irmão de Thanos, o tipo de coisa que eu vou querer saber como irão remendar com o que aconteceu em Titã, como relatado em Guerra Infinita.

Por análise final: Os Eternos é um filme ruim? A meu ver, não. Ele é filme de super-herói? Discutível, já que histórias de super-heróis são mais que porradaria. É um filme filosófico, mas nem por isso é ruim. Longo? A construção do filme é a relação dos Eternos com os humanos e isso precisa ser entendido do porquê eles se apegaram tanto a nós a ponto de nos querer salvar, principalmente de nós mesmos. Sim, é um bom filme. Não é excelente, mas nem toda produção precisa ser 10/10. Tem erros? Muitos. Incongruências? Com certeza, mas nem por isso é a tranqueira de Guerra Civil ou Pantera Negra, em que juram que são perfeitos, mas um é só uma cena de briga (mal-feita) e outro uma história sobre vilões que disseram ser heróis por que sim, mas com uma condução péssima.

Eternos é a discussão sem fim e sem resposta: o que nos faz humanos é a nossa essência de mortalidade, que nos faz caminhar e ter uma aspiração futura, sabendo o quão perene é a nossa existência?


PS. Na segunda cena pós-crédito vemos Whitman abrindo uma caixona com uma espada de lâmina negra. É a Espada de Ébano, o que o faz ser herdeiro do Cavaleiro Negro, cuja espada é a contra-parte de Excalibur, que também aparece no filme. Será que isso é um indício de ligação com o filme do Blade? Vamos aguardar.

7 comentários em “Analisando séries e filmes de super-heróis XIX

  1. Eu já vi rumores sobre a voz que pergunta ao Cavaleiro Negro se ele está mesmo pronto pra fazer aquilo. Quando ouvi a primeira (e segunda vez), achei que era o Dr. Estranho, mas não fazia sentido, porque ele tem um multiverso pra domar e não vai se preocupar com o Jon Snow querendo ir salvar a Sersi (aliás, que ironia, toda vez que ele falava Sersi eu ouvia Cersei, mas detalhes). O que faz mais sentido, e segundo o que eu li, foi confirmado pela diretora, é que a voz seja mesmo do Blade, e convenhamos que tá mais do que na hora de inserir o rapaz na franquia.

    Quanto ao filme, eu não leio quadrinho, então não tenho background pra falar que é uma bosta como andam dizendo, mas também não achei o filme uma maravilha. Ele é ok. Pode até ser um filme de origem, porque tem toda a trope que eu vi no Thor, ou no Dr. Estranho, ou nos Guardiões da Galáxia. Não é pra ser um Vingadores: Ultimato ou um Homem Aranha: Sem volta pra casa, não é esse o foco. Quem acha que o filme é ruim tá esperando apoteose e não uma história sendo contada.

    Sobre a surdez da Makkari, eu realmente não vi nenhum problema. Para além da representatividade – que realmente não me incomoda; o Phastos tem uma relação afetiva com outro homem e isso não faz diferença nenhuma no plot -, qual é o problema em concluir que ela é surda porque isso aumenta todos os outros sentidos dela? Ela tem supervelocidade, caramba! Naquela cena pós-créditos, ela não ouve o Starfox chegando, mas ela sente a vibração, e pra chegar na vibração e neutralizar a ameaça vai levar o quê, meio segundo? É factível, é aceitável.

    Acho que eu devia escrever um artigo sobre isso no meu blog, hahaha, mas esse comentário é o que tem pra hoje. Tava esperando você publicar.

  2. Assim que acabou o filme eu disse pra Sra. Magroni e meu filho: a Marvel hoje tem um Flash MUITO melhor que o da DC no cinema (a série tá indo pro buraco, mas estamos falando de cinema). Vamos ver se isso muda com Flashpoint (que pra mim vai ser um filme do Batkeaton, mas divago…)

  3. Eu vi o filme ontem e gostei muito do filme, também achei bem estranha a referencia a Batman e Super man, ate porque deixando de lado a concorrência DC x Marvel, teoricamente os 2 estariam em universo distintos, any way…

    Voltando a tua analise, que achei bem legal, tem um cena deletada da Sprite conversando com Whitman, que foi liberada e ajuda em muito a desenvolver melhor ela no contesto da humanidade, pena não estar no filme, ja que é bem curta, mas achei importante e legal terem liberado.

    Mas uma coisa me perturbou quase praticamente todo o filme. Eles foram pintados como personagens pica das galáxias, os mais poderosos, bla, bla, bla, mas a impressão que o filme me passou é que a qualquer momento qualquer um deles poderia morrer estraçalhado por uma faquinha de serra.

    Tirando poucos momento, como da briga na praia por exemplo, o resto me passa uma sensação de personagens extremante vulneráveis.

    PS: se não tiver problema pra ti, voltarei a usar meu nickname por que afinal eu sou um deus e quero que alguém prove que não. Se quiser apaga o ps.

    Renoir Alves

  4. Será que não lhe seria proveitoso falar também de filmes e séries animados de super-heróis?
    Quem sabe algum dia,não fale sobre animes que também abordam este tema?

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