Ciência vê e escuta aquilo que ninguém mais é capaz

Ciência é mais que conhecimento organizado. Eu diria que é pura poesia. Aquela palhaçada do filme Contrato “ain, tinha que levar um poeta”. PORRA NENHUMA! Ciência é mais do que isso até. Ela é capaz de ver o invisível e ouvir o inaudível (lembrei daquele conto chato do príncipe que ficou um ano na floresta.)

Imagine você ser capaz de ver um átomo e ouvir o sussurro do Sol. Um poeta apenas solta palavras, mas jamais descreverá isso com exatidão. Já a Ciência…

O dr. Andrei Khlobystov é químico (com ele a oração e a paz). Não basta ser André para ser perfeito; tem que ser químico também. Cioso da sua dupla responsabilidade, meu xará ainda é professor de Nanomateriais e Diretor do Centro de Pesquisa em Nanoescala e Microescala da Faculdade de Ciências da Universidade Nottingham e, segundo a boca pequena, ele é meio como o xerife de lá.

Andrei e seu pessoal conseguiram ver algo que ninguém tinha visto até agora: o momento de quebra de uma ligação química. Sabe aquilo que tem nos livros com tracinho e pontilhadinho, com professor fazendo um riscão para indicar a quebra e fazer outra ligação? Larga mão disso que agora podemos ver o que as ferramentas disponíveis eram incapazes, mas, senhores, agora nós temos a tecnologia:

A pesquisa está totalmente disponível na Science Advances; e enquanto você não a lê, que tal escutar o que sai do Sol?

Apesar de haver o famoso “Vento Solar”, ele não é nenhum gás emanado do Sol, então, não faça piadinhas chamando o barulho de “som de peido do Sol”. É falta de respeito com nossa estrela.

O vento solar é uma emanação, não muito delicada, de elétrons, prótons e íons pesados, ejetados do Sol à velocidade absurda de cerca de 1,6 milhão de quilômetros por hora, vindo que nem doido e passando por tudo o que está no caminho. O “som” não é som como você está pensando. Você sabe, não existe ar no Espaço e a matéria lá é muito dispersa. O som não se propaga lá. As informações obtidas pelo Parker Solar Probe são analisadas e transformadas em equações e dados, que depois que passam por processamento, se transformam em sons para os cientistas analisarem.

O dr. Nour Raouafi, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, é o responsável por esta análise e compilação dessas informações. Quanto aos “sons?” Taqui uma amostra:

Querem mais? Tá no Soundcloud deles.

Pois é, Tai. Ao invés e ir pro meio do mato ver o invisível e ouvir o inaudível, você poderia seguir uma carreira científica. Ou pelo menos, acompanhar o meu blog.

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