Exoesqueleto é bom e tetraplégico gosta. Taqui mais um

Você ligou o “Disque Paraplégico” e foi redirecionado pra cá? Sim, porque se quis falar com Nosso Senhor Jesus, perdeu tempo, ele não liga pra essas coisas. Tentou falar com alguém de Humanas? Eles devem ter lhe dito que qualquer coisa a fim de mudar a condição de alguém impossibilitado de andar era eugenia. Se você realmente quis saber como poderíamos resolver, caiu no lugar certo, pois, só a Ciência pode resolver este tipo de questão.

Vai um exoesqueleto aí?

Nem só de carros queimados na rua vive o francês. Uma equipe de pesquisadores da França mandou um “LEVANTA-TE E ANDA” para um homem tetraplégico, devido a uma lesão na medula espinhal. Apresentaram a ele um exoesqueleto. Por dois anos, este homem está paralisado, sem nenhuma perspectiva de voltar a andar, mas é para isso que existe a Ciência!

Tá ótimo pra você? Mas calma que o melhor vem por aí. Ter um exoesqueleto é bom, ajuda a juntar as Joias do Infinito e talz, mas o maneiro é que isso só foi possível graças aos dois implantes cerebrais e à tecnologia de decodificação conectada a eles que tornaram tudo isso possível. Sim, eu sei que você quer ver vídeo.

Este paciente está paralisado há dois anos e recebeu dois implantes, que foram colocados diretamente na superfície do cérebro. Esses implantes não dão os poderes de um Galaxy ranger, mas nem precisa. Só o fato de poder andar é libertador e um super-poder. Estes implantes são capazes de ler sinais originários dos centros de movimento do cérebro, que são decodificados e traduzidos para os movimentos do exoesqueleto. Ou seja, ele faz o que o corpo deveria fazer, pois é exatamente isso: o cérebro dá o comando, o sinal percorre os nervos e chega nos músculos, que deverão fazer o que foi mandado ser feito. Só que em algum ponto “cortaram a fiação”. Esses implantes cuidam disso!

Inicialmente, o paciente precisou ser treinado para controlar personagens virtuais através da interface cérebro-máquina (sim, ele praticamente estava treinando num videogame). Uma vez praticado, ele acabou sendo colocado no exoesqueleto propriamente dito, onde ele usou os mesmos tipos de comandos. De forma MUITO simplista, ele estava aprendendo a “pensar” em fazer os movimentos (ok, você não “pensa” nos processos para levar até um copo, pegá-lo e leva-lo até a boca. Você apenas quer pegar o copo e beber suco). O interessante é que fazer as pernas se moverem parecia muito mais fácil para o paciente do que usar os braços e as mãos, o que mostra a complexidade dos membros.

Claro, tudo isso atualmente é um projeto de pesquisa, não é um produto final. Ainda assim, é uma sólida promessa de duas coisas: ou teremos mechas realmente eficientes para sair tocando o terror, ou teremos paraplégicos e tetraplégicos com maior autonomia.

Confesso que o primeiro me atrai mais, mas talvez, quem sabe, o segundo seja mais importante. ;)

A pesquisa foi publicada no The Lancet

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