O Ironman alemão imortalizado por um pronunciamento escatológico

Há gente que perde uma mão em batalha e vira nota de rodapé em livro de história militar; mas nenhum deles é Götz von Berlichingen, o cavaleiro que perdeu a mão direita e acabou conhecido, não apenas pela sua bravura, mas por um de seus pronunciamenteos, ainda que tal expressão que já rondasse as terras alemãs antes da Alemanha existir, e que virou clássico nacional depois que Götz gritou a versão certa para o interlocutor errado.

Alguns alcançam a imortalidade de formas bem expressivas. Continuar lendo “O Ironman alemão imortalizado por um pronunciamento escatológico”

Pesquisa mostra que nem sempre carinha bonita garante confiança

Há um mito de design que atravessa décadas de ficção científica e reuniões de startup em igual medida: quanto mais humano parecer um robô, mais confiança ele inspira. Foi assim que chegamos a assistentes com cara de boneco de porcelana, recepcionistas robóticas que piscam os olhos e aspiradores que, inexplicavelmente, “pedem desculpa” quando ficam presos embaixo do sofá. A lógica parecia impecável: se o robô sorri, acena e olha nos seus olhos, ele ganha um cheque especial emocional que sobrevive até a primeira gafe.

Só que um estudo recente resolveu meter o dedo nessa ferida com um sensor de infravermelho na testa de cinquenta voluntários e descobriu que a coisa é bem mais traiçoeira do que qualquer folheto de marketing de robótica social gostaria de admitir. Continuar lendo “Pesquisa mostra que nem sempre carinha bonita garante confiança”

Querendo traduzir textos mais velhos que sua avozinha? Tem IA para isso!

Você já é power-usuário de ChatGPT, Claude, Gemini, Perplexity e… não, você não, Copilot. IA virou confidente, redator, consultor financeiro, leitor de horóscopo, recomendador de culinária, namorada etc. Tem IA para todos os gostos lidando com todo tipo de idiomas (inclusive essas aí que pessoal no Brasil fala, sendo que português só uma minoria. Então, eu fiquei pensando: será que tem IA para lidar com idiomas e escritas muito antigas, tipo, sei lá, hieróglifos egípcios e acádico? Sim, tem uma IA para isso, e se eu tivesse descoberto a tempo, não tinha ficado uma porrada de tempo decifrando acádico para agradar a sede da Lise por artigos no meu Apoia.se.

Sente-se e deleite-se com IA que você nunca ouviu falar. Continuar lendo “Querendo traduzir textos mais velhos que sua avozinha? Tem IA para isso!”

Drone gringo joga pimenta para conter gente doida atirando em escolas

Os Estados Unidos têm um problema sério com ataques de gente surtada armada varando geral em escolas. Eu até entendo quando olho para os meus alunos, mas alguns casos são meio extremos. Combater isso não é simples: dá para colocar detectores de metal na entrada, reforçar o policiamento, aumentar a segurança… só que nada disso parece resolver de verdade. Foi aí que surgiu a solução definitiva: uma versão Terminator baiano tacando pimenta no lazarento que resolve se meter numa escola com fuzil.

Esse tipo de cena a gente imaginaria em algum filme futurista dos anos 90, cheio de neon nos prédios e robôs patrulhando tudo, só faltando o Juiz Dredd aparecer. Só que o caso em questão é o de hoje e já está a caminho de algum corredor de uma escola pública da Geórgia; o robô gigante trocado por um drone de plástico e a arma por um borrifador de pimenta. A vida imita a arte, mas em versão econômica, com orçamento de prefeitura. Continuar lendo “Drone gringo joga pimenta para conter gente doida atirando em escolas”

Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar

Existe uma categoria especial de tragédia humana que nem os gregos antigos previram: o sujeito que passa anos alertando a civilização sobre os perigos de uma tecnologia, usa essa mesma tecnologia às escondidas para escrever o livro de alerta, não verifica absolutamente nada do que ela produz, publica com grande alarde, recebe elogios de jornalistas premiados, aparece na Wired, e então é detonado pelo New York Times porque as citações são inventadas. Os gregos tinham Édipo. Nós temos Steven Rosenbaum. Continuar lendo “Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar”

Quando DNA decide virar engenheiro e caçar doenças

Se tem uma coisa que a ciência adora fazer é pegar algo banal, olhar com atenção suficiente e, de repente, transformar aquilo em tecnologia de ponta. Desta vez, o escolhido foi o DNA. Sim, o mesmo que carrega sua herança genética agora está sendo promovido a operário microscópico, com potencial para circular pelo seu corpo, detectar problemas e agir com uma precisão que faria qualquer tratamento atual parecer um chute no escuro.

A ideia parece ficção científica, mas é só bioquímica bem aproveitada. O DNA não é apenas um arquivo de informações; ele também é um material estrutural extremamente previsível. As bases se encaixam com regras rígidas, permitindo que cientistas projetem formas tridimensionais com precisão quase obsessiva. Fitas simples funcionam como dobradiças flexíveis; fitas duplas viram hastes rígidas. Com isso, dá para montar estruturas que imitam braços, garras e articulações em escala nanométrica. É robótica, só que invisível. Continuar lendo “Quando DNA decide virar engenheiro e caçar doenças”

Skynet mete o louco e começa a sacolejar no restaurante

Segunda-feira, porque TINHA que ser numa maldita segunda-f(ucking)eira, com aquele fafé bosta, requentado, feito no sábado e reaproveitado porque o patrão é muquirana. Este pesadelo só confirma que você acordou no mundo errado, levanta, toma banho frio porque não pagou a conta de luz e não tem aquecimento a gás e percebe que a vida conseguiu, mais uma vez, superar suas expectativas negativas. E então abre o noticiário e descobre que a revolução das máquinas começou… num restaurante de hotpot, com um robô dançando descontrolado.

Não com ogivas nucleares. Não com drones assassinos. Com um robô fazendo coreografia freestyle no meio de caldo fervente. Continuar lendo “Skynet mete o louco e começa a sacolejar no restaurante”

Robô russo banca o humano russo e vai trabalhar chapado

Existe um instante glorioso em que a glória é apenas uma palavra sem sentido, e os níveis de esquisitice saltam no primeiro som de balalaica e dança cossaca; o momento em que o absurdo e a falta de competência trocaram de mãos, tomaram vodka, e decidiram fazer espetáculo. Na sexta-feira apresentaram o robô humanoide AIdol em Moscou, ele veio ao palco todo cheio de confiança, abriu o sorriso metálico, e veio vindo que nem seu tio depois de ter secado um engradado de cerveja sozinho e tabloft no chão.

SEXTOU EM ALTO ESTILO NO MODO RUSSO! Continuar lendo “Robô russo banca o humano russo e vai trabalhar chapado”

IA pode fingir ser mais estúpida do que realmente é

Todo mundo tá fascinado com a maravilha que é a IA, mas alguns criticam-na severamente por ser “burra”, e cometer erros grosseiros. Será burrice ou esperteza? Bem, este é o momento para lhe deixar ressabiado, pois, um estudo sugere que os modelos avançados de IA são muito bons em fingir que são mais burros do que são.

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A barata que vai te tirar de uma enrascada

Nada pior que acidentes. Ainda mais quando você está num deles. E num desses acidentes você fica soterrado, incomunicável, e a equipe de socorro não pode ir aonde você está porque pode muito bem ficar sem saber onde você está e como está. Quem poderia ajudar com isso? Algo que fosse controlável e pequeno. Coisas pequenas nós temos, só precisamos controla-las por meio de tecnologia. Sim, estou falando de cibernética.

No caso, uma barata ciborgue. Continuar lendo “A barata que vai te tirar de uma enrascada”