FIM DA PRIVACIDADE: Até baleias são espionadas de longe

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– Jim…
– Eu sei, Spock, eu sei!

Imaginem que, no atual ritmo, baleias estão caminhando para extinção. Um exemplo seriam as baleias jubarte. Essas gigantes do gênero Megaptera (o mesmo gênero da baleia azul, o maior de todos os seres vivos ainda dando um rolê por aí) são… bem… grandes, né? Além de serem famosas pelo seu canto e sua capacidade de migrar por uma distância de 25 mil quilômetros por ano. A caça comercial de baleias reduziu drasticamente os números de baleias. Os Estados Unidos listaram todas as baleias jubarte como ameaçadas de extinção sob o Ato de Conservação de Espécies Ameaçadas em 1970, e depois sob o Ato de Espécies Ameaçadas em 1973. Atualmente, a população estimada é de cerca de 80.000 espécimes.

Não seria legal poder dar uma olhadinha nelas lá, lá do alto? Tipo, uma nave klingon? Não? Bem, não importa, senhores. Nós temos a tecnologia.

Hannah Cubaynes é doutoranda em Sensoriamento Remoto e Conservação Marinha do Departamento de Geografia da Universidade de Cambridge. Trabalhando em conjunto com o Instituto de Pesquisa Scott Polar e o British Antarctic Survey, Hannah – sem depender de suas irmãs – estuda como proteger baleias usando tecnologia de ficar fofocando do espaço. Para isso, ela contou com o auxílio da DigitalGlobe, uma subsidiária da Maxar Technologies, que comercializa imagens em altíssima resolução. Sabem o Google Earth e o Google Maps? Pois é, eles usam imagens geradas pelos satélites da DigitalGlobe. Você quer ter também? Fazemos qualquer negócio!

Enquanto isso, dá uma olhadinha no vídeo institucional:

As imagens coletadas pelos satélites da DigitalGlobe são fantásticas. Foram obtidas com o satélite WorldView-3, que está voando (EU SEI!) pelo Espaço com um perigeu de 619 km e um apogeu de 622 km e período orbital de cercade 97 minutos. Ele é capaz de fornecet imagens pancromáticas (preto-e-branco) com resolução de 0,30 m, imagens multiespectrais de oito bandas com resolução de 1,24 m e imagens infravermelhas de ondas curtas com resolução de 3,7 m, cobrindo uma área de 5000 km2. Ele foi lançado em 2007 com expectativa de funcionar por 7 anos, mas ele cotinua lá, firme e forte, sendo ótimo para ajudar conservacionistas, arqueólogos e para detectar isso aqui:

 
Dá o clicão pra ficar grandão

O WorldView-3 detectou, contar e descreveu quatro espécies diferentes de baleias. Cada espécie foi observada em uma de suas áreas de agregação conhecidas, onde os indivíduos se reúnem: baleias francas do sul da Argentina, baleias jubarte do Havaí, baleias fin no Santuário Pelagos no Mediterrâneo e baleias cinzentas na costa do México.

Não sei se vocês passaram sem prestar atenção, mas a resolução daquele fofoqueiro espacial é de 30 motherfuckin’ centímetros. E ele nem é um satélite-espião. E sim, pagando, você pode comprar imagens. Como é maravilhoso viver no século XXI, em que nem os Jetsons tinham acesso a isso e o capitão Kirk ainda usava/usará disquetes!

O tempo de sair atrás de baleias com um navio sem saber direito onde elas iriam aparecer acabou-se. Agora, o Olho de Hórus perde perante a capacidade tecnológica de meros mortais. Podemos acompanhar nossas amiguinhas mamíferas passeando por mares sem que precisemos ter que ir lá, economizando com tempo, dinheiro e logística. Já conseguimos falar com nossos computadores sem usar mouses como microfones. Só precisamos inventar alumínio transparente.

Se bem que os químicos já lhes demos o oxinitrato de alumínio policristalino. De nada e leiam o trabalho de menina Hannah no periódico Marine Mammal Science (aproveita que está digrátis para leitura)

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Sobre André Carvalho

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