Ejeções de Massa Coronal de uma forma como você nunca viu… EM 3D!!!

O Sol parece tranquilinho (apesar dos muitos milhares e milhões de graus de temperatura, e uma gravidade altíssima em seu interior, oque faz criar novos elementos). Essa aparência é só isso: aparência. O Sol está sempre em atividade, às vezes mais intensa, à vezes, menos intensa. Uma dessas atividades hardcore é a ejeção de massa coronal, que são erupções de plasma hiperaquecido (mesmo para os padrões de um plasma, que é gás ionizado a alta temperatura) de forma abrupta e são cuspidas para fora da coroa solar. Estas ejeções são levadas pelo Espaço, e ajudam a formar o Vento Solar (mas não exclusivamente), e isso pode ser muito legal de se observar, ou muito ruim pois pode afetar nossos satélites, podendo até dar o azar de fritar alguns milhões de dólares em equipamento em órbita.

Agora, pesquisadores da NASA utilizaram a combinação de dados de três satélites para produzir um robusto mapeamento de uma ejeção de massa coronal, modelando em 3D o que está acontecendo lá no Sol.

O dr. Ryun-Young Kwon é pesquisador especializado em Física Solar na Universidade George Mason em Fairfax, Virgínia, e trabalha também no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, já que os boletos nunca param de chegar.

Ryun e seus colaboradores retiraram observações de duas erupções diferentes de três sondas: o Observatório Solar e Heliosférico da ESA / NASA e os Observatórios de Relações Terrestres Solares da NASA. Em março de 2011, houve uma ejeção de massa coronal daquelas, com o Sol meio emputecido naquela data. Em fevereiro de 2014, houve outra ejeção massiva.

Ryun e seu pessoal jogaram todos os dados no computador e criaram modelos computacionais para entender o que estavam vendo. Os modelos em 3D ajudaram a entender o formado, intensidade e extensão da ejeção.

O curioso é que, isoladamente, as observações de cada nave espacial não dariam a imensa gama de dados coletados, pois não basta ter dados, eles têm que ser cruzados com outros dados de forma a se ter um panorama geral do que estava acontecendo. Assim, o todo não é apenas a soma das partes, é muito mais.

Aqui embaixo uma animação do que aconteceu, direto dos computadores da NASA

Obviamente, você quer ler a publicação, certo? Ela foi publicada no Journal of Space Weather and Space Climate e está com acesso aberto. Divirtam-se!

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