Gâmbia descobre a cura da AIDS mas a máfia de branco se recusa a aceitar (ou não)

República da Gâmbia é um pseudopaís localizado na região leste da África. Esta tristeza tem pouco mais de 2 milhões de habitantes, mais ou menos a população do bairro de Jacarepaguá no Rio de Janeiro, com uma densidade populacional de 140 hab/km² o que não é tão ruim assim, pois o pessoal meio que fica longe de você. Seu PIB é de ridículos 1,3 bilhão de dólares e lá na rabeira do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Aquela porqueira não produz nada que preste a não ser ditadores, como acontece em 99% da África e se você nem tem o direito de achar ruim, pois sequer sabe localizar num mapa mudo e muito menos o nome da capital (é Banjul, mas eu tive que consultar).

Em 1765, a Gâmbia tornou-se colônia britânica, só se tornando independente do Reino Unido em 1965, tendo 3 “presidentes”. Um governou por 20 anos, o segundo foi eleito para em seguida ser derrubado num golpe de Estado por Yahya Jammeh, que também ficou no cargo por 20 anos, tendo saído ano passado. Jammeh fez muitas coisas dignas de nota, e nenhuma delas pode ser considerada legalzinha, como obrigar milhares de pessoas portadoras do HIV a se submeterem a tratamentos com uma mistura de ervas que ele mesmo inventou.

No início de 2007, o Poderoso e Amado Grande Líder (ou sei lá como eles costumam chamar os seus ditadores sanguinários) Jammeh declarou ter inventado a cura milagrosa para a AIDS! Para tanto, ele tinha uma beberagem feita com uma mistureba de ervas e técnicas de “cura espiritual”. Estranhamente, ele não foi reconhecido por Estocolmo e não foi lá pegar seu prêmio. Deve ser por causa do racismo.

Como Jammeh tem consciência que Ciência não é perfeita e Medicina não é uma ciência Exata, ele advertia que sua cura só funcionava às segundas e quintas-feiras (provavelmente, só quando não chovia, também). O problema é que alguns invejosos (Ho-Ho-Ho) começaram a denunciar este procedimento, que basicamente se remetia ao presidentão chegando e esfregando um troço verde nos pacientes, enquanto entoava preces do Corão. (lembrando que este tipo de atividade é proibido pelo mesmo, mas deixa quieto). Depois, duas vezes ao dia, os otár… os pacientes bebiam uma poção amarela de ervas armazenada em garrafas, que faria qualquer vendedor de garrafada no Nordeste sentir orgulho. Obviamente, nunca foi relevado o que tinha lá.

Jammeh foi acusado de curandeirismo e charlatanismo. Ele respondeu mandando prender quem dissesse que aquele treco não funcionava. Várias pessoas morreram: As que se submeteram ao “tratamento” e aquelas que denunciaram o “tratamento”.

Yahya Jammeh não é mais presidente. Foi derrotado nas eleições de 1º de dezembro de 2016 por Adama Barrow. Jammeh disse não reconhecer a vitória e se recusou a sair do poder. Barrow tomou posse em 19 de janeiro do mesmo ano, com Jammeh dizendo “daqui não saio, daqui ninguém me tira”. Misteriosamente, ele cedeu no dia seguinte. Bem provável de ter achado a cabeça de um cavalo na cama ou alguma outra proposta que ele não poderia recusar. Fugiu do país para a Guiné-Equatorial, junto com 11 milhões de dólares e vários bens, como carros e obras de arte, no que precisou um avião de carga, já que o Gâmbia é um país muito rico e paga muito bem aos seus presidentes e “presidentes”.

Jammeh está muito bem, obrigado. As acusações contra ele não deram nem vão dar em nada. Quem morreu, morreu e não fará mais parte desta história.

Mas, lembrem-se: não pode falar mal do lugar, senão é racismo. Não pode falar mal da religião pois é intolerância. Não pode criticar esta pseudomedicina pois faz parte da cultura. Não pode falar mal do presidente, pois dirão que ele tirou várias pessoas da pobreza. Imprensa não pode falar nada, senão terá que ser calada, silenciada, presa e torturada.


Fonte: BBC

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