Voyager 1 liga o turbo e vai pra mais longe, mais rápido

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A Voyager 1 é uma sonda fantástica. Lançada em 5 de setembro de 1977, está a absurdos 21 bilhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 141 vezes a distância entre a Terra e o Sol, viajando a uma velocidade de mais de 60.000 km/h. Alguns dizem que ela já saiu do Sistema Solar e já está no Espaço interestelar, mas isso ainda é discutível. Não se sabe ainda os limites de nossos Sistema. No entanto, ainda podemos comunicar com a Voyager através dessa distância.

Só que os cientistas do projeto fizeram algo um tanto especial (mas muito amado): Eles deram instruções para a Voyager disparar um conjunto de quatro propulsores de trajetória pela primeira vez em 37 anos para determinar sua capacidade de orientação.

O comando foi dado no dia 28/11. Este comando saiu daqui, viajou como um louco na velocidade da luz e demorou 19 horas e 35 minutos para chegar até a Voyager. Quase 40 anos depois, ouviu-se o ronco do motor dos propulsores ecoando pelo frio do Espaço.

(EU SEI!)

Isso pode ser algo totalmente inútil, mas só esse disparo dos motores poderá prolongar a vida e missão da Voyager 1 entre dois e três anos. Ela já nos trouxe tanta informação nesses 40 anos, e mais informações nos trará.

Só com o fato destes propulsores ainda estarem funcionais por mais de 37 anos sem uso mostra o quanto a Engenharia tem muito a acrescentar, e antes que você diga mimimi criancinhas na África do seu celular, lembre-se: sem pesquisa espacial, nada deste celular imundo no qual você posta suas idiossincrasias pelas quais ninguém perguntou.

A Voyager está lá, se embrenhando nos éons do Espaço, indo aonde nenhum objeto feito pelo Homem jamais esteve. Mas ela não está sozinha. Nós a acompanhamos e mandamos um olá, e ela prontamente responde, como o bom filho que acena à distância para os seus pais quando se afasta com sua bicicleta até a esquina.


Fonte: Ars Technica

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • cloverfield

    Uma ajeitadinha na antena e a Voyager ainda continua em contato após 37 anos.
    Uma maravilha da engenharia espacial.
    Pena suas câmeras não estarem mais funcionando para ela fotografar o Sol e talvez a Terra dessa distância.

    Pryderi respondeu:

    Não dá, Muito longe.

    cloverfield respondeu:

    Uma pena.
    Fica a impressão que ela se vai sem nem dar uma última olhada para trás para se despedir da gente.
    Parece excesso de romantismo com uma máquina, mas o universo vai ficar um pouco triste para a gente quando perdemos de vez o contato com ela

    Lucas Monteiro respondeu:

    Eu não vejo um excesso de romantismo. Quando eu olho para a Voyager 1, eu vejo mais do que uma máquina, eu vejo uma ideia. Uma ideia de que nós, por mais simples como espécie somos, chegamos tão longe. Longe o suficiente para olharmos para o oceano cósmico, assim como Carl Sagan dizia, e ele é convidativo, e nós devemos mergulharmos aos poucos para podermos se encontrarmos no grande horizonte dele. Uma hora nós chegaremos lá, e quando chegarmos, saberemos que a Voyager 1 nos ajudou a molhar as primeiras pontas dos nossos dedos na água cósmica. Agora, isto sim que eu chamo de excesso de romantismo, haha.

  • Lucas Monteiro

    “mandamos um olá, e ela prontamente responde, como o bom filho que acena à distância para os seus pais quando se afasta com sua bicicleta até a esquina.”

    Devo dizer, que isso fez cair algumas lágrimas aqui. Pensar que nós como uma espécie chegamos tão longe, mas há ainda muito para se percorrer, e a Voyager 1 com certeza, irá nos proporcionar mais informações úteis além das que já nos trouxe.

  • Legal ver que a Voyager continua com com seu suprimento de Nitro.

  • Ronaldo José Carneiro Bernarde

    Um dia nossos tataranetos, quando estiverem se espalhando pela galáxia ( tal qual os polinésios se espalharam pelo Pacífico) encontrarão uma relíquia do distante século XX, da primitiva era industrial da Terra. Eu acho isto muito legal!

  • Alvaro_G

    Volte logo V’Ger!