A mulher atrevida que driblou a Marinha do Rei e circunavegou o planeta

A audácia, em sua mais pura raiz etimológica, nasce do latim audere: o ato de atrever-se, de ousar cruzar a fronteira do que já está posto. Na prática da vida, essa herança linguística se manifesta naqueles raros indivíduos que conseguem despir o olhar dos grilhões invisíveis e dos impedimentos sociais que moldam a maioria de nós.

Enquanto o mundo caminha sob o peso de regras tácitas, expectativas alheias e o medo paralisante do julgamento, o audaz enxerga a realidade sem filtros ou amarras. Para ele (ou ela), as convenções não são muros intransponíveis, mas linhas imaginárias desenhadas pelo hábito; sua mente opera em uma frequência de liberdade que transforma o risco em espaço de criação e o “impossível” em mero ponto de partida. Olhar a existência através dessa lente de desapego social não é apenas uma demonstração de coragem, mas uma rebeldia silenciosa contra as prisões cotidianas que nós mesmos aceitamos construir. Continuar lendo “A mulher atrevida que driblou a Marinha do Rei e circunavegou o planeta”

Um suspiro chamado Iseltwald

Iseltwald é uma joia delicadamente pousada às margens do Lago de Brienz, no coração do cantão de Berna. Lá, se revela como uma vila onde a Natureza parece sussurrar cantigas entre montanhas majestosas e águas de um azul profundo. A apenas alguns minutos de Interlaken, chega-se a esse refúgio por uma estrada que serpenteia o lago como um convite à contemplação, ou pelo barco que desliza serenamente até o pequeno porto, oferecendo uma chegada quase cinematográfica.

Ali, a turquesa das águas dança com a luz de um jeito quase hipnótico, como se o lago guardasse segredos que apenas os atentos conseguem ouvir. As montanhas ao redor, imponentes e silenciosas, moldam a paisagem como braços que acolhem quem chega, oferecendo abrigo e encantamento. Continuar lendo “Um suspiro chamado Iseltwald”

A inusitada viagem transcontinental dentro de uma caixa

Você sabe, a Austrália é um grande deserto, com alguns poucos lugares habitados; mas, em 1964, a Austrália era bem pior, portanto, era preciso levar mais gente pra lá. Tenha isso em mente quando falamos de um dos períodos mais ambiciosos de sua história migratória. O programa “Populate or Perish” (“Povoar ou Perecer”), concebido pelo governo de Ben Chifley em 1945 e implementado pelo Primeiro-Ministro da Imigração, Arthur Calwell, transformou o país numa terra de promessas para mais de 1,5 milhão de britânicos no pós-guerra. Conhecidos como “Ten Pound Poms” – uma referência às dez libras que pagavam pela passagem subsidiada –, esses imigrantes formaram uma das maiores migrações planejadas da história moderna.

Entre eles estava Brian Robson, um galês de 19 anos de Cardiff, que havia embarcado no programa de imigração assistida com os olhos brilhando de expectativas. O problema foi encontrar a realidade australiana e, apesar da propaganda oficial que pintava a Austrália como uma terra de oportunidades infinitas, onde o sol brilhava eternamente e os empregos abundavam, não era bem assim. Nunca é bem assim nesse tipo de promessa. E daí, Brian resolveu voltar para casa… numa caixa num fedido compartimento de carga. Continuar lendo “A inusitada viagem transcontinental dentro de uma caixa”

Uma mística viagem ao Nepal

O Nepal é um país de contrastes e belezas naturais incomparáveis. Localizado na região das cordilheiras do Himalaia, ele abriga algumas das montanhas mais altas do mundo, incluindo o majestoso Monte Everest. Além das paisagens montanhosas, o Nepal é rico em cultura e história, com templos antigos, festivais vibrantes e uma diversidade étnica que reflete a influência de seus vizinhos, como China e Índia.

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A magia da Polinésia Francesa

A Polinésia Francesa é uma coletividade ultramarina da França (cof cof… colônia). Aquele lugar encantador é um paraíso deslumbrante no sul do Oceano Pacífico, composto por cinco arquipélagos com cerca de 130 ilhas; ela ostenta paisagens deslumbrantes, águas cristalinas e uma vida marinha vibrante. Suas ilhas são como joias espalhadas pelo vasto oceano. Entre elas, o Taiti se destaca como o maior e mais populoso, com suas florestas tropicais exuberantes, picos vulcânicos e praias intocadas. Continuar lendo “A magia da Polinésia Francesa”

Deixe que o vinho suba à cabeça na piscina deste SPA

Ah, o Japão. Um dos meus países favoritos, já que sempre sai alguma esquisitice de lá. Deve ser a água de piscinas termais ou de… vinho? Sim, você leu corretamente. Em uma tentativa de combinar o luxo com o lazer, um parque de diversões japonês resolveu dar uma parada com Buda e levou suas atenções para Dionísio, introduzindo uma atração muito inebriante, digamos assim: uma piscina de vinho tinto. Continuar lendo “Deixe que o vinho suba à cabeça na piscina deste SPA”

Me preparando

Sim, estou ficando bem preparado. E nos dois sentidos, ainda mais que eu não uso calcinha. Aliás, nunca usei, mas você não deve ter nenhum interesse nisso. Os preparativos, no caso, serão as minhas microférias de meio do ano. Já estou com as passagens compradas e hotel reservado e pretendo meter o pé na estrada. Aliás, por que se fala estrada se é rodovia, e estradas são vias que não são asfaltadas?

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Ilha Victoria: A ilha escondidinha

Você aprendeu na escola que uma ilha é uma porção de terra cercada de água por todos os lados. Também aprendeu que um lago é uma porção de água cercada de terra por todos os lados. Mas já pensou se a gente bancasse o Inception geográfico e tivéssemos uma ilha num lago? Ok, isso existe, assim como temos lagos em ilhas. Mas e se a gente chutasse o pau da barraca e tivéssemos  uma ilha em um lago em uma ilha em um lago em uma ilha?

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A calma silenciosa dos Alpes do Norte

Os Alpes Austríacos são um lugar mágico por serem… bem, por serem os Alpes, né? Muitas histórias foram escritas lá. Histórias que o mundo não se esqueceu. Em 2020 houveram histórias, histórias de afastamento e morte. Enquanto algumas pessoas convivam confinadas em casa, outros estavam de quarentena exatamente nos Alpes

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Viajando nas viagens

Acho que viajar é algo hipervalorizado. As desculpas que dão para viajar é algo ininteligível para mim. Sim, sério. Não consigo entender as pessoas e essa tara por fazer viagens. Tem gente que diz que passaria a vida viajando. Se veem como exploradores ou algo do tipo, verdadeiros bandeirantes, Indiana Jones dos tempos modernos.

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