Faltou vacina? Coloca água aí, diz Ministério da Saúde

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Você achou que a tosqueira do Brasil parou em colocar Reiki, Biodança e outras bobagens disponíveis no SUS? Calma, que se o Ministério da Saúde pode fazer mais maluquices, com certeza ele fará. Como estamos de volta ao século XVIII, enfrentamos uma epidemia de febre amarela, coisa que Oswaldo Cruz deu um jeito na mão grande, o que acabou gerando a Revolta da Vacina, já que não é de hoje que brasileiro odeia Ciência. Então, já que não conseguimos fazer algo que era feito no início do século XX, como produzir vacinas, o Ministério da Saúde teve a brilhante ideia de disponibilizar mais vacinas para vacinação em massa: diluir a vacina e chutar pra frente. Maneiro né?

Pessoal aqui no Rio mal está conseguindo encontrar as vacinas. Afinal, não se pode esperar muito quando cortam a luz do Teatro Municipal por falta de pagamento (parece que conseguiram juntar um dinheiro e pagar a conta) e o sistema de registros da Polícia Civil do Rio também pode sair do ar porque não renovaram o contrato (aka: não pagaram).

Com o atual estado de penúria, sem dinheiro para nada, os postos de saúde não têm vacinas suficientes, o que é estranho sabendo que a Fundação Instituto Oswaldo Cruz é aqui no Rio. Mas, claro, não é porque é aqui que virá direto. Tem todo um procedimento burocrático, e já começa com falta de verba para produzir estas vacinas, já que elas não brotam em camisas sujas num canto. Como não estamos usando ratos para combater febre amarela, dependemos da boa e velha produção laboratorial.

Ah, sim. Sabe a verba para produzir aquela merda da fosfoetanolamina, que se provou ser inútil para a maior parte dos casos? Olha a grana fazendo falta. E isso para uma “pesquisa” que não só não era sancionada por ninguém, era feita num laboratório imundo e nem pesquisa era pois não fazia testes de nenhum tipo. Só se produzia as pilulinhas mágicas, mas como toda magia não passava de enganação.

Aí o Ministério da Saúde estuda fracionar as doses da vacina da febre amarela para imunizar um número maior de pessoas com o mesmo número de doses, naquela velha tática “MARIAAAAAAA! COLOCA MAIS ÁGUA NO FEIJÃO QUE CHEGOU VISITAS”.

O que poderia dar errado?

A falta de vacinas já fez o Governo Federal cogitar a importação de vacinas, mas coo tudo aqui é empurrado com a barriga, mais fácil limitar a bagaça. Não sendo dada a menores de 5 e maiores de 60 anos. Claro que faz sentido. Mas há quem defenda comprar uns diluentes básicos e diluir a vacina. Quem faz muito isso? Países africanos. Sim, vemos que eles são um perfeito exemplo de saúde pública, certo? O máximo que vai acontecer é ter que aplicar de novo, já que a vacina inteira tem garantia de imunização de 10 anos. Ela diluída? Um ano.

Claro que tenho certezíssima certeza que fazendo isso ano que vem teremos rios caudalosos de vacinas disponíveis, certo?

Se você acredita nisso, você não é nem crédulo. É estúpido, mesmo!

Enquanto isso, temos o Tedson. Bem-vindos ao Brasil!


Fonte: Estadão

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Sobre André Carvalho

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