A eletrizante superfície de Titã

Brasil apresenta o SUS da pseudociência
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Titã é algo absurdo. Já começa que ele é a maior lua satélite natural do Sistema Solar. Ele tem um raio de 2.576 km. Para você ter uma ideia, Marte tem raio de 3.390 km. Nada mal para um simples satélite, não é mesmo? Já postamos várias notícias e informações sobre Titã, mas ciência não para. Agora, pesquisadores estimam que Titã tem a Força… no caso: força elétrica, já que sua superfície seria carregada eletricamente.

O dr. Josef Dufek é professor do Departamento de Ciências Atmosféricas e da Terra no Instituto de Tecnologia da Geórgia. O dr. Dufek não é químico, mas ninguém é perfeito (exceto os químicos, claro). Ele estuda Planetologia Comparada, perigos naturais, petrologia física, dinâmica de erupção explosiva, fluxo multifásico turbulento, dinâmica de magma, transferência de massa e calor na crosta e consequências geoquímicas, e vulcanismo planetário. É pedra e está num planeta, é com ele mesmo!

De acordo com a pesquisa de Dufek, Titã teria uma alta carga elétrica em sua superfície já que as partículas que cobrem a superfície do referido satélite estão sendo açoitadas por ventos de cerca de 24 km/h. Claro, você estudou Física no colégio, sabe que partículas finas se atritando continuamente geram uma quantidade considerável de eletricidade estática. Como não há outros materiais que possam descarregar eletricamente essas partículas, Titã acaba virando um acumulador de energia. Chocante, não?

Se você fez aquela brincadeira de esfregar uma bexiga nos cabelos e passar por uns pedacinhos de papel, verá que esses pedacinhos de papel ficarão grudados na superfície da bexiga. A mesma coisa vai acontecer com uma nave (tripulada ou não) que pousar em Titã. Isso pode ser uma dor de cabeça, com poeira entrando em lugares que não deveriam, que nem quando você fica brincando de “bife à milanesa” na praia.

Isto posto, já pro laboratório!

Dufek e seus colaboradores resolveram testar o comportamento do fluxo de partículas em condições semelhantes a Titã. Eles inseriram grãos de naftaleno e fenilbenzeno, duas substâncias bem tóxicas, mas que pessoal deve achar que faz bem pra saúde, pois são orgânicas. Eles empregaram estas substâncias pois dados mostram que elas existem na superfície de Titã.

Os pesquisadores as colocaram num pequeno cilindro e mandaram a máquina rodar o conjunto numa atmosfera de nitrogênio, já que é inerte, além da atmosfera do satelitão ser praticamente toda de nitrogênio (cerca de 98%!). Depois, eles mediram as propriedades elétricas de cada grão como ele era atirado do tubo.

Os resultados mostraram que todas as partículas acabaram carregadas eletricamente e, delas, cerca de 2 a 5% do total de partículas ficaram agarradas ao cilindro. Um teste repetido nas mesmas condições, mas com areia e cinzas vulcânicas em condições similares à da Terra, não ficou nenhuma partícula grudada.

A explicação é o tipo de molécula, já que naftaleno e fenilbenzeno possuem núcleos aromáticos. Não porque sejam cheiros, pelo contrário. Estas porcarias fedem que sã uma tristeza. Anel aromático é um anel benzênico, e um anel benzênico apresenta o fenômeno de ressonância, em que as duplas ligações ficam “passeando” pela molécula. Diferente da sílica dos solos terrestres.

Isso leva à antecipação de possíveis problemas, em que uma nave teria problemas de entupimento, por exemplo, então, é o caso dos engenheiros ou fazerem revestimentos isolantes ou medidas a contra-balançar esta eletricidade estática, com cargas iguais, já que, se você estudou num colégio que preste, sabe que partículas de cargas iguais se repelem.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Geosciences

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • FranSalles

    Obrigado por compartilhar o artigo.

  • Thiago

    O maior satélite do Sistema Solar não é Ganimedes?