Bio-bots: os robozinhos biológicos

Você gosta de robôs, eu gosto de robôs. Mais legal que robôs só dinossauros, mas enquanto os dinobots não chegam, que tal ter um robozinho amigo só seu? Não, não necessariamente o R2-D2, aquele robô com formato de lixeira cheio de cabos USB. Existem pequeníssimos robôs chamados bio-bots, criados em 2012, que são capazes de dar um rolé pelo seu corpo, sendo movidos apenas pelas suas hemácias. Isso é muito legal, pois tecnicamente os bio-bots não precisam de motor interno para se moverem, aproveitando a energia do próprio corpo.

Claro, não existe almoço grátis e sempre tem um probleminha. O probleminha é que o coração, aquele safadeeenho, insiste em bater 24h por dia. Como resolver isso? Parada cardíaca? Seria interessante, mas acho que alguém defenderia que isso não é lá muito ético. #Comofas?

O dr. Rashid Bashir é professor de Bioengenharia, especializado em nanotecnologia (não, ele não usa grafeno, aquela maravilha que faz tudo, menos sair do laboratório), do Departamento de Engenharia Elétrica e Computacional da Universidade de Illinois. Ele gosta de trabalhar com coisas muito pequenas que se movem, mas não é por causa disso que ele será seu urologista.

Como os bio-bots têm esse inconveniente de não conseguirem controlar para onde vão ou quando vão, já que o sangue não para de fluir, o pessoal do laboratório do dr. Bashir (que obviamente ficará com a maior parte dos créditos) mudou a estratégia. A nova técnica faz com que os bio-bots se movam por causa das células musculares, mediante as cargas elétricas que passam através dos músculos.

Claro, não dá para fazer um processo construção de um bio-bot inteiramente na mão, na base da chave-de-fenda. Bio-bots são construídos através de impressão 3D, desde o esqueleto até o tecido muscular esquelético. Como? Sim, isso mesmo! Praticamente, o bio-bot é um robozinho feito de hidrogel e revestido de um músculo que foi colocado lá, que funciona graças a sistemas baseados em optogenética, isto é, o bichinho é comandado por luz e pequenas cargas elétricas que trafegam para lá e para cá nos músculos.

Se interessou? Quer saber mais? Ótimo! A Nature Protocols tem um artigo aberto à sua disposição. Manda ver!

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